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Jô Soares deixa marca na história brasileira em 68 anos de carreira

Na TV, cinema e teatro, Jô Soares é sinônimo de inesquecível e deixa marca importante no país; relembre

Leandro Fernandes Publicado em 05/08/2022, às 08h05

Jô Soares virou marca na história brasileira em 68 anos de carreira - Divulgação/Globo/Zé Paulo Cardeal
Jô Soares virou marca na história brasileira em 68 anos de carreira - Divulgação/Globo/Zé Paulo Cardeal

Apresentador, humorista, escritor, dramaturgo, diretor e músico: são esses alguns dos papéis desempenhados por Jô Soares ao longo de 68 anos como pessoa pública.

A história do astro é indissociável da história da produção cultural brasileira: cada área da arte foi tocada por ele de alguma forma. No fim dos anos 50, Jô estourou como ator, tanto no cinema, com comédias, quanto na TV, onde fez o personagem Alemão nos primeiros anos da Praça da Alegria, que deu origem ao A Praça é Nossa.

O sucesso abriu outras portas, incluindo da única novela que fez, Ceará contra 007 e, mais destacadamente, o papel como o mordomo Gordon em Família Trapo, onde também atuava como roteirista.

Ao longo dos vinte anos seguintes, foi um dos principais nomes do humor na TV e fez Planeta dos Homens e Satiricom. Paralelamente, escreveu, dirigiu e atuou em um longa metragem, O Pai do Povo. Em 1981, estreou o Viva o Gordo, programa que lançou a "marca" Jô Soares.

A atração trazia personagens originais do humorista e convidados e ficou no ar por mais de seis anos, até que o artista se interessasse por uma proposta diferente e saísse da Globo para o SBT: ele queria um programa de entrevistas.

O formato do Jô Soares Onze e Meia marcou a TV brasileira e mudou a maneira de fazer entrevistas. Ao longo de onze anos, Jô conseguiu documentar passagens da História com H maiúsculo do Brasil, incluindo entrevistas marcantes com os candidatos à primeira eleição presidencial após a ditadura militar, em 1989, além de impactar o meio artístico.

Em 2000, Jô voltou para a Globo e levou o formato com o Programa do Jô, que durou 16 anos no ar, terminando contra a vontade do apresentador no ano de 2016, quando ele se afastou dos holofotes. Nesse meio-tempo, escreveu nove livros, incluindo uma biografia em duas partes, um dos quais, O Xangô de Baker Street, foi adaptado para o cinema em 2001.

MORTE

Morreu na madrugada desta sexta-feira (5) o apresentador, humorista, ator e escritor Jô Soares.

Ele faleceu por volta das 2h30 desta sexta-feira (5), aos 84 anos. Um dos gênios do humor brasileiro, ele criou vários personagens icônicos, foi roteirista, escritor e entrevistador - seu “Programa do Jô”, exibido na TV Globo de 2000 a 2016, marcou época.

Jô Soares estava internado desde 28 de julho no Hospital Sírio-Libanês, na região central de São Paulo. Ele lutava contra uma pneumonia.