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Carolinie Figueiredo explica o motivo pelo qual publica fotos expondo o próprio corpo

Atriz apareceu seminua e desabafou: ''20 anos me sentindo culpada e errada''

Redação Contigo! Publicado em 24/08/2018, às 12h05 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h46

Carolinie Figueiredo - Reprodução
Carolinie Figueiredo - Reprodução

A atriz Carolinie Figueiredo surpreendeu os fãs ao posar seminua nas redes sociais nesta sexta-feira (24). Ela ficou imortalizada como a Domingas do seriado Malhação.

Sempre politizada, ela explicou aos seguidores porque expõe o próprio corpo.

"Porque postar fotos expondo o corpo ? Eu sempre faço essa pergunta a mim mesma... vamos lá: No início de 2018 foi a primeira vez que comecei a me sentir a vontade no meu corpo depois de mais de 20 anos me sentindo culpada e errada por ser quem eu sou. Nós mulheres desde pequenas somos metralhadas com imagens perfeitas de beleza, a maioria altamente modificada", disse ela.

A atriz que começou cedo na profissão contou que sempre tentou se enquadrar nos padrões.

"Eu, como atriz desde 8 anos, vivi desde cedo a pressão por emagrecer pra se enquadrar, e essa pressão pela beleza não acaba nunca. As magras querem tirar uma gordurinha no interno da coxa, a que vai pro carnaval começa cedo a tomar remédios e por aí vai... Eu vi esses bastidores cruéis com as mulheres em busca da perfeição. Eu fiz TV há dez anos atrás e é a primeira vez que enxergo uma desconstrução do padrão de beleza considerando outras formas como belas. Esse padrão ainda não chegou a tv. O meu corpo é fruto das minhas escolhas e abraçar ele no aqui agora também é abraçar quem eu sou. Meus períodos de engordar / emagrecer a qualquer custo, minhas duas gestações, um ano de amamentação da primeira e quase dois do segundo", contou ela.

Ao fim, ela explicou o motivo que a leva a ser livre. "Eu posto essas fotos como forma de libertação das minhas formas antes aprisionadas em culpa e humilhação. Esse meu corpo vai me acompanhar até o final da minha vida (se tudo der certo) e me sentir confiante com quem eu sou é curativo. Desconstruir o que é beleza longe dos padrões é curativo. E habitar o próprio corpo é um ato revolucionário de liberdade, esse terreno fértil que é ainda tão negado a nós mulheres (e muitas vezes por nós mesmas)", encerrou.

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