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Famosos / REFLEXÃO!

Elza Soares reflete sobre pandemia e racismo no Brasil: "É o pais mais racista do mundo"

A cantora, que completará 90 anos na próxima semana, falou sobre os protestos antirracistas que estão acontecendo por todo o mundo

Redação Contigo! Publicado em 18/06/2020, às 15h57 - Atualizado em 06/07/2020, às 19h37

A cantora falou sobre os protestos antirracistas que estão acontecendo por todo o mundo - Reprodução/Instagram
A cantora falou sobre os protestos antirracistas que estão acontecendo por todo o mundo - Reprodução/Instagram

Nesta quinta-feira (18) a cantora Elza Soares falou sobre os protestos antirracistas que estão acontecendo por todo o mundo.

Em uma entrevista para o jornal O Globo, e comentou sobre o caso do segurança negro norte-americano, George Floyd, que foi morto por um policial banco nos Estados Unidos.

Elza Soares refletiu sobre a situação do Brasil e afirmou: "É o pais mais racista do mundo. Nos Estados Unidos, mataram um homem negro e o mundo veio abaixo. Aqui, parece que é brincadeira. Rezo muito para que isso não chegue aos meus sobrinhos e meus netos", disse ela, que continuou:

"A coisa aqui é braba, uma doença que não tem cura, uma situação absurda, nojenta. É a minha raça que estou vendo ser destruída, e é preciso dar um grito de basta", declarou ainda.

A cantora continuou refletindo sobre a pandemia do novo coronavírus, e disse que foi um "castigo" e uma "surra" que  a humanidade precisou tomar para começar à tratar o planeta melhor:

"Com todo mundo trancafiado dentro de casa, as praias vazias, não é possível que as pessoas não aprendam", disse.

"Você sabe do que eu sinto falta? Dos estudantes na rua. Eles fechavam tudo e acabavam com a bagunça. Hoje a gente não tem mais estudantes na rua, não tem mais ninguém na rua... Está todo mundo amedrontado", lamentou a cantora.

Elza Soares completará 90 anos na próxima semana e contou o que espera ao chegar nessa idade marcante:

"Não sou muito apegada a aniversário, não. É o que eu digo sempre: esquece esse, outros virão", brincou, e completou:

"Tenho que dar graças a Deus que estou em minha casa, e não no hospital. Tô aí", disse ainda. "O palco faz falta, o público faz falta, mas quando eu entro em casa, eu fico em casa. Estou aproveitando para descansar o corpo e a cabeça, porque, quando começo a trabalhar, não paro."