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Um ano sem Cristiano Araújo: livro traz fotos e histórias inéditas do cantor

'Onze Mil Horas', de Flaney Gonzallez, é uma homenagem ao sertanejo, morto em junho de 2015 após um trágico acidente

Por Mariana Silva Publicado em 23/06/2016, às 10h38 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

Cristiano Araújo - Flaney Gonzallez/Divulgação
Cristiano Araújo - Flaney Gonzallez/Divulgação
Morto em um trágico acidente de carro em 24 de junho de 2015, o cantor Cristiano Araújo foi homenageado através do livro Onze Mil Horas, lançado pelo fotógrafo Flaney Gonzallez, que o acompanhou em sua última turnê pelo país. O projeto traz imagens e histórias - em boa parte inéditas - sobre momentos descontraídos do sertanejo e revela, principalmente, a forma como Cristiano tratava a fama e o sucesso.
"Quando voltei a trabalhar em turnê com a dupla Henrique e Juliano, percebi que o roteiro era exatamente o mesmo que fiz com o Cris. Os mesmos hotéis, palcos, as mesmas pessoas. Eu contava histórias porque vinham na memória o tempo todo e as pessoas se interessavam por elas. Com isso comecei a registrar em papel e o que era para ser um livrinho se tornou um livrão, com tamanho e peso das biografias que eu colecionava em casa", contou Flaney em entrevista à CONTIGO!.


Cristiano Araújo e o fotógrafo Flaney Gonzallez. Eles trabalharam juntos entre março de 2014 e junho de 2015 (Foto: Divulgação)

Segundo o fotógrafo, a obra vai aproximar os fãs de quem, de fato, Cristiano era longe dos palcos. "Talvez para os fãs, até então, seja a obra que mais vá deixá-los próximos do Cristiano ser-humano além de artista. Não é um livro triste. É um livro que fala de vida, que eu gostaria de ter escrito com ele aqui, ainda em turnê. Um livro que narra a história de um fotógrafo que aprendeu e descobriu muita coisa na companhia de um artista famoso, mas que não dava a mínima para o que a maioria das pessoas que vivem o mesmo valorizam tanto", disse ele.

ÚLTIMO ENCONTRO
"Experimentamos uma relação de respeito e admiração mútua pelo trabalho um do outro, e pela forma única de pensar. Eu o instigava a ir mais afundo nos pensamentos sobre o que estávamos vivendo, e nossos voos eram cheios de papos agradáveis, onde eu aprendia muito vendo ele pautar a felicidade em atividades tão simples do dia-a-dia, como jogar futebol, brincar com os filhos ou namorar", relata Flaney sobre o relacionamento com o artista.
O último encontro entre o fotógrafo e Cristiano Araújo aconteceu na mesma data do acidente. "Nos vimos no último show, sai meia hora antes dele rumo a Goiânia. Mandei algumas fotos enquanto eles ainda estavam na estrada. Ele visualizou no Whatsapp minutos antes de acontecer tudo aquilo. Não era uma noite comum, e o cansaço o deixava mais triste e sério do que durante todo aquele mês em turnê pelo nordeste", relembra.


Os momentos divertidos de Cristiano foram registrados por Flaney (Foto: Flaney Gonzalles/Divulgação)

BRIGA COM GUSTTAVO LIMA
O livro aborda ainda a briga existente entre Cristiano Araújo e Gusttavo Lima. "Uma série de desencontros, conversas truncadas e alfinetadas levaram os dois a um bate-boca muito feio pelo celular. Desde então, praticamente se odiavam. Araújo confidenciou que desejava fazer as pazes. Em certa ocasião, quase estendeu a mão para o rival, mas teve medo de que Gusttavo não correspondesse ao gesto. Eu vi no rosto dele, naquele momento, aquele sentimento que quem é do bem sabe como é, de quando a raiva passa, o tempo já curou as mágoas, e apenas o orgulho impede a aproximação. Eu sabia que ele não guardava rancor e que por ele voltaria a ser amigo do Gusttavo, até porque admirava o jeito dele cantar e tinha gratidão pelo que viveram lá atrás", conta Flaney em um dos capítulos.
Através de um post no Facebook, o fotógrafo esclarece críticas: "O Onze Mil Horas trata da minha história. Do que eu vivi ao lado do Cris. O que ele passou durante toda a vida, vocês deverão ler um dia pela redação de outra pessoa. Cristiano foi um cara digno e íntegro e histórias como desse impasse não fazem nem dele nem do Gusttavo seres humanos ruíns. Todos nós já nos desentendemos com algum amigo e nos chateamos. Entrou na obra para mostrar o quanto Cris não guardava rancor, e mostrar pro próprio Gusttavo, que ele se foi sem sentir raiva. Era para mostrar para todos nós, o quanto vale a pena pensar duas vezes antes de ir dormir brigado com alguém, pois amanhã poderá ser tarde pra um abraço."


No palco, Cristiano Araújo honra o pai, João Reis (Foto: Flaney Gonzalles/Divulgação)


O livro Onze Mil Horas (Foto: Divulgação)