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Camilla Camargo quer provar que não é só "a filha de Zezé Di Camargo"

Atriz se prepara para o desafio de produzir a primeira peça de teatro e não tem medo da pressão familiar: “Tenho de provar que consigo por mérito próprio”

Daniel Lopes Publicado em 30/01/2016, às 13h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

Camilla Camargo - Divulgação
Camilla Camargo - Divulgação
Depois de demorar cerca de 15 minutos para falar com a CONTIGO!, Camilla Camargo, 30 anos, confessa que foi por uma boa causa. “Estava ao telefone com minha irmã”, diz referindo-se a Wanessa, 33, a grande companheira da atriz. “Ela é realmente minha melhor amiga. Nos falamos direto, saímos juntas, combinamos de fazer tudo juntas... Nossa relação é de muito respeito”, conta. Mas a maior vontade de Camilla é trilhar seu caminho sem depender da família, algo que a atriz está tirando de letra. Completando dez anos no palco, ela se prepara para produzir seu primeiro espetáculo teatral e ainda compartilha detalhes de sua primeira experiência no cinema ao lado de Caio Castro, 27.
“Teatro é minha paixão, o palco é minha casa. Gosto da sensação do ao vivo, do improviso, de lidar com os problemas na hora, da resposta imediata do público... Esse frio na barriga é muito gostoso”, conta. Depois de atuar em diversas peças, Camilla se organiza para trabalhar atrás das cortinas. Ela vai produzir e estrelar Quarto 77, uma trama de mistério e suspense. “Produzir sempre foi uma vontade desde que me formei na faculdade. Só estava esperando o momento certo, o meu amadurecimento para conciliar as duas coisas”, explica. Tudo acabou acontecendo por acaso. “A peça já esteve em cartaz e eu fui chamada para substituir a protagonista por alguns dias. Em um deles, o autor estava lá e foi ele que liberou os direitos da peça para que eu a produzisse, no fim do ano passado”, revela. A peça ainda está em fase de captação de recursos e não tem estreia prevista.
O desafio como produtora não é a única experiência de primeira viagem que a atriz está vivendo. Ela se prepara para estrear no cinema no filme Travessia, de João Gabriel, 33, que deve chegar aos cinemas ainda no primeiro semestre. “Eu já tinha feito pequenas participações em outros filmes, mas essa foi a primeira personagem de verdade”, conta. “Rodamos o longa em Salvador, tudo em cerca de 20 dias. Fiz sessões de fono para acertar o sotaque e tive a sorte de contar com toda a ajuda do João Gabriel e do Caio, que foi um superparceiro, além de todo o elenco da Bahia”, relembra. No filme, Camilla interpreta Marina, uma usuária de drogas. “É um universo muito diferente do meu, das drogas, da vida noturna agitada. O filme mostra um lado mais urbano de Salvador e só colheu bons resultados quando foi exibido na Mostra da cidade. Até elogiaram meu sotaque!”, comemora.


ANO NOVO, CORPO NOVO
Além do teatro e do cinema, Camilla também investe em uma carreira na TV. A atriz já participou de novelas no SBT e na Globo, assim como integrou o elenco do programa Partiu Shopping, no Multishow. “Tenho fascínio pela TV, o instrumento que ela é, o alcance que tem”, conta. Porém, para conferir Camilla na telinha nas próximas semanas, só mesmo ligando no desfile das escolas de samba do Rio. Ela faz sua estreia na Sapucaí, pela Imperatriz Leopoldinense, que traz um enredo em homenagem a seu pai e a seu tio Zezé Di Camargo, 53, e Luciano, 43, respectivamente. “Já me emocionei nos ensaios. Acho que o mais bonito é que a Imperatriz conta a história de vários brasileiros por meio do meu pai, aquele que sai do interior e deposita todas as fichas para dar um futuro melhor para os filhos. O enredo fala da importância da família”, explica. O corpo da atriz também já está preparado para encarar a maratona da avenida. “É meu instrumento de trabalho, preciso estar sempre saudável. Do começo do ano para cá, já eliminei 3,5 quilos. Faço crossfit quatro vezes na semana, como de três em três horas, carrego minha garrafinha com chá o dia todo e evito carboidratos à noite”, conta a bela com 1,60 metro de altura e 48 quilos. Camilla virá como destaque do penúltimo carro, ao lado da irmã, e garante que não decepciona na hora de sambar: “Meu pai sempre disse que eu levava jeito. Sou uma goiana com samba no pé!” 


RATA DE CURSOS
Diferentemente do que muitos pensam, ser filha, sobrinha e irmã de grandes celebridades pode não ter tantas vantagens. “Tem o lado bom e o lado ruim. O lado bom é que, quando você nasce numa família de artistas, aprende a lidar com certas coisas, como assédio, exposição na mídia e também acaba conhecendo muita gente do meio artístico. O lado ruim é que você sempre é mais cobrada, tenho de provar que consigo por mérito próprio e não porque sou parente de alguém”, afirma. No entanto, nada desanima a atriz. “Isso me motivou a estudar muito mais, minha assessora me chama de rata de cursos (risos)! Toda essa cobrança me fez querer estar cada vez mais preparada”, conclui.