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Regina Casé relaciona fim do Esquenta com avanço do conservadorismo: ''O que era celebrado foi mudando''

Ela surpreende ao contar que o filho foi batizado em cinco (!) religiões

Redação Contigo! Publicado em 26/04/2019, às 08h54 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h47

Regina Casé - Reprodução
Regina Casé - Reprodução

A apresentadora, atriz, diretora e escritora Regina Casé esteve nesta quinta-feira (25) no Conversa com Bial e fez revelações inusitadas.

Em um determinado momento, ela afirmou que o filho caçula, Roque, foi batizado em cinco religiões diferentes.

"O Roque eu batizei em cinco. Foi simultaneamente: igreja católica, candomblé, uma pastora evangélica muito legal, um rabino e uma monja budista, cinco religiões", revelou ela.

"Eu gosto de qualquer ritual, aniversário de cachorro, batizado de boneca...", brincou ela que arrancou risos da plateia.

FIM DO ESQUENTA

Questionada por Pedro Bial sobre o fim do programa Esquenta, que foi ao ar até 2017. Segundo ela, houve uma relação direta com as mudanças que o país enfrenta. "Eu acho que a gente vinha sentindo essa mudança, mas sem dúvida, essa festa, tudo o que era celebrado, foi mudando. O programa era muito libertador", avalia ela.

RACISMO

Regina Casé também contou um caso dramático que viveu durante uma viagem aos Estados Unidos. Ela foi vítima de racismo ao despertar a atenção de um segurança ao visitar uma loja. "Como eu tô muito atenta e sei que é o que acontece diariamente, eu olho, presto atenção, fico atenta, é como se eu tivesse uma lente de aumento", afirmou ela.

VOLTA ÀS NOVELAS

Ela também respondeu porque resolveu aceitar o convite para voltar às novelas. Ela será a protagonista de Amor de Mãe, novela das 9 que vai suceder A Dona do Pedaço.

"Muitas coisas. Eu me assustei que a nova geração nunca tinha me visto no palco. Esses dias um menino disse: amei o Que Horas Ela Volta? (filme estrelado por Casé), nunca imaginei que uma apresentadora pudesse representar tão bem. Aí eu falei: tem alguma coisa errada. Eu acho que sou uma atriz que estou à serviço de coisas que acredito. Eu resolvi aceitar primeiro porque eu invento, carrego pedra, eu faço. Nunca ninguém me tira pra dançar. Sempre sou eu", disse.

Ela conta que foi cortejada pela autora Manuela Dias, e pelo diretor geral, José Luiz Villamarim.

"Ele dirigindo, ela escrevendo, eles falaram: tem que ser você. Eu escrevi esse personagem pra você. E eu falei: isso tem a ver com ser atriz. Pronto, agora vou ser atriz... por uns dois anos pelo menos.