Júlia Svacínna surpreende ao interpretar uma autista na série O Mecanismo

Atriz festeja papel desafiador na série O Mecanismo e chance de trabalhar com Selton Mello

sexta 7 junho, 2019
Júlia Svacinna
Júlia Svacinna Foto:Divulgação

Com apenas 14 anos, a atriz Júlia Svacinna mostra cada vez mais que é uma jovem promessa da dramaturgia nacional. Com mais de 15 trabalhos na TV, cinema e teatro, e depois de brilhar em Se Eu Fechar os Olhos Agora, da Globo, ela pode ser vista em um papel desafiador na série O Mecanismo, da Netflix. A estrela interpreta Beta, a filha autista do personagem de Selton Mello na segunda temporada da trama. 

Em conversa com a CONTIGO!, Júlia contou sobre o processo de criação da personagem, o trabalho divertido com Selton e os seus sonhos para o futuro. Ela até pensa em ganhar um Oscar! Confira:

-Como foi sua preparação para a série O Mecanismo?

Tivemos uma preparação bem intensa com o Tomás Rezende, assisti a vídeos e documentários sobre autismo. Fizemos um laboratório em uma escola para autistas e foi muito interessante perceber como eles se comportam e reagem as interferências externas, o que me ajudou muito a interpreta-lá.

-Qual foi o maior desafio em interpretar uma menina autista?

O principal desafio foi interiorizar os sentimentos de um autista. Pois, qualquer outro personagem que já vivi (a não ser a médium no filme Kardec), passeia por emoções já conhecidas e as externaliza de forma mais intensa de acordo com a  personalidade da personagem, mas nada que eu não tenha vivido. Já para um autista as emoções tem outra proporção e, achar esse tom, foi o maior desafio.

-Como foi trabalhar com o Selton Mello?

Foi incrível! O Selton é uma pessoa maravilhosa, muito atencioso e carinhoso, ele fez questão de ir em alguns dias da preparação junto comigo para que tivéssemos um primeiro contado fora do set. E me ganhou quando disse que era capricorniano e chocólatra, super me identifiquei [risos]. Foi um aprendizado muito grande observar a maneira como ele estudava os textos e como enxergava cada ação. Ver ele e os diretores decidindo o tom das cenas foi uma experiência inexplicável. Em cena, ele sempre foi muito generoso. Não me esqueço de uma cena específica em que ele me ajudou a entender a crescente da personagem para dar o impacto necessário no auge da cena. E fora de cena sempre dava um jeitinho de me dar chocolate [risos]. Acho que se gravássemos uma novela juntos, ficaria gorda [risos]. Querido demais!

-Você sempre teve o sonho de ser atriz?​ 

Acho que é o sonho de muitas meninas. Eu perguntava pra minha mãe como eu poderia entrar dentro da caixa da TV. Eu queria ser do Hi-5 e cantar 5 sentidos, depois quis fazer parte do High School Musical e por aí vai. Desde sempre sou apaixonada por todas as artes. E isso inclui música, literatura, história, fotografia, teatro. Quando estou no set sempre presto atenção na direção, na fotografia, na continuidade, no figurino. Mil possibilidades de uma história a ser contada.

-Você quer fazer alguma faculdade de artes cênicas ou quer seguir outro caminho quando estiver mais velha?

Amo atuar e quero fazer isso para o resto da minha vida, mas vou fazer faculdade de cinema para ter um repertório mais amplo. Acho muito importante buscarmos sempre mais. Dizer que meu caminho é ser só atriz acho que me fecha muitas portas, e gosto da liberdade de construir o meu caminho aos poucos. Por exemplo, neste momento estou escrevendo um livro e compondo músicas.

-Como faz para conciliar os estudos e o trabalho? 

Toda vez que algum professor novo descobre que eu sou atriz falam que eu sou uma guerreira [risos], pois eu estudo em uma escola bem puxada. Mas na verdade eu nunca tive problema com isso, pois tudo que me proponho a fazer faço o meu melhor até o fim. Como uma boa capricorniana tenho muito foco e responsabilidade. E apesar de ter uma agenda cheia eu vivo cada momento. 

-Como é a reação dos colegas na escola quando te veem na TV?

As reações deles são as mais engraçadas. Ficam super animados, mas ao mesmo tempo, sabe como é essa idade, sempre dão um jeito de me "gastar". Mas sei lidar bem com isso.

-Qual é o seu grande sonho na profissão?

Ganhar um Oscar [risos].  Quem sabe? Na verdade, tenho um sonho bem vivo que é ter uma carreira internacional. E já faço planos para isso.

-E um sonho pessoal?

Posso dizer que um deles é ajudar muitas pessoas, não só doando coisas usadas, como faço hoje em dia, mas com o dinheiro do meu trabalho ajudar comprando coisas novas para quem, às vezes, não tem uma oportunidade. Além disso, ajudar cada vez mais, com o meu tempo, com conhecimento e carinho, como faço na ação social da escola, onde passo algumas horas depois da escola brincando com crianças de uma creche da Cidade de Deus.

Priscilla Comoti
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