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“O tempo é um aliado pela sabedoria que ele nos dá”, garante Regiane Alves

Atriz fala ainda sobre a chegada dos 40 anos, as duas décadas de carreira, maternidade, beleza e faz um balanço de sua participação em ‘O Tempo Não Para’

Jorge Luiz Brasil Publicado em 18/01/2019, às 15h15 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h46

A atriz pretender manter o visual até o fim do verão - Divulgação
A atriz pretender manter o visual até o fim do verão - Divulgação

Na sexta 26, o Brasil se despede de O Tempo Não Para, uma das novelas mais criativas produzidas pela Globo. Vamos ter que dar adeus a diversos personagens deliciosos, como Dom Sabino (Edson Celulari), Marocas (Juliana Paes) e todos os ex-congelados, as hilariantes Coronela (Solange Couto) e Januza (Bia Montez), os gêmeos do mal Emílio e Lúcio (João Baldasserni) e a advogada mais perigosa da Freguesia do Ó, Mariacarla. Interpretada com a maestria de sempre por Regiane Alves, a vilã foi roubando a cena e, na reta final da novela das 7, virou a grande megera da história de Mário Teixeira. Regiane radicalizou no visual por conta de sua personagem, mas cabelo curtinho e platinado, trabalhoso para cuidar, fez o maior sucesso. Nessa entrevista, a atriz fala sobre sua participação em O Tempo Não Para, a chegada dos 40 anos, as duas décadas de carreira, a relação com os filhos João Gabriel, de 4 anos, e Antônio, de 3, e muito mais. Confira!

- Você está se despedindo da Mariacarla e vai dar adeus a esse visual bafônico também?
 Ainda não sei, mas devo ficar o verão com esse look.

- Quais foram os prós e contras de ter um cabelo curto e platinado?
A modernidade que deu ao personagem. A Juliana Mendes acertou em cheio na caracterização. O contra é estar atenta ao ressecamento que pode causar, tive que evitar piscina também.

- Como foi chegar aos 40 anos? Pintou crise, alguma ansiedade?
Acho que cheguei tão bem. Com mais discernimento e mais energia, por incrível que pareça. Cheguei aqui com muitos sonhos realizados.

- Você considera o tempo um aliado ou um rival?
Aliado pela sabedoria que ele lhe dá.

- Você é adepta dos exercícios físicos? Faz por prazer ou obrigação?
Sim sou adepta. Faço pilates, yoga e musculação. Me gera energia quando faço e sempre prefiro pela manhã.

- Tem algum ritual de beleza inusitado?
 Inusitado não... Mas aqueles normais lavar o rosto toda noite, passar creme, usar filtro solar.

- Mariacarla, talvez, seja a grande vilã de O Tempo Não Para. A mais fria e implacável da novela. Como é interpretar alguém, aparentemente sem culpa, remorso ou medida ética?
É estranho, porque por muito tempo ela passou sempre “em cima do muro” e é difícil fazer uma personagem assim. Só agora, no último mês da novela, ela fez as maldades sem pensar e com certo prazer. Foi um tipo de vilã que eu nunca tinha feito.

- Qual seria o final ideal para ela?
Eu espero sempre que o bem vença o mal.

- Como você avalia sua participação nessa novela tão incomum e criativa?
Foi uma grande personagem. Fiquei feliz de fazer parte de uma novela que foi um sucesso.

- Como foi o reencontro com Edson Celulari e Christiane Torloni dez anos depois de Beleza Pura?
De muita alegria e boas recordações. Eu admiro muito eles e poder estar em cena com eles tinha certa nostalgia, confesso. Eles me inspiram a ser uma atriz melhor.

- Você gostaria de ter vivido em outro período histórico?
No anos 50, como fiz na série Cidade Proibida vivendo a Marli.

- Ano passado você completou 20 anos de carreira. Que balanço faz dessa trajetória?

