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Famosos / Mensagem

Filho de Mauricio de Sousa sofre ataques homofóbicos e desabafa

Filho do criador da Turma da Mônica desabafa ao falar sobre ataques homofóbicos: 'Me assusta demais'

Redação Contigo! Publicado em 16/10/2019, às 21h53 - Atualizado às 21h54

Mauro Sousa, filho de Mauricio de Sousa, faz desabafo - Instagram
Mauro Sousa, filho de Mauricio de Sousa, faz desabafo - Instagram

O diretor Mauro Sousa, filho do cartunista Mauricio de Sousa, fez um desabafo na web após sofrer ataques homofóbicos.

Namorando com Rafael Piccin há mais de 10 anos, ele revelou que recebeu mensagens preconceituosas desde que começou a mostrar fotos românticas com seu amado.

Na web, ele compartilhou uma foto da Turma da Mônica e afirmou: "Este texto pode parecer sobre mim, mas não é. O caso é comigo, mas o foco não sou eu. Este texto é, principalmente, um pedido de ajuda (ou um grito de socorro) e ele não vem à toa. A vontade de escreve-lo apareceu por conta das dezenas de mensagens homofóbicas que recebo todos os dias por eu abordar o assunto LGBT, seja na minha vida pessoal ou no trabalho. E elas são muitas. Muitas mesmo"

Mauro ainda falou sobre as mensagens que recebe: "Há os preconceituosos indiretos, que se disfarçam de bem-intencionados com o discurso do 'é inadequado' ou do 'não é natural', e há os bem diretos, desejando que eu 'apanhe de arame farpado'. E não há pior, todos são intencionalmente cruéis - essa normalização da hostilidade me assusta demais. E como são escritos diretamente pra mim, querendo o meu mal, eu minto se disser que não me machuco sozinho. Meu primeiro impulso é recuar e apenas observar a barbárie acontecendo enquanto fico ali, perplexo, no meu 'ensaio sobre a cegueira'"

"Mas eu tenho um escape, eu tenho o meu truque: eu posso escrever. Não que a intenção seja transformar minha rede social em um diário aberto ou um muro de lamentações (muito pelo contrário), mas é aqui que vou ser lido e acolhido por vocês, meus seguidores. Mesmo que virtualmente, vocês me reconfortam. E isso é bom"

Para finalizar, ele deu um conselho para os seguidores. "Mas como eu disse, este texto não é sobre mim. Este texto é sobre os milhares de LGBTs por aí que não podem escrever, que sofrem calados, que morrem espancados na sarjeta como se fossem ratos. Se eu, com todo o suporte que tenho, sou atacado e ainda me abalo, imaginem a grande maioria desamparada que não têm ninguém? Então, seguidores, o meu pedido é que, da mesma forma que vocês me ajudam, também se atentem às pessoas ao redor. Em especial, aos LGBTs ao seu redor. Sejam adultos ou crianças, eles podem estar precisando de um ombro amigo. E todos nós, mais do que nunca, estamos precisando nos dar as mãos e não soltar mais"