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Há cinco anos no Brasil, Paulo Rocha define: "Sou um sortudo"

Com o fim da participação em Novo Mundo, o ator português já pensa no próximo trabalho. Ele ainda pretende oficializar a união com sua namorada brasileira e ser pai em breve

Por Ligia Andrade Publicado em 30/06/2017, às 18h05 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h45

Paulo Rocha - Cadu Pilotto
Paulo Rocha - Cadu Pilotto
"Foi bem fácil, mas curioso me escutar de novo interpretando em português de Portugal cinco anos depois”, revela Paulo Rocha, 40 anos, sobre o sotaque do general Avilez, personagem que viveu em Novo Mundo (Globo). A estranheza é pelo fato de que o ator, natural de Setúbal, não parou de trabalhar no Brasil desde que fez Fina Estampa (Globo, 2012). “Estive em Portugal no início do ano, vou sempre que posso. Meu pai e amigos estão por lá, é sempre bom revê-los. Sinto-me em casa aqui e lá. Sou sortudo por ter essa possibilidade.” Ele acompanha de longe, com preocupação, o intenso incêndio florestal na região central do país. “É uma tragédia que se abateu sobre o nosso povo. Não consigo imaginar o sofrimento que essas pessoas passaram. Mas gostaria de ressaltar a valentia dos bombeiros, sua abnegação e dedicação”, completa. Rocha já incorporou os hábitos cariocas, ou melhor, ainda resta uma ‘questãozinha’ – como mesmo define – com relação ao horário da refeição aos domingos. “Costumava almoçar bem mais cedo. Isso é uma das coisas que ainda preciso me adaptar”, confidencia ele. Gírias como ‘caraca’ e ‘putz’ estão na ponta da língua. “Se bem que essa última é paulista, né?” 


O ator interpretou o general Avilez em Novo Mundo

O visual barbudo ostentado nas fotos foi por conta da novela das 6. Um look bem diferente do usado na série Os Homens são de Marte (GNT). “É interessante. Pessoalmente, me gosto com mais barba”, explica. Com o passar do tempo, o ator descobriu que sua vaidade não está mais atrelada ao seu biótipo físico. “Está acontecendo um deslocamento para outros lugares. Pontualmente, tem dias que estou mais vaidoso.” A chegada dos 40 é vista de forma natural. “Pois é, chegou a hora. Como lido com a passagem do tempo? É inevitável. Não temos como fugir. Meu pai diz uma frase bem interessante: ‘Fazer qualquer idade, chegar aos 60 ou 70, é muito bom. Qual seria o contrário disso? Morrer jovem, o que é uma grande pena’”, filosofa. 
O ator quer caminhar de bem com a vida. Confessa que, algumas coisas, preferia nele aos 20 anos. “E outras bem mais agora. Faz parte do viver e tentar fazer as coisas certas, tanto quanto possível”, continua ele, que se cobra, um pouco, e é disciplinado. “Gosto das coisas organizadas. É bom o aperfeiçoamento, do melhor viver, faz parte do processo evolutivo.” Com 1,82 metro de altura e 82 quilos, não tem restrições com relação à alimentação, acaba comendo de tudo um pouco. “É regrada, mas nada radical. Por mais que tente, não consigo abrir mão do pão”, diz. 


Paulo posa para CONTIGO! no Jockey Club, na zona sul do Rio de Janeiro

CIÚMES NÃO TEM VEZ
Há cinco anos com a psicóloga Juliana Pereira, 32, com quem já se considera casado, Rocha recorda o encontro com a amada em uma festa. “A nossa madrinha é a Carol Sampaio (promoter). Quando cheguei, ela me disse: ‘Trouxe uma amiga minha, com quem você vai querer se casar’. Comecei a rir porque tinha chegado ao Brasil só há três meses. Foi quando a Juju e eu nos olhamos e começamos a conversar. Passado um tempo, Carol voltou para perto da gente e disse: ‘Essa aí é a minha amiga’. Foram proféticas as suas palavras. Estamos juntos e estou muito feliz.” 


Ele namora há cinco anos a psicóloga Julia Pereira

O ator português pensa em oficializar a união. “Chegará a hora em que iremos fazer isso. Não temos nada definido, mas pensamos a respeito”, diz ele, que enumera as qualidades de sua companheira. “Além de sua beleza estonteante, a qual até hoje não consigo me acostumar, ainda fico vidrado, é o fato de ela ser uma pessoa incrível, com uma grande capacidade de amar o próximo, que me faz querer estar sempre junto e partilhar tudo.” O ciúme não tem espaço na relação. “Juju entende o meu trabalho, é minha parceira. Vibra, torce, então neste quesito sou um homem muito sortudo”, define. Filhos estão nos planos do casal. Se depender de Rocha, pode ser em breve... “De preferência, em um tempo próximo. Pensamos em ter um fruto do nosso amor. Está chegando o momento, acho.”
De sua participação em Novo Mundo, ficou a sensação boa de dever cumprido. “O que mais gostei desse personagem foi o movimento entre o histórico e o ficcional. Foi um ciclo intenso e prazeroso. Agora é ficar aqui de fora assistindo aos meus colegas continuarem esse lindo trabalho. Já tenho alguns projetos bem interessantes, que serão divulgados no momento certo”, conclui. 


Com as bençãos do Cristo Redentor, Paulo considera o Brasil a sua segunda casa