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Um furacão chamado Fabrício Boliveira: ''Ser ator negro no Brasil hoje é vencer barreiras''

Bem sucedido, ator conta que é tão requisitado que não tem endereço fixo há três anos

domingo 9 setembro, 2018
Fabrício Bolivera
Fabrício Bolivera Foto:João Cotta/TV Globo

Um furacão chamado Fabricio Boliveira, 36 anos, tem movimentado as noites na TV. Com uma atuação visceral, o ator é um dos destaques da novela Segundo Sol como o ricaço empresário Roberval. “As pessoas ainda veem na arte a dualidade fictícia de bem e mal. Ainda não estão acostumadas a ver o negro fora do trabalho servil”, desabafa ele, que é uma máquina de fazer bons trabalhos como o longa-metragem Faroeste Caboclo (2013).

Nascido em Salvador, Fabricio sempre foi uma pessoa inquieta. E, apesar do preconceito de cor que constata ter sofrido, transformou o seu destino e se tornou um profissional requisitado no meio artístico. Ele brinca que já tem tempo que não tem endereço fixo “É um grande desafio para um taurino. Morei 10 anos no Rio e os últimos três tenho circulado entre hotéis e apartamentos alugados por temporadas de trabalho e férias. Aí vão Minas Gerais, São Paulo e Nova York”, enumera Fabricio, sem destino certo e também sem relacionamento sério. “Estou solteiro.”

Você começou a sonhar em ser ator após fazer um noivo de festa junina quando tinha 10 anos. O que mais marcou a sua trajetória?

 A busca pelo autoconhecimento e um desejo de fazer o meu trabalho em coletividade e afeto, sempre.

Por que precisou perder peso para viver Roberval, seu atual papel?

Só um ajuste de corpo, tinha engordado 13kg para o meu último personagem no longa-metragem Breves Miragens do Sol, de Eryk Rocha, e precisei estar com o corpo alinhado para as cenas que viriam.

Quais foram as suas referências na carreira?

Trabalhei com muitas pessoas que foram bastante importantes para mim e que me ensinaram para além da arte representativa. Ampliaram o meu olhar para a arte da vida, cotidiana e política.

Até que ponto o preconceito racional lhe prejudicou?

Ser ator negro hoje , no Brasil , é vencer as barreiras dos estereótipos apresentados nos textos, nos figurinos, nas representações sociais... Parece sempre um trabalho a mais ter que desarmar esses gatilhos de preconceito e fazer um personagem não maniqueísta e rico no Brasil.

O que mais sente falta de casa?

Da família e dos amigos, mas tenho ido bastante para Salvador.

Aos 36 anos, já pensa em filhos?

Adoro a relação com crianças, tenho irmãos pequenos e talvez terei filhos.

Roberta Escansette
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