14 anos depois, Vitor Belfort fala do desaparecimento da irmã: ''Para quem fica é pior que a morte''

Ele comoveu os fãs ao falar do caso que segue um mistério

quinta 6 dezembro, 2018
Vitor Belfort
Vitor Belfort Foto:Reprodução

O atleta Vitor Belfort emocionou os fãs ao relembrar os 14 anos do sumiço da irmã, Priscila Belfort, caso que ainda intriga a polícia.

Ela desapareceu em 9 de janeiro de 2004 e nunca foi encontrada.

"Já se passaram 14 anos desde a última vez que nos vimos. Confesso que nunca imaginei que isso poderia acontecer, mas não vou perder meu tempo, pois para quem fica esse assunto é pior que a morte. Pri, queria tanto que você estivesse aqui, queria poder te abraçar mais uma vez, te beijar mais uma vez, queria tanto que você conhecesse seus sobrinhos: Davi, Vitória e Kyara. Eles sempre perguntam de você. Já contei a eles todas as histórias possíveis e impossíveis que tivemos juntos. Pri, depois que você se foi a mãe e o pai envelheceram bastante, não dá nem para imaginar a dor que eles sentem. Cada um expressa de uma forma. Confesso que enterrar um filho(a) é algo que não deveria acontecer nunca, e ter um filho(a) desaparecido deveria ser inadmissível", disse ele em uma publicação nas redes sociais.

Ao longo do tempo, Vitor refez sua vida, se casou com a dançarina e musa Joana Prado e se tornou pai - mas nada que o fizesse esquecer o que viveu.

Emocionado com a situação, ele mandou um recado para Priscila.

"O pai vai vir passar o Natal aqui com a gente, ele continua forte demais, mas ainda acha que é um garotão e sempre fala que pega mais peso que os jovens. Fala que dá canseira nos garotões nas partidas de tênis, ou seja: continua daquele jeito! A mãe ainda não tirou o passaporte nem visto, você sabe que ela sempre foi meio desorganizada, mas continua linda (mesmo não cuidando da saúde como deveria). Ela prometeu que agora vai começar a se cuidar pois tem lindos motivos: um deles é ver os netos crescerem e ser uma bisa, ela é forte demais. Não posso esquecer que agora a mãe e a tia Cássia moram juntas, e tia Cássia continua linda e uma superexecutiva (ela morre de saudades de você). Querida irmã, ao escrever isso me lembro do cuidado que você tinha comigo, sempre preocupada e querendo me agradar. Se pudesse voltar no tempo, confesso que queria poder te dar meu último abração e o último beijo. O tempo, como todos sabem, é um santo remédio, mas ao mesmo tempo para algumas circunstâncias, ele é a própria morte. Conselho: Faça o tempo trabalhar em seu favor, não deixe o tempo te matar. Creio que o desaparecimento é um eterno enterro até que o caso seja solucionado. Muitas famílias sofrem com isso, e só eles sabem o quanto isso é doloroso", escreveu.

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