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Luisa Mell mostra sua intimidade e diz: ''Estou recebendo ameaças de morte''

Ela abre seu apartamento em São Paulo e conta como se transformou numa das ativistas mais respeitadas do Brasil

Por: Mariana Silva Publicado em 23/08/2018, às 16h33 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h46

Luisa Mell abre sua intimidade - Rogerio Pallatta
Luisa Mell abre sua intimidade - Rogerio Pallatta

Mesmo antes de gravar os primeiros episódios de seu novo programa, Luisa Mell, 39 anos, foi demitida. A situação, que aconteceu recentemente, virou brincadeira em suas redes sociais. “A demissão mais rápida da história”, anunciou, aos risos. Coincidência ou não, no mesmo dia, Luisa recebeu a CONTIGO! em sua casa, em São Paulo, e esclareceu o ocorrido: “Sou ativista, não aceito fazer determinadas coisas e deixei claro desde o início. Sei que me tornei uma pessoa difícil, então já imaginava que podia não dar certo, mas me disseram que foi por uma reformulação”. A ideia era estrear na Band um programa voltado para o mundo animal, nos mesmos perfis do Late Show (RedeTV!, 2002-2008) e do Estação Pet (Gazeta, 2011 - 2012), ambos apresentados por ela. Mas apesar de ter seu nome conhecido e fortemente vinculado às causas animais desde então, Luisa já descartava a possibilidade de ser apresentadora outra vez. “Hoje, acho que tenho muito mais a ver com internet do que TV. Quero fazer meu canal no YouTube. Não consigo mais ter um patrão que não me permite falar o que eu preciso falar. Preciso de liberdade. É minha mensagem, não só um simples recado”, declara ela, que fez seu último trabalho televisivo com o quadro Luisa Mell Salva, no Domingo Legal (SBT, 2014)

HONRA À MISSÃO

Foi somente após uma depressão, há cerca de oito anos, que Luisa passou a entender, de fato, sua missão com a causa animal. A história, inclusive, deu origem ao livro Luisa Mell: Como Os Animais Salvaram Minha Vida, lançado no início do ano. “Tinha acabado de ser demitida, não tinha namorado, não tinha filhos, não tinha perspectiva. Foi quando me senti cada vez mais próxima dos animais”, relembra. Desde que se assumiu ativista, processos e ameaças de morte são só algumas das dificuldades a serem enfrentadas. “Não sou uma pessoa que só briga, eu causo bagunça mesmo. Tenho muitos inimigos, em vários setores. Nas delegacias, sou conhecida pela quantidade de processos”, conta. “Tenho família e estou recebendo ameaças de morte. Aliás, o Brasil é o país das Américas onde morre a maior parte dos ativistas de causa ambiental. Entrar nessa não é fácil”, completa. Ainda assim, nada a impedirá de continuar seu trabalho. “O sofrimento dos bichos me motiva, porque sei que posso, sim, ser uma voz da mudança. Tenho medo também, mas não posso me calar. Acho que essa é minha missão”, defende ela, fundadora do Instituto Luisa Mell, que abriga hoje cerca de 400 animais resgatados de maus tratos ou situação de rua.

DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO

Ao mesmo passo em que transformou sua vida profissional, Luisa também enfrentou mudanças pessoais. Há cinco anos, ela se tornou vegana, um valor que procura passar para o filho Enzo, 3, desde cedo. “Eu falo a verdade. Explico o que, para mim, é ser amigo dos animais. Desperto nele a empatia e, para o Enzo, sempre foi fácil entender. Difícil é explicar o motivo de as pessoas comerem animais, mesmo elas não sendo monstros”, conta. Por outro lado, Luisa garante que entenderá caso, um dia, o filho opte por outro caminho. “Às vezes, ele tem vontade de comer outras coisas, óbvio, é como qualquer criança. E eu não posso prendê-lo. Na minha casa não vai ter, mas se um dia ele sentir vontade, pode comer. Por enquanto, as decisões tem partido muito dele”, explica. Além do menino, Luisa e o marido, o engenheiro Gilberto Zaborowsky, 56, possuem os “filhos peludos” Pinguinha e Leo e, por enquanto, descartam planos de aumentar a família. “O Enzo tem irmãos por parte de pai, mas não convivem muito com ele, por isso seria bom ter outro filho. Não tenho isso em mente agora, mas também não digo que é impossível”, diz Luisa. Prestes a completar 40 anos, o passar do tempo já não a assusta. “Tive a crise dos 30, quando vivi o pior momento da minha vida. Agora, não. Chegarei aos 40 ótima, feliz e realizada. O que eu precisava passar, passei. Me sinto bem comigo mesma e num momento muito bom da minha vida. Cada dia é um aprendizado”, declara.