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Mariana Godoy é uma surfista de carteirinha!

A apresentadora festeja o sucesso de seu talk-show semanal na RedeTV! e revela que a pose séria e elegante é só para a TV: ela ama mesmo é fazer esportes radicais!

Daniel Lopes Publicado em 20/02/2017, às 11h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h45

Mariana Godoy - Paulo Santos
Mariana Godoy - Paulo Santos
Mariana Godoy, 47 anos, chega à Livraria Cultura do Shopping Iguatemi, em São Paulo da mesma maneira que a conhecemos na TV: elegante, discreta e com um sorriso no rosto. Mas basta alguns minutos de conversa para que a apresentadora da RedeTV! cruze as pernas e comece a bater papo como se fosse uma amiga de muitos anos. Esse desprendimento e simplicidade foram alguns lados que o público pôde conhecer desde a estreia do Mariana Godoy Entrevista, em 2015. “Relaxada e tranquila eu sempre fui e meus amigos sempre souberam disso. Esse jeito que todo mundo que me conhece sabe que eu tenho, agora, pode ficar mais exposto”, conta Mariana em entrevista à CONTIGO!. Depois de retornar a São Paulo após três anos no Rio de Janeiro, a apresentadora festeja o tempo livre que tem durante a semana para fazer o que mais gosta: surfar!


Como surgiu o convite da RedeTV!? 
Eu tinha saído da Globo e já estava em São Paulo. De repente, o Franz Vazek (superintendente de Jornalismo da RedeTV!) sugeriu que eu fizesse um talk-show. E a proposta me pegou. Eu gosto de coisa nova, eu não tenho medo de nada. Não tenho medo de ficar esquecida. Eu adoraria o anonimato, andar de biquíni na praia sem ninguém comentar sobre o meu corpo. O convite foi tão inesperado e mudou tudo. Eu viria pra fazer Jornalismo e acabei no entretenimento. Eu não tenho medo de me expor, de passar ridículo. Tudo fica mais natural, esse desprendimento me ajuda, o público se conecta mais, vê que você não tem problema de se entregar.

E o que te fez querer voltar? 
O Rio é maravilhoso. Acordar e olhar pela janela e só ver belezas: montanhas, lagoa, o mar, verde... é muito gostoso. Eu tenho saudades do Rio, vou direto pra lá, tenho muitos amigos que visito sempre. Mas meu marido (Dalcides Biscalquin, 48) tinha ficado aqui. Casamento à distância dá certo por um tempo, mas uma hora você se ressente. Você fala pelo Skype, mas não é a mesma coisa. Você quer tomar um café junto e a pessoa não está lá. Eu vi que estava começando a afetar a vida pessoal e achei que era hora de voltar. 


Esperava o sucesso? 
Ninguém começa um projeto novo pensando que ele será um fracasso. Mas a repercussão acabou sendo maior do que eu esperava, principalmente nas redes sociais. As redes alimentam o programa porque as pessoas assistem, discutem e depois reverberam. As pessoas compartilham os vídeos. Essa repercussão é muito nova, eu não esperava.

Se sente melhor longe da bancada? 
É claro que eu ficava mais engessada na Globo. Apresentar um telejornal é uma coisa completamente diferente de um bate-papo, é mais formal, mais sério. Não tem nada a ver. Como o tamanho da Globo é gigantesco e o peso é colossal, qualquer coisa que você diz vira um escândalo. Na Rede Globo, eu representava a empresa. Na RedeTV!, eu só sou eu. Eu não estou preocupada mais com isso. Não tenho esse medo de me comprometer demais. Na Globo, eu tinha essa preocupação.

O público conheceu seu outro lado? 
Relaxada e tranquila eu sempre fui e meus amigos sempre souberam disso. Quando eu fiz 40 anos, peguei toda minha equipe do Bom Dia São Paulo, aluguei uma casa na Praia da Baleia para que a gente fosse surfar junto. Ninguém me imagina fazendo isso, mas eu sempre fui solta, brincalhona. O Chico Pinheiro, 63, é assim, o Evaristo, o Bonner. Não podemos perder a credibilidade, mas acho bacana que as pessoas estejam vendo que isso vem da qualidade da informação que você transmite e não de uma pose ou cara de bravo. As pessoas precisam parar de exigir que os outros sigam um protocolo. O público consome verdade, não precisa de formato.


Curte outro esporte além de surfe? 
Me interesso por todos os esportes. Joguei basquete, era atleta federada. Joguei até com as meninas da Seleção! Gosto principalmente dos mais radicais, sou viciada em adrenalina. Já fiz motocross no interior de São Paulo, voo livre. Já fiz várias matérias sobre isso. Já velejei por uma semana intensiva. Vou para qualquer lugar para fazer esporte.

Acha que a televisão é machista? 
Eu acho que a TV brasileira não trata bem as mulheres no Jornalismo a partir de uma certa idade. Mas ainda bem que tem espaço no entretenimento. Hebe Camargo não era nenhuma mocinha, nem Ana Maria Braga. Mas eu ainda acho que o modelinho que está vencendo hoje é de um homem com a postura, a credibilidade e a informação, e uma mulher novinha e bonita do lado. O homem tem direito de envelhecer muito mais que a mulher. A TV brasileira é machista, sim!

E você levanta alguma bandeira contra isso? 
Nenhuma. O público, muitas vezes, pega o que você diz e interpreta como eles querem. Acontece tudo: tanto você tem gente machista como também tem mulheres incríveis fazendo coisas fantásticas. Tem espaço pra tudo, quem define o que dá audiência ou não é o público. Eu sou mais calma, não me esquento. Acho que a Sandra Annenberg, 48, sim, abriu caminho para mim e para todas. Ela é baixinha e briguenta. Ela questiona tudo, faz questão de exigir direitos iguais. Se ela não tivesse feito algumas coisas, a Globo hoje estaria sendo considerada uma empresa muito machista. Todos devíamos agradecer a Sandra.


No que o programa mudou sua vida? 
A diferença dessa mudança de Jornalismo para o entretenimento é uma abertura comercial. Muitos eventos surgem, até propagandas, que eu não escolhi nada ainda. A Fátima Bernandes, 54, mandou muito bem nisso. É algo de você não ter preconceito de fazer esse tipo de coisa. 

E você não pretende lançar um livro? 
Livro exige concentração que eu não tenho no momento. Meu pai mora em Santos, minha mãe em Jundiaí, eu pego o carro na quarta e vou surfar na praia. Para sentar e escrever um livro, precisaria de silêncio e calma. Meu filho (Heitor, 19) estava na UFRJ e continuou morando lá depois que eu voltei. Aí, agora, voltou para estudar em São Paulo. A casa está sempre cheia. Livro precisa de tempo, agora não dá.

E o que mais virá para Mariana? 
Eu não sei o que vai vir pra Mariana, sei o que a Mariana pode oferecer. Eu trato os assuntos com muita delicadeza porque eu gostaria que existisse mais delicadeza das pessoas. Virão novos projetos por aí. Eu só espero que minha participação no mundo seja generosa.