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Pabllo Vittar e Régis Paulino se desconstroem no Amor & Sexo

À frente do grupo musical que embala as noites do Amor & Sexo, na Globo, eles contam como o programa os ajudou a quebrar preconceitos

Redação Contigo! Publicado em 30/03/2017, às 16h51 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h45

Pabllo Vittar e Régis Paulino do Amor & Sexo - Globo
Pabllo Vittar e Régis Paulino do Amor & Sexo - Globo
Quem acompanha o ousado Amor & Sexo (Globo) nas noites de quinta-feira já sabe que, além da presença marcante e da beleza de Fernanda Lima, 39 anos, é certo que o público verá ao menos outras duas pessoas de destaque no palco: Régis Paulino, 39, e Pabllo Vittar, 22. À frente da banda do programa, os dois cantam e participam das discussões e debates promovidos na atração – e não fogem das polêmicas. “O programa abriu os meus olhos e vem mostrando o quanto eu era enredado por ideias e comportamentos machistas e homofóbicos. O processo de desconstrução é diário. Hoje, quando possível, eu procuro passar adiante os conceitos de aceitação das diferenças e liberdade nos relacionamentos”, afirma Régis. O cantor, com mais de 25 anos de carreira, foi lançado ao estrelato quando sua banda, a Serial Funkers, participou do talent show SuperStar, da mesma emissora, também comandado por Fernanda, que fez o convite para que Régis participasse do Amor & Sexo, substituindo Leo Jaime, 56. “Trabalhar com a Fernanda é um privilégio. Pouquíssimas vezes eu pude ver de perto uma artista fazer o trabalho com tanta entrega e dedicação. Ela realiza uma série de funções no programa com extrema maestria e competência. É daquelas pessoas nas quais eu procuro me espelhar. A nossa relação é de muito carinho e profissionalismo. Aliás, é assim que ela trata todos da equipe”, conta. “Eu me sinto muito feliz com a estrada que trilhei e com o momento que estou vivendo atualmente. Penso que a jornada de um artista termina somente com o fim da vida”, conclui o cantor.


TEM DRAG NA TV
O nome pode enganar, mas a imagem da moça de voz aguda e sempre com diferentes perucas e figurinos é inconfundível. Pabllo Vittar é uma drag queen, nome que se dá a performers homens que se apresentam como mulheres. Além do Amor & Sexo, Pabllo bombou no último carnaval com o hit Todo Dia, single extraído do seu primeiro álbum, Vai Passar Mal, que vem conquistando cada vez mais fãs Brasil afora. “Não sabia que o pessoal ia se identificar tanto. Só tenho a agradecer. Como artista, eu coloco minha cara a tapa. Tem gente que vai gostar e gente que não. Não me incomodo com críticas”, comemora ele, que se tornou ícone não somente do movimento LGBT, mas também representante do empoderamento das minorias na sociedade.
Pabllo fez drag pela primeira vez em sua festa de aniversário, inspirada pelo famoso programa RuPaul’s Drag Race, competição americana de drag queens idealizada por RuPaul, 56, e exibida na TV dos Estados Unidos. “Sou filha da atração. É muito importante uma drag na TV porque é visibilidade para o movimento. Como o programa aborda temas que falam tanto da questão de gênero, das questões LGBT, me sinto muito honrada de estar lá. É necessária a nossa presença. As pessoas começam a entender que somos normais, que trabalhamos, pagamos nossos impostos e começam a aprender a lidar e a nos respeitar mais”, explica. 
Nos bastidores do programa, Pabllo garante que tem espaço pra diversão e aprendizado. “A gente está se arrumando para a atração e, ao mesmo tempo, falando do tema, começando os debates nos camarins, se divertindo. A Fernanda tem uma energia incrível. Já aprendi muita coisa. É superválido e importante levar temas incríveis que não são tão debatidos em outros espaços da TV”, conta.