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TV / MORREU NESTA QUARTA

Folhetinesca, obra de Rubem Fonseca rendeu grandes adaptações para a TV

Escritou que faleceu aos 94 anos foi adaptado em 'Mandrake', da HBO, e 'Agosto', da TV Globo

Gustavo Assumpção Publicado em 15/04/2020, às 15h34 - Atualizado em 01/05/2020, às 22h59

Folhetinesca, obra de Rubem Fonseca rendeu grandes adaptações para a TV - TV Globo
Folhetinesca, obra de Rubem Fonseca rendeu grandes adaptações para a TV - TV Globo

A morte do escritor Rubem Fonseca aos 94 anos comoveu fãs e leitores de todo o país nesta quarta-feira, 15.

Mas não foi apenas no meio literário que a obra do escritor foi valorizada. Além de várias adaptações para o cinema, ao menos duas superproduções para a TV marcaram a história da TV brasileira.

Em 1993, por exemplo, a TV Globo adaptou Agosto, símbolo do intenso trabalho de pesquisa que marcou a obra do autor. Na trama, redigida para a TV por Jorge Furtado e Giba Assis Brasil, brilhou o talento da dupla José Mayer e Vera Fischer.

O romance policial mostra a investigação do assassinato de um empresário que culmina no suicídio do presidente Getúlio Vargas. Dirigido por Paulo José, Denise Saraceni e pelo filho do escritor, José Henrique Fonseca, a minissérie de 16 capítulos marcou também grandes atuações de Tony Tornado, Letícia Sabatella e Lúcia Veríssimo.

Na equipe de produção ainda estavam o diretor de fotografia Walter Carvalho e o cenógrafo Mário Monteiro, mostrando o alto nível da produção da TV Globo exibida em 1993. Além de alcançar bons níveis de audiência, a trama apostou nos clichês irresistíveis dos melhores folhetins policialescos.

Já nos anos 2000, a HBO lançou Mandrake, série premiada baseada no universo literário do autor.

Estrelada por Marcos Palmeira e com elenco estelar formado por astros como Marcelo Serrado, Luís Carlos Miele, Maria Luísa Mendonça e Virgina Cavendish, a policial acompanhava a atuação de um advogado no submundo do crime carioca.

O sucesso foi tanto que ela acabou rendendo uma segunda temporada. Nos dois anos, 2006 e 2008, a série concorreu ao Emmy Internacioal de melhor série dramática. Com grande cuidado estético - a série foi filmada em película -, a produção custou quase U$ 7 milhões, valor considerado elevado para a época.