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Rodriguinho, de Os Travessos, mostra seu lado paizão

Depois de uma fase conturbada, o cantor diz que amadureceu e hoje faz de tudo para ficar ao lado dos cinco filhos

Por Tainá Goulart Publicado em 22/02/2016, às 10h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

Rodriguinho com a mulher Nanah Damasceno e o filho Jaden e a enteada Aretha - Rogério Pallatta
Rodriguinho com a mulher Nanah Damasceno e o filho Jaden e a enteada Aretha - Rogério Pallatta
Desde que se mudou do bairro do Tatuapé, em São Paulo, para Alphaville, distante cerca de 25 quilômetros da capital paulista, em dezembro do ano passado, Rodriguinho, 38 anos, viu sua rotina mudar completamente. Se antes o produtor musical e vocalista de Os Travessos gastava grande parte do dia preso no trânsito e não conseguia acompanhar a vida dos filhos, Gabriel, 17, Rodrigo Júnior, 12, Vitória, 8, Jaden, 4, e da enteada Aretha, 10, filha da cantora Nanah Damasceno, 29, com quem está casado há seis anos, hoje seu cotidiano está bem diferente. “Minha família ficou muito mais unida aqui”, explica Rodriguinho, que mora com Jaden e Aretha — os outros filhos moram com as respectivas mães, de relacionamentos anteriores. “Eu tomei a decisão de mudar justamente pelo fato de conseguir ficar mais perto da vida deles, sem contar proporcionar maior conforto e segurança. A gente brinca muito, faz bagunça e anda bastante de patins, uma das minhas paixões”, explica ele, que fez questão de passar o gosto pelas rodinhas para os filhos. Ao todo, Rodriguinho tem cerca de 15 modelos de patins, sem contar os que mandou fazer para cada criança. “Comecei com essa onda aos 12 anos e nunca parei. Toda quarta-feira eu levo a molecada para uma pista de patins de uns amigos. Eles se divertem muito comigo, cada um com seu patins personalizados. Ainda bem que eu consigo proporcionar essa diversão hoje, pois cada modelo custa caro. Se fosse quando eu decidi sair do Travessos, isso não ocorreria”, diz sobre o período em que ficou longe do grupo, até voltar, em 2014.



Ao tocar no assunto da saída conturbada do grupo de pagode, em 2004, Rodriguinho revela que passou por várias dificuldades nessa época, inclusive financeiras. “Quando você vê que o sucesso do grupo está acontecendo, mas não ganha retorno nem reconhecimento do seu trabalho, fica complicado continuar. Saí brigado e sofri com as consequências dos meus atos. Cheguei a passar necessidade de não ter dinheiro para pagar o aluguel de casa. O Thiaguinho (cantor, 32) chegou a pagar uns três meses dessa dívida para me ajudar, sem eu pedir nada.” 
Com calma, o cantor descobriu um novo caminho por meio da produção e composição de músicas e conseguiu reestabelecer seu nome no cenário musical. “Essa fase foi ótima para me enxergar como pessoa. O sucesso sobe à cabeça, você acha que é o cara e pronto. Depois de tudo o que passou, vi que isso é uma grande mentira. Hoje, eu estou colhendo os bons frutos de tudo o que plantei durante esses dez anos de carreira solo. Espero que meus filhos, que são muito musicais, possam levar esse exemplo para trilhar caminhos ainda melhores.”