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Evelyn Castro sobre body positivity na indústria do entretenimento: ''Existe um movimento para esta mudança acontecer''

A atriz, que garantiu seu lugar no panteão do humor nacional, fala sobre a nova cara do gênero

Redação Contigo! Publicado terça 31 março, 2020

A atriz, que garantiu seu lugar no panteão do humor nacional, fala sobre a nova cara do gênero
Evelyn Castro abre o jogo sobre a carreira e a expansão das produções de humor nacionais - Andrea Rocha

Desde que foi revelada na quarta edição do reality musical Fama, no já longínquo ano de 2005, Evelyn Castro segue colocando à prova o seu talento artístico.

Ao se destacar pelas suas participações em produções do Porta dos Fundos e em filmes de humor, como A Sogra Perfeita e Tô Ryca 2, a atriz garantiu um lugar cativo no disputado mercado de entretenimento. "Este momento tem sido uma preciosidade, uma grande oportunidade divina para exercer meu dom e procuro dar o meu melhor", disse ela sobre a agenda cheia de trabalhos.

Evelyn, no entanto, atenta para o fato de que humor não é tudo igual. "São formas de humores diferentes. São públicos diferentes, mas amo estar nessas duas vertentes do humor", contou ela, ao diferenciar o humor reflexivo do Porta dos Fundos de suas outras produções — que apelam mais, diz ela, para a realidade da família brasileira. "O humor vai se adaptando também com nossa realidade e acredito que o povo precisa cada vez mais rir. Não há melhor remédio", afirmou.

Entre um trabalho e outro, ela diz que segue levando aprendizados. Ao estrelar a série Matches como Mila, uma mulher empoderada e muito ligada nos apps de paquera, Evelyn reviu sua opinião acerca dos flertes online. "O mundo virtual da paquera não era o meu, tinha medos. Hoje, consigo perfeitamente compreender o quanto facilitou. Afinal, meu namoro veio a partir de um aplicativo. Agradeço a internet", disse ela, ao mencionar o seu relacionamento com o personal trainer Alysson Pires.

Acostumada com a vida nos palcos e nas telas, Evelyn não esconde que problemas de autoestima já foram um empecilho no início da carreira. Em Não é você, sou eu, futuro longa-metragem dirigido por Adolpho Knauth, ela reencontrou na personagem Júlia — uma atriz pressionada a perder peso pela sua agente — as inseguranças que sentia em relação ao corpo. 

"Já estive neste lugar, onde dei ouvidos que, para eu ser atriz e entrar em determinado trabalho, tinha que estar com 15kg a menos. Isso foi antes da minha gravidez, quando ganhei 24kg acima do meu peso. Hoje estou no meu peso antes da gravidez, mas por questões de saúde", conta a mãe de Juan, de 5 anos.

"Nunca me senti pressionada, só por mim. Onde estava, eu estava bem feliz. Mas ainda existe sim [um padrão de beleza]. Na maioria [das produções], você ainda vê os corpos sarados e magros em personagens principais", contou ela, que, apesar disso, defende que a indústria do entretenimento está mudando seus conceitos:

"Existe um movimento para esta mudança acontecer, longe do que era há uns cinco anos. E acredito que só vai melhorar."

Último acesso: 01 Jun 2020 - 21:04:37 (1105031).