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Tony Ramos dá opiniões firmes sobre drogas, aborto e diz que tem medo da Covid-19: "Estamos sujeitos a tudo"

Discreto, ator de 71 anos deu entrevista rara em que fez revelações sobre o que acredita

Redação Contigo! Publicado em 24/07/2020, às 10h16 - Atualizado às 10h17

Tony Ramos esclarece tabus em entrevista - Reprodução/Instagram
Tony Ramos esclarece tabus em entrevista - Reprodução/Instagram

Em uma conversa franca com a revista Ti ti ti, o ator Tony Ramos fez revelações sobre a sua vida pessoal.

Muito discreto, ele contou que no ano passado comemorou os 50 anos do casamento com Lidiane Barbosa sem que ninguém soubesse. "Tive uma linda comemoração. Ninguém soube, ninguém viu. Se eu tivesse rede social, poderia ter mostrado (risos)", declarou ele.

Preocupado com a pandemia, ele conta que não acredita que as coisas vão mudar durante o processo.

"Fiquei preocupado. Estamos sujeitos a tudo. Minha bisavó materna morreu de gripe espanhola. Uma gripe comum pode virar uma pneumonia. Os cientistas estão lidando com esse vírus desde dezembro. Mesmo depois que descobrirem a vacina, até ela ser fabricada e distribuída... Acho que vamos usar máscaras por mais quatro ou cinco meses, depois que formos liberados da quarentena. E eu irei cumprir por mim e por terceiros, certamente", diz ele que mostra certo pessimismo.

"Acho que não vai mudar para melhor. Lamento. Quando o ser humano tende à soberba ou à ganância, basta perceber que está melhor de saúde, que a vacina foi descoberta e, se for uma mau-caráter, continuará sendo", afirma.

DROGAS E ABORTO

O ator também deu opiniões contundentes sobre dois tabus: as drogas e o aborto.

"Droga é uma coisa muito pessoal. Jamais usei sequer maconha. Meu lúdico sou eu e minha razão. Nunca me droguei. Não é por isso que sou melhor do ninguém. Quem sou eu para passar sermão? Apenas digo: se cocaína fosse bom, virava receita para melhorar sua vida. Se a maconha tem usos farmacêuticos já comprovados no mundo, então libera. Você me fez uma pergunta e respondi sobre minha pessoa", declarou.

Sobre o aborto, ele alegou que é importante que seja respeitada a liberdade.

"É totalmente de foro íntimo. Não me sinto em nenhum momento uma autoridade para falar sobre isso. E repito: quem sou eu para dizer para uma mulher 'onde já se viu fazer um aborto?'. É ela quem deve resolver. É dona do corpo dela. Não estou dizendo que é para liberar o aborto. Estou falando que cada caso deveria ser entendido e permitido como já é em vários países do mundo. Sou a favor de que as pessoas decidam seus destinos. Aprendi isso na Índia e adorei: o destino você escreve!".