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Morre Marcelo Yuka, músico que se tornou ícone na luta contra a violência

Recentemente, ele falou sobre as terríveis dores que sofria desde a tragédia

Redação Contigo! Publicado em 19/01/2019, às 09h49 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h46

Marcelo Yuka - Reprodução
Marcelo Yuka - Reprodução

O músico Marcelo Yuka faleceu nesta sexta-feira (18) aos 53 anos de idade.

Ele estava debilitado desde que sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) em agosto de 2018. 

Yuka se tornou uma das vozes mais importantes no combate à violência após ser baleado em um assalto e ficar paraplégico. Então membro do grupo O Rappa, ele se engajou no plebiscito do desarmamento, quando votou pelo fim da comercialização de armas de fogo no Brasil.

Marcelo Lobatto, músico e amigo pessoal de Yuka, anunciou nas redes sociais a triste notícia. "Valeu Yuka! Obrigado por tudo! Sentiremos eternamente a sua falta", disse.

Em junho do ano passado, o músico esteve no programa Conversa com Bial e falou sobre a paixão pela pintura que o estava ajudado a lidar com as dores.

"Muito focado no trabalho. Depois dos tiros, eu meio que fugi para isso, por isso que é tanta produção. Em um ano, eu pintei 300 quadros", disse. "Mesmo quando não tinha visibilidade, eu estava produzindo".

Ele então avaliou o momento que viveu. Há 17 anos, ele ficou paraplégico após um assalto. "Estar tão perto da morte me fez sentir assim: 'Eu sou o último de mim. Eu não tenho filhos'. Esse impacto fez eu me prender a coisas essenciais".

Ele então abriu o coração sobre as dores constantes. "Meio ruim, porque ela não para. Há 17 anos, eu tenho dor 24h por dia, mas eu não posso pensar nisso senão ela aumenta".​