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Que nada! Em 2016, o Jota Quest comemora 20 anos de carreira com muita festa e álbum inédito, o Pancadélico

Tainá Goulart/Rogério Pallatta Publicado em 12/01/2016, às 11h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

Jota Quest - Rogério Pallatta
Jota Quest - Rogério Pallatta

Assim como as perucas enormes, no melhor estilo black power dos anos 1970, que foram usadas na capa do primeiro disco, J. Quest, laçando em outubro de 1996, tantas outras referências vieram à tona para o Jota Quest em 2016. Afinal, é o ano em que a banda comemora 20 anos de carreira, com cerca de 5 milhões de cópias vendidas e mais de 3 mil shows no currículo. Nem parece que o vocalista Rogério Flausino, 43 anos, o guitarrista Marco Túlio, 44, o baixista, PJ, 46, o baterista Paulinho Fonseca, 49, e o tecladista Márcio Buzelin, 45, todos mineiros que ainda carregam bastante no sotaque e não perdem a oportunidade de tomar um bom cafezinho, já estão há tanto tempo na estrada. “Nós começamos em um quartinho minúsculo lá em casa. Era um cômodo de 3x3 m2, onde cabia todo mundo e tinha lugar para as dançarinas. E eu ainda construía um aeromodelo grande, que também ficava no quarto, e não deixava ninguém encostar o dedo. Os caras tinham que se mover com muito cuidado, se não eu brigava mesmo. No primeiro voo, depois que terminei de construir, o avião quebrou em várias partes. O olho grande estava forte nessa rapaziada”, brinca Paulinho. “Nós amadurecemos juntos e isso fez com que a gente entendesse os limites de cada um.  A gente sempre foi da festa, de brincar bastante. Para não brigar, a gente sempre zoa quem não está presente. Hoje é o dia do PJ, que teve que resolver uns assuntos dele, então, a gente vai xingar pra caramba. Amanhã, se eu não estiver, o alvo serei eu (risos)!”, conta Rogério.



Para comemorar o sucesso, vão festejar com um álbum totalmente novo, Pancadélico, que traz a energia contagiante do grupo em 13 faixas, cuja produção é do americano Jerry Barnes, da extinta banda Chic. Além disso, ainda contou com a participação de nomes como o guitarrista Nile Rogers, 63, também da banda dos anos 1970, e da cantora Anitta, 22. “Este disco é como se fosse a continuação do anterior, o Funky Funky Boom Boom. É o mesmo astral, a mesma sonoridade e mostra que a gente aprendeu que quando a coisa está rolando muito bem, tem que continuar”, conta o vocalista. “Nós temos o mesmo groove do Jerry na nossa essência e, como ele já tinha trabalhado conosco no último trabalho, resolvemos repetir a dose e deu muito certo. Acho que nosso sucesso vem muito disso, de querermos nos superar a cada nova etapa. Sempre estamos nos renovando, procurando elementos diferentes, sem repetir a mesma formula”, destaca Márcio. A comemoração também se dá pelo fato da banda ter a mesma formação desde o início da carreira. “É uma vitória para gente alcançar essa marca. Como uma família, nós nos amamos, mas brigamos muito, choramos e nos zoamos juntos. Cada um sabe ajudar quando precisa, um cobre o trabalho do outro e assim a gente foi chegando até aqui”, defende Marco Túlio.



BAILE DA RAPAZIADA!

Com Blecaute, a primeira música de trabalho de Pancadélico, a ‘rapaziada’, como costumam se intitular, resolveu fazer um clipe bem dançante, como se estivessem em um baile. “Pô, é o que sabemos fazer de melhor, festejar! Chamamos a galera do soul, do hip hop, de todos os lugares e tribos para as gravações lá na Mooca (bairro de São Paulo). Foi insano e muito legal de fazer, fazia um tempo que a gente não pirava tanto em um clipe!”, se diverte Rogério, que, junto com os companheiros, ficou um bom tempo sem gravar nada.  Antes da turnê Jota 15, em que eles comemoraram os 15 anos de estrada, até o penúltimo disco, a banda entrou em um hiato de quase oito anos sem lançar nada inédito. “Entramos no estúdio e a inspiração não vinha, não era suficiente. Entendemos que seria ruim forçar alguma coisa, nada parecia tão legal para virar um disco. Aí, alguém deu a ideia de fazer a turnê de 15 anos e vimos a oportunidade de nos oxigenar e de conhecer coisas novas. Chamamos tanta gente bacana pra curtir com a gente no palco, como o Lenine, Nando Reis, a Pitty...”, enumera o baterista.  De tanta troca, Rogério acredita que a parada serviu como uma espécie de terapia para eles. “Nada havia sido programado! Não conheço muito disso, mas acho que foi bem legal e terapêutico esse pé no freio.  Depois, as ideias foram surgindo muito rápido e o estúdio que a gente tem em Belo Horizonte não parou um segundo. Por isso que lançamos dois álbuns com tão pouco tempo e já temos material para gravar o próximo. Pode vir 2016, 2017.. mais 20 anos que a gente tem um gás de sobra!”, comemora Rogério.