Que a carreira é feita com um passo de cada vez. Seguir a intuição, ter disciplina e ser aplicada faz toda a diferença no trabalho. Tive sorte também de ter grandes personagens, mas amo o que faço e isso traz diferença também.

- Que (ou quais) trabalho(s) você destaca como os mais emblemáticos?

A Muralha (2000) por ser a minha estreia na Globo e por falar de um período histórico do Brasil. A Dóris, de Mulheres Apaixonadas (2003), e a Belinha, de Cabocla (2004).

- Que cena de uma novela que você tenha feito acha é a mais emblemática de sua carreira?
Com certeza a surra se cinto que o Carlão (Marcos Caruso), deu na Dóris.

- Quem foi a grande referência profissional para a sua carreira
Marília Pera, Meryl Streep e Juliette Binoche.

- Você acha que o protagonismo na TV é algo realmente relevante para um artista?

 Eu sempre preferi fazer o coadjuvante. Tem mais tempo de elaborar as cenas. Para ser protagonista você precisa ter saúde para aguentar os oito meses de uma novela. Mas, às vezes, você tem o perfil da protagonista e é necessário fazer também.

- Você se dá bem no humor, no drama... Tem preferência por algum estilo?
 Gosto de bons personagens, independente do estilo.

- Como a maternidade mudou a sua vida?
 Para melhor. Me tornei uma pessoa melhor, mais paciente, com um olhar novo para a vida e me fez entender melhor como mulher.

- Ainda sente o desejo de adotar uma criança?
Sinto sim. Não é para agora, mas sim.

- Você se pega repetindo comportamentos da sua mãe com os meninos, João Gabriel, de 4 anos, e Antônio, de 3, que você achava (quando criança) um absurdo?
Ainda não (risos)... Eu me policio.

- Qual é o principal legado você espera deixar para os seus filhos?
O respeito ao próximo. O bem que temos que ter dentro da gente e sobre o amor, o cuidar do outro.

- Você se casou pela primeira vez muito jovem, com 19 anos. Teve outras duas relações longas. O que essa vivência te ensinou sobre o amor e o relacionamento a dois?
Ainda estou tentando aprender (risos)... Que qualquer relação tem que ser cuidada, nunca se acostumar com o outro e ter respeito ao espaço do outro.

- O que te faz chorar?
Uma boa recordação. Por exemplo... Lembrar do nascimento dos meus filhos.

- Hoje no Brasil você é do time da esperança ou do medo?
Um misto dos dois. Mas, no fundo, tenho a esperança de deixar um Brasil melhor para os meus filhos.

As Novelas de Regiane Alves
Atriz comenta alguns de seus mais importantes trabalhos

1998 - Fascinação
“Minha primeira novela, a primeira nunca esquece!”

1998 - Meu Pé de Laranja
“Um clássico da infância “

2000 - A Muralha
“Minha estreia na Globo, que falava de um período histórico do Brasil!”

2000 – Laços de Família
“Minha primeira parceria com Manoel Carlos, ele me deu grandes papéis”

2002 - Desejos de Mulher
“Ter sido filha da Gloria Pires me deu uma amizade até hoje com ela”!

2003 – Mulheres Apaixonadas
“Eterna Dóris”

2004 – Cabocla
“Morri de saudades dessa novela, se eu pudesse voltar...”

2006 – Páginas da Vida
“Minha amizade coma Fernanda Vasconcellos começou aqui”

2008 – Beleza Pura
“Minha primeira protagonista!”

2010 – Tempos Modernos
“Comecei a namorar o pai dos meus filhos (o cineasta João Gomez, filho de Regina Duarte) nesta novela”

2011 – A Vida da Gente
“Ter trabalho com o Paulo Betti foi muito prazeroso”

2013 – Sangue Bom
“Renata foi uma personagem cheia de conflitos e, no final da novela, acabei grávida”

2017 – Cidade Proibida
“Amo, amo, amo a Marli até hoje. Era muito trabalhosa, mas fomos felizes demais!”

2018 – O Tempo Não Para
“Vai deixar saudade pela turma que se formou”