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No auge, Karinah comemora hit com Belo que coroa ano de realizações: “Orgulho da minha história”

Cantora foi à luta após a pandemia, bateu recordes com a balada 'No Fim do Mundo' e promete 2022 de “fé e samba no pé”

Gustavo Assumpção Publicado em 21/06/2021, às 08h51

No auge, Karinah comemora hit com Belo que coroa ano de realizações: “Orgulho da minha história” - Reprodução/Instagram
No auge, Karinah comemora hit com Belo que coroa ano de realizações: “Orgulho da minha história” - Reprodução/Instagram

Quando convidou Belo para gravar No Fim do Mundo, Karinah nem imaginava que ia lançar o maior hit de sua carreira. Apaixonada pelo samba e pelo pagode desde criança, ela convidou o cantor para dividir os vocais em uma balada envolvente, radiofônica e bem chiclete. O resultado foi estrondoso: a curitibana criada no litoral catarinense se tornou a primeira artista a entrar no Top 100 do Spotify com uma música totalmente em português.

Agora, em uma conversa com a CONTIGO!, ela conta como surgiu a música que está entre as mais tocadas em todo o Brasil. Apaixonada pelo mais brasileiro dos ritmos, a cantora celebra suas conquistas. “Tenho muito orgulho da minha história. Tudo que sonhamos e corremos atrás, tem um sabor especial”, diz ela que ainda relembra a infância ao lado do avô e detalha um ano frutífero após uma pausa causada pela pandemia.

Sem os palcos para se apresentar, ela mostrou outras habilidades, organizou projetos, driblou as dificuldades e teve o ano mais intenso de sua trajetória.

“Quando começou a pandemia eu reuni minha equipe e já desenhei tudo que iríamos fazer durante esse período, sem poder sair de casa. Como eu ia fazer isso, né? Minha família depende de mim, músicos que estão na equipe, então eu já sou uma mulher que não espero acontecer para sair da zona de conforto”, declarou ela.

E a história de Karinah não para por aí: com novos projetos prestes a sair do papel após a vacinação, ela pede um ano repleto de “fé e samba no pé”.

Leia abaixo a entrevista na íntegra:

A gente pode dizer que você atingiu um novo patamar com “No Fim do Mundo”, música que você lançou com o Belo. Como esse trabalho foi sendo gestado? Como essa música chegou até você?

Essa música chegou pelo meio diretor musical, Bóris, e quando ouvi a canção imediatamente me veio na cabeça o cantor de pagode mais romântico do Brasil (Belo). É uma canção linda e não tinha outra pessoa para fazer essa parceria. Ele aceitou o convite e adorou a música

Como foi a parceria com o Belo? Você que o convidou? Como rolou esse contato?

Eu e o Belo já nos conhecíamos, já tínhamos dividido palco inclusive. Meu diretor musical [Bóris] fez a ponte com essa música… eu já trabalho há muito tempo com ele. Então tudo fluiu de uma maneira muito boa desde o começo. 

Você tem uma voz muito característica, que começou a ser lapidada desde a infância… quando você olha pra trás e vê o reconhecimento do seu trabalho, o que você sente?

Quando eu olho para trás, eu sinto que tudo valeu a pena e muito orgulho das minhas lutas, todos os desafios e um mercado tão competitivo que é tão machista e me fazem hoje uma mulher forte e procuro sempre uma entrega para ser referência para outras artistas… e inspirar para todas que estão nessa luta. Tenho muito orgulho da minha história, tudo que sonhamos e corremos atrás, tem um sabor especial e ainda tenho muito para construir, mas sou grata a tudo que está acontecendo e muito feliz

Em uma entrevista, eu vi que você disse que se apaixonou pelo samba muito cedo, quando ouvia fitas K7 com seu avô. Você pode contar um pouco dessas lembranças pra gente? Quais memórias você tem da época que se apaixonou pelo ritmo?

Das lembranças que tenho, eu tinha 5 anos de idade ou até menos e meu tio avô era caminhoneiro e família toda mineira e me apresentaram o samba, nessa época e a voz era de Clara Nunes, com a música "Morena de Angola", que inclusive me ensinou a cantar afinada e a sambar. Minhas primas, me colocavam para ser atração por ser tão pequena e atrevida. Acho que ali começou tudo! 

Para os sambistas esses últimos meses foram estranhos: sem o desfile das escolas de samba, sem shows presenciais, sem rodas de samba… talvez esse seja o estilo musical que mais precise do calor do público, da energia das pessoas. O que você espera fazer quando as coisas voltarem ao normal? Como você espera que vai ser o nosso 2022?

Quando começou a pandemia eu reuni minha equipe e já desenhei tudo que iríamos fazer durante esse período, sem poder sair de casa. Como eu ia fazer isso, né? Minha família depende de mim, músicos que estão na equipe, então eu já sou uma mulher que não espero acontecer para sair da zona de conforto. Trabalhei muito na pandemia, gravando dois álbuns inéditos com várias participações e artistas consagrados como Alcione e Fundo de Quintal. Um álbum só de pagode romântico onde trago o Mumuzinho, o Belo com essa nova música. Agora estou prestes a gravar um DVD em Santa Catarina e tenho outro projeto em mente só com mulheres do samba e do pagode da nova geração que vai ser lançado ano que vem. A ideia é levar todos esses projetos pro Brasil, muito samba e muita alegria. O samba é uma grande riqueza e o mundo inteiro ama. Vamos sim, continuar na luta ano que vem, mas com a nossa missão aqui de levar o conforto e o carinho com que reinou por tanto tempo a angústia e o desespero. Essa pandemia vai embora e acredito que estamos nessa reta final. Vamos levar muita alegria pro Brasil em 2022, essa é minha meta. Vamos com Deus, com fé e muito samba no pé.