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Rodrigo Cintra, hairstylist do Esquadrão da Moda, abre a casa de 500 m2 na Granja Viana

Ao lado da família, ele fala sobre a infância, a perda do pai e o sucesso pelo Brasil a fora

Por Renata Telles Publicado em 24/07/2016, às 15h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

Rodrigo, a mulher Carol e o filho Vinicius na sala de casa, na Granja Viana - Martin Gurfein
Rodrigo, a mulher Carol e o filho Vinicius na sala de casa, na Granja Viana - Martin Gurfein
Na sala de casa, o cabeleireiro Rodrigo Cintra, 37 anos, brinca com o filho, Vinicius, 1 ano e meio, e tenta acalmar a ferinha Meg, uma yorkshire, que estranha a chegada da CONTIGO! a seu recanto, no bairro de Granja Viana, São Paulo. O lar de 500 metros quadrados, avaliado em cerca de 2 milhões de reais, é quase uma fortaleza para o hairstylist do Esquadrão da Moda (SBT). Ali, ele esquece o estresse do dia a dia e se dedica à mulher, Carolina, 36, e ao primogênito. “Minha esposa não me conhece acelerado. Sou outra pessoa aqui. Sempre quis morar no campo, perto da natureza”, explica Rodrigo, que trabalha seis dias por semana, pelo menos 12 horas por dia. 

Além de gravar o Esquadrão, ele comanda sua equipe no Studio W, do Shopping Iguatemi (onde cobra 350 reais por cada corte), é embaixador da marca de cosméticos Olenka (ele participa efetivamente do desenvolvimento de produtos) e roda o país com palestras voltadas aos profissionais de beleza. Rodrigo chega a faturar 15 mil por evento. A seguir, trechos da entrevista com um dos hairstylists mais requisitados do país.

A casa dos sonhos “Comprei o terreno e nós construímos tudo do nosso jeito. São quatro suítes, piscina, sauna e academia. Contratei duas arquitetas e expliquei que queria algo com gramado, plantas. Sempre quis morar no campo, perto da natureza. Por mais que trabalhe com glamour, sou um cara simples.”

E a família vai crescer... “A partir do mês que vem já está liberado (risos). Vamos tentar ter o segundo filho. Vinicius já está com quase 2 anos, é hora de aumentar. Também vamos adotar uma criança, pensamos em alguém maior, com 5 anos, porque eles têm mais dificuldade de ser adotados. Durante muitos anos, tive oportunidades na vida e pensei: ‘O que farei para retribuir ao Papai do Céu?’ Cheguei a cogitar