novelas   / SUCESSO!

Após 30 anos do seu lançamento, Betty Faria reflete sobre sucesso da novela Tieta: "Um alento no coração"

A veterana contou o que acha que levou ao sucesso da trama atualmente e aproveitou para falar como está sendo esse período de quarentena

Redação Contigo! Publicado segunda 22 junho, 2020

A veterana contou o que acha que levou ao sucesso da trama atualmente e aproveitou para falar como está sendo esse período de quarentena
A veterana contou o que acha que levou ao sucesso da trama atualmente e aproveitou para falar como está sendo esse período de quarentena - Reprodução/Instagram

Aos 79  anos, Betty Faria voltou à ser assunto nas redes sociais por conta da novela Tieta, que entrou  na programação do Globoplay no inicio deste mês.

Nesta segunda-feira (22), durante entrevista ao jornal O Globo, a atriz Betty Faria contou o que acha que levou o sucesso da trama após 30 anos do seu lançamento, em 1989, e aproveitou para falar como está sendo esse período de quarentena.

Betty Faria diz que a novela está em alta por ser um alento ao coração, além de mostrar que só o amor constrói e traz solidariedade, tudo o que o país está precisando lembrar:

"Nesse Brasil atual, com tanta desgraça e morte, é um alento no coração das pessoas, que se divertem e pensam. "Tieta" traz amor, solidariedade, união, coisas que o Brasil está precisando lembrar. Fora que os atores estão lindos e maravilhosos, a novela é toda é um pacote bem-sucedido", disse a atriz.

A atriz está em isolamento social, por conta da pandemia do novo coronavírus, em seu apartamento no Leblon, e tem como companhia a neta Giulia, de 17 anos, e a cachorrinha Madalena.  

A veterana lamentou a atual situação do cinema brasileiro e contou que sonha em interpretar uma mãe de um transexual, e ressalta que, depois de uma vida de curtição ela se tornou "uma velhinha careta".

Betty Faria contou que está sem entender como o país se encontra atualmente e relembrou alguns casos marcantes que causou idignação na atriz:

"Penso muito nesse Brasil que estou desconhecendo, com as pessoas divididas, se xingando. O Brasil da dona de casa que botou o filho da empregada no elevador para se livrar dele. O Brasil de um "homem de bem" que não respeita a dor de um pobre homenageando o filho morto pela peste e derruba cruzes com raiva."

"O país andou para trás, as pessoas estão doentes para além da pandemia, inseguras, com medo. Por que tanto ódio? Esse Brasil atual me assusta. Ao mesmo tempo, estou em casa vendo filmes e pensando no cinema brasileiro."

Betty ainda falou sobre a nomeação de Mario Frias como secretário da Cultura e a rápida passagem de Regina Duarte pelo mesmo cargo:

"Não o conheço e nem sei qual o projeto dele para a Cultura. Regina já apanhou muito, não quero mais falar. Somos colegas, já trabalhamos e nos cruzamos em várias fases da vida particular e profissional. É preciso parar com esse negócio de esquerda e direita e botar gente competente e não incompetentes destruindo tudo. Na Cinemateca de São Paulo, por exemplo, tem que ser alguém que entenda de cinema. Cada macaco no seu galho."

 

Último acesso: 02 Jul 2020 - 20:04:58 (1114303).