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Exagero? Choro de Gracyanne Barbosa é criticado por especialistas: “Desserviço”

Personal trainer, Bruno Sapo aponta os problemas das quebras de limite na academia e afirma que é possível ter ganho sem dor exagerada

Redação Contigo! Publicado em 10/05/2023, às 11h27

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Personal aponta problema em exagero de exercícios - Reprodução/Instagram
Personal aponta problema em exagero de exercícios - Reprodução/Instagram

A prática de exercícios físicos, principalmente musculação, está crescendo cada vez mais nas redes sociais. Influenciadores incentivam a atividade para manter um corpo saudável. Entretanto, muitos mostram as dificuldades que enfrentam por meio de caretas, gritos de dor e choros. Mas será que esse exagero é positivo?

Gracyanne Barbosa, por exemplo, já publicou vídeos chorando na academia, mesmo com o corpo habituado a treinamentos intensos. Bruno Sapo, personal trainer e um dos pioneiros em treinamento funcional e online, garante que essa quebra e limite não é necessária e aponta a divulgação dos exageros como um problema.

“Essa exaltação da dor, além de um conceito antigo em que diversos estudos já provaram o contrário, é um desserviço que mais afasta do que agrega pessoas sedentárias a iniciar a prática do exercício”, apontou ele. “Ninguém, em sã consciência, quer sofrer. Se você faz algo que te causa desconforto extremo, sua reação instintiva é fugir”.

Mas então, qual é o limite?

Ele ainda explicou quais são as formas de perceber quando você chegou ao seu limite. “O sinal mais evidente de que você ultrapassou esse limite é não conseguir fazer atividades rotineiras, como sentar/levantar para ir ao banheiro ou não conseguir andar direito, por exemplo”, explicou Bruno.

“Quando começamos algo novo, nosso corpo se adapta para aquilo. Então é natural sentir um ligeiro incômodo por, em média, 48 horas pós treino”. De acordo com o profissional, é necessário levar o corpo a essa adaptação. “É importante que haja uma progressão, tanto de volume quanto de intensidade”.

Sem descanso, sem ganho

Ele ainda apontou a necessidade do descanso para a musculatura porque é nele que ela se desenvolve. “Quando treinamos, provocamos diversas microlesões no tecido muscular e geramos adaptações que só vão ocorrer em repouso”, afirmou. Mas é importante entender que cada pessoa é diferente e tem objetivos distintos.

No entanto, o profissional recomenda uma base para quem quer dar o primeiro passo: “Treinos de força duas vezes na semana provocam diversos efeitos positivos na saúde, além de reduzir a probabilidade de doenças. A OMS também recomenda que adultos façam entre 150 e 300 minutos de atividade física moderada ou entre 75 e 150 minutos de atividades físicas intensas por semana”.

Riscos

Além de apontar o problema no desestímulo ao exercício, o personal também pontuou o risco de lesão. Treinos exagerados podem ser extremamente perigosos. “Entre todas as modinhas, eu vetaria essas que incluem treinos com materiais absurdos, como agachar com um objeto enorme nas costas ou ficar em pé em cima de superfícies instáveis com altas chances de cair”, comentou.

Além desses, ele também comentou sobre os exercícios feitos em casa, sem acompanhamento profissional. “Vejo muitos desses ‘desafios’ na internet, que parecem ingênuos, mas que podem causar sérias lesões em quem não está muito preparado. É melhor não fazer”.

Faça o que tem que ser feito

Por fim, Bruno Sapo ainda revelou que a fórmula para não se deixar desestimular pelos exageros de influenciadores é ter propósito. “Saber o porquê você está fazendo algo é um diferencial. Treinar para melhorar a saúde é um bom argumento, mas por ser a longo prazo, não funciona para a maioria. Determinar objetivos de curtíssimo prazo, para que consigamos continuar nos motivando com os ganhos, é uma estratégia interessante”.

Além disso, é necessário fazer o que tem que ser feito. “Ninguém acorda hiper motivado pra escovar os dentes, certo? Mas você vai lá e escova. Por que? Por que se não você fica com bafo, fica com cárie e seu dente cai. Nos dias de ‘não motivação’ para ir treinar, que são a maioria dos dias, é o mesmo pensamento. Vai porque tem que ir e pronto”, finalizou.