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Madura, Bruna Marquezine chega aos 25 anos no comando de sua própria vida

Em nova fase na carreira, atriz não se abala com críticas e segue o que acredita com fé

Gustavo Assumpção Publicado terça 4 agosto, 2020

Em nova fase na carreira, atriz não se abala com críticas e segue o que acredita com fé
Bruna Marquezine chega aos 25 anos no comando de sua própria vida - Reprodução/Instagram

Construir uma carreira sólida e duradoura não é missão das mais fáceis num meio extremamente competitivo e de alta rotatividade como o da atuação. Bruna Marquezine era criança quando já conquistava plateias no Gente Inocente ou emocionava o público nas sequências complexas de Mulheres Apaixonadas

As quase duas décadas em que esteve sob os holofotes não foram fáceis para a atriz: sempre em evidência, ela não foi perdoada pela mídia e pelo público, que muitas vezes ultrapassaram limites na ânsia de acompanhar a intimidade da atriz que hoje é seguida nas redes sociais por quase 40 milhões de fãs.

A VIRADA

Se no início Marquezine viveu personagens que encantaram o público por seu carisma, a atriz sofreu na transição para a vida adulta e demorou a se adaptar aos papéis que exigiam características que ela ainda não se sentia confortável para mostrar.

Marco dessa transição, a Lurdinha de Salve Jorge (2012) deixou marcas e quase fez a global abandonar a TV. 

"Eu tinha 17, 18 anos... Estava fazendo uma personagem na novela, a Lurdinha, e vi meu corpo sendo objetificado. Foi um tanto difícil ver as pessoas misturando ficção e vida real. Eu não tinha maturidade pra lidar com aquilo e não entendia aquilo", disse ela há dois anos ao relembrar o momento difícil que viveu.

Com looks curtíssimos e sensuais, ela ficou sob a mira de olhares e comentários impensáveis para uma adolescente.

"Ver que, porque seu corpo está exposto em rede nacional, as pessoas podiam me julgar e me tratar de forma diferente... Inclusive transferir algo da ficção pela realidade, porque a personagem tinha um teor sexual. As pessoas achavam que podiam me tratar de uma forma. Foi a primeira vez que cogitei parar de atuar", diz.

TRABALHOS COMPLICADOS

Dois anos depois, a atriz foi escalada para reviver a parceria com Manoel Carlos, mais de uma década após a sua estreia na TV.

Apesar da grande expectativa em torno daquela que acabou sendo a última novela do autor, Em Família derrapou. 

A trama protagonizada por Júlia Lemmertz não decolou e a novela acabou naufragando. O início lento, o pouco desenvolvimento dos personagens e a trama repleta de clichês afastaram o público que não compraram a história. Mais uma vez a atriz acabou recebendo críticas e precisando lidar com comentários nada palatáveis nas redes sociais, algo que se repetiu quando a atriz participou das instáveis I Love Paraisópolis (2015) e Deus Salve o Rei (2018). Nesse meio tempo, Marquezine ainda foi a protagonista de Nada Será como Antes (2016), um de seus melhores trabalhos na TV, mas pouco apreciada pelo público.

UMA NOVA VIRADA

Há dois anos longe da TV, a atriz vive uma nova fase na carreia. Sem contrato fixo com a TV Globo - ela foi dispensada no início do ano após o vencimento do acordo que mantinha com a emissora - a atriz tem vivivo novas experiências.

Em 2019 estrelou seu primeiro longa, Vou Nadar Até Você, e tem se aproximado de sua liberdade.

Cada vez mais presente nos eventos de moda pelo mundo, se tornou queridinha das grifes e presença constante em eventos de luxo. De certa forma, Marquezine representa uma virada na carreira de muitas famosas: mais expostas na mídia, elas buscam visibilidade para defender aquilo que acreditam. No caso da atriz, soa evidente que a liberdade conquistada nos últimos anos permitiu que ela dialogasse com pautas sociais e se posicionasse contra injustiças. Seu trabalho missionário, a relação forte que desenvolveu com sua fé e a força de suas opiniões, que são reverberadas nas redes sociais, mostram uma atriz que conseguiu assumir o comando da própria vida.

Recentemente, ela até exaltou o momento de pleno controle que vive"Nesse ano, eu decidi começar a me empresariar. E estou num processo de montar esse escritório, porque achei que chegou esse momento. Estou me organizando, entendendo o que é realmente necessário, a burocracia. Tem sido um grande desafio, é difícil demais, mas faz parte", afirma ela que não abandona sua fé. 

"Se não fosse pela minha fé, eu poderia ter muitas vezes me deixado levar. Por exemplo, é um meio muito competitivo. Se acredito num Deus que diz que tem algo reservado para cada um de nós nem penso em me permitir entrar em competição com ninguém", afirma.

Último acesso: 22 Sep 2020 - 08:28:20 (1118979).