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Claudia di Moura revela lado poderoso: ''Meu coração está batendo. Não está apanhando''

Bem diferente da Zefa de Segundo Sol, atriz abre o jogo e pede respeito

Redação Contigo! Publicado em 21/10/2018, às 09h05 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h46

Claudia di Moura revela lado poderoso: ''Meu coração está batendo. Não está apanhando'' - Adilson Santos/ Divulgação
Claudia di Moura revela lado poderoso: ''Meu coração está batendo. Não está apanhando'' - Adilson Santos/ Divulgação

Se ser atriz é se despir de sua vaidade, Claudia Di Moura, 53 anos, no papel de Zefa, em Segundo Sol, é a melhor representação desta máxima. Fã de acessórios e cores e dona de uma grife de roupas há 14 anos, ela vive na TV uma mulher simples, que usa quase sempre a roupa de trabalho. “Quando coloco o uniforme e me olho no espelho, eu vejo a Zefa. Ela é abnegada, modesta. Mas ainda assim, já houve cenas, como no casamento de Roberval (Fabrício Boliveira, 36), em que ela mostrou que cuida, sim, da aparência. Eu e ela somos apenas diferentes. Minha vaidade é diferente. A dela é, acima de tudo, ser mãe”, explica a atriz, que tem na maternidade um ponto em comum com sua personagem. Claudia teve uma filha e adotou outras duas. “Entendo que a adoção seja um tema relevante, mas na minha vida isso não pesa. Eu apenas tenho três filhas que amo igual e intensamente”, resume.

ANTIGO CRUSH

Baiana de Salvador, Claudia viveu muitos anos em Porto Seguro, onde ganhou até o título de cidadã da cidade, e dedicou sua vida ao teatro. Aos 33 anos de profissão, estreia em sua primeira novela. “Nunca condicionei minha carreira de atriz a um papel em uma novela, mas sempre mantive a porta aberta para essa oportunidade. Se demorou? Nada demora, tudo vem no momento certo”, resume. Fato é que Segundo Sol, além de ser seu primeiro trabalho na TV, também marca o encontro com sua grande paixão da adolescência, o diretor da trama, Dennis Carvalho, 71. Ao conhecê-lo nos corredores da emissora, Claudia contou que tinha pôster dele no quarto e que costumava beijá - lo. Com seu eterno bom humor, Dennis riu e lhe tascou um beijo na boca. “Essa paixão surgiu quando ele fazia Locomotivas (1977) e todas as meninas da minha idade eram loucas por ele. Hoje sou louca pelo grande diretor que ele é. Pela convivência constante, a admiração profissional apenas cresce.”

FÉ EM DEUS

Após ter sofrido preconceito racial ainda na infância por parte da Igreja Católica, Claudia, que sempre lutava para ser o anjinho nas quermesses e nunca conseguia, garante que nem por isso perdeu a fé em Deus. “Ele não tem preconceito. Isso é uma invenção dos homens com a qual não compactuo. Todo negro em Salvador já sofreu racismo”, diz. Hoje, a atriz critica a pouca representatividade do negro na televisão brasileira. “Não basta estampar um ou outro personagem negro na tela. Nós temos nossas próprias histórias que precisam ser contadas. Precisamos de personagens negros cada vez mais complexos, profundos e reais. E isso, naturalmente, acontecerá quando tivermos também mais autores, diretores e produtores negros na televisão”, defende ela.