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5 razões para realmente valer a pena ver de novo ‘Cordel Encantado’

Novela de Thelma Guedes e Duca Rachid é uma das mais criativas da história recente da Rede Globo

Jorge Luiz Brasil Publicado em 14/01/2019, às 20h25 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h46

Bianca Bin e Cauã Reymond: Açucena e Jesuíno conquistaram o público - Divulgação Globo
Bianca Bin e Cauã Reymond: Açucena e Jesuíno conquistaram o público - Divulgação Globo

Exibida originalmente em 2011, Cordel Encantada foi recebida com desconfiança. A trama de Thelma Guedes e Duca Rachid mesclava lendas heroicas do sertão nordestino com um conto de fadas típico da realeza europeia. E pior: não era uma comédia. Ou seja: tinha tudo para virar o samba do negão doidão. Mas o talento da dupla de autoras, o elenco excepcional e comando cinematográfico de Ricardo Waddington (direção de núcleo) e Amora Mautner (direção-geral) fizeram esses dois universos entrarem numa harmonia total e transformaram a novela num sucesso inquestionável. Cordel Encantado voltou ao ar no Vale a Pena Ver de Novo, mas elaborei um Top 5 com razões mais do que suficientes para todo mundo ficar grudado na telinha. “É uma alegria rever esse trabalho, uma novela que traduz o nosso amor pela cultura e pelo povo nordestino, e que nos deu muitas alegrias e muitos encontros preciosos”, comemora Duca Rachid. “Tenho grande carinho e muita saudade deste trabalho, que foi especialmente feliz. Tudo deu tão certo e foi forte, intenso, iluminado, positivo. As equipes de criação, técnica e elenco estavam cheios de paixão pelo trabalho, que foi apreciado pela crítica e pelo público. É um momento  que sempre vou lembrar e que vai ficar na minha história”, completa Thelma Guedes.

1 – Apesar de ter uma carreira longa no teatro e até na TV (com 15 participações em séries e novelas), Cordel Encantado foi o primeiro grande trabalho de Domingos Montagner. E ele arrebatou o país na pele do capitão Herculano, o cangaceiro mais famoso do sertão de Brogodóf. O jeito másculo, a beleza rústica e o impressionante talento do ator o transformaram imediatamente em astro e sua ótima química com Débora Bloch ganhou  repeteco em Sete Vidas (2015), penúltima atuação de Domingos. Os dois pegavam fogo em cena.

2 – E por falar em Débora Bloch... Não foi apenas com Domingos que a atriz deu um show. A parceria de vilanias da Duquesa Úrsula com o mordomo Nicolau (Luiz Fernando Guimarães) roubou muitas cenas e rendeu boas gargalhadas. Apesar de cruéis e implacáveis eles também tinham humor e criticavam a sociedade vigente e os padrões impostos.

3 – Juntar a realeza europeia da Idade Média com o cangaço brasileiro parecia coisa de desfile de escola de samba. Se ainda fosse uma comédia rasgada, tudo bem. Mas um drama de ação? A desconfiança era grande, mas logo no primeiro capítulo a magia aconteceu. A combinação se revelou encantadora e as diferenças entre as duas culturas se completaram de forma deliciosa.

4 – Numa terra dominada pelos homens, a trama teve muitas mulheres fortes, mas nenhuma delas se comparou a Doralice (Nathalia Dill), a Diadorim de Brogodó. Avessa a tudo a que era pré-determinado para as donzelas, Doralice se travestiu como o corajoso Fubá para poder entrar para o bando de cangaceiros. Uma personagem inesquecível, vivida com garra por Nathalia Dill.

5 – Em meio a uma produção impecável – cenários, figurinos, maquiagem, cabelos e fotografia belíssimos – floresceu o amor e Jesuíno (Cauã Reymond) e Açucena (Bianca Bin), um casal que enfrentou também a crueldade suprema de Timóteo (Bruno Gagliasso, excelente) em busca de um final feliz. Foi lindo também o romance do Rei Augusto (Carmo Dalla Vecchia) com a cozinheira Maria Cesária (Lucy Ramos). Ou seja: um cardápio variado para todos os paladares.