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'Sessão de Terapia' traz nova temporada gravada na pandemia, mas mantém formato: "A série já nasceu protocolar"

Formato da atração possibilitou a produção em meio à crise sanitária do país; veja

Leandro Fernandes Publicado em 02/06/2021, às 16h35

Distanciamento viabilizou a gravação de 'Sessão de Terapia' na pandemia
Distanciamento viabilizou a gravação de 'Sessão de Terapia' na pandemia - Divulgação/Globo/Helena Barreto

Duas pessoas conversam sobre questões profundas, sentadas em lados opostos de uma sala. A descrição é da série Sessão de Terapia, mas também de um possível encontro entre duas pessoas na pandemia.

A quinta temporada da série, que estreia na próxima sexta-feira (04), não aderiu à modalidade online da terapia para viabilizar a produção. Na verdade, o formato já traz em si um distanciamento físico que facilita a implementação dos protocolos higiênicos. "Essa série nasceu protocolar, porque são duas pessoas em distanciamento, em uma sala falando", explica Selton Mello na coletiva de imprensa.

Para Jaqueline Vargas, roteirista da série, a pandemia não teve impacto direto no que ela escrevia. "As histórias dos personagens não foram pensadas, mas acabaram caminhando para seguir o protocolo", conta. Uma das personagens da trama, Lídia (Miwa Yanagizawa) é uma enfermeira que encara os traumas da linha de frente, mas traz outros temas.

A pandemia então, torna-se apenas pano de fundo para os dramas humanos ali apresentados. Quatro pacientes passam pelo consultório de Caio, interpretado por Selton, que termina a semana fazendo ele mesmo terapia com Davi, personagem de Rodrigo Santoro.

Uma das preocupações na produção da quinta temporada foi manter a série como algo atemporal - com temas contemporâneos, mas sem se firmar demais em um ponto do tempo. "A gente teve essa preocupação de não sobrecarregar, até porque é uma coisa passageira. A situação agora é atípica, mas as questões dos pacientes podem acontecer a qualquer momento, com qualquer pessoa. A ideia é que a série não seja passageira", reflete Jaqueline.

Mas, por trás das câmeras, houve uma grande mudança: toda a produção passou da cidade de São Paulo para o Rio de Janeiro, filmando agora nos Estúdios Globo, o que facilita os protocolos. A parceria deu certo: "É um processo imersivo e convergente. Muito diferente de outras séries que você fica brigando pelo que você quer", conta Roberto D'ávila, produtor do programa.

Outra mudança grande é na exibição: em vez de lançar toda a temporada em uma tacada só, a Globoplay optou por um conta-gotas. Cada sexta-feira trará cinco novos episódios, um para cada dia útil da semana. A adaptação é um passo de volta ao modelo de exibição na época da exibição no GNT, em que cada dia de segunda a sexta trazia um episódio.

A quinta temporada da série é dirigida por Selton Mello, escrita por Jaqueline Vargas e produzida por Roberto D'ávila. Letícia Colin, Luana Xavier, Miwa Yanagizawa e Christian Malheiros interpretam os pacientes da vez, enquanto Rodrigo Santoro interpreta o terapeuta do protagonista. Os primeiros dez episódios entram no ar na sexta-feira, dia 4 de junho, no Globoplay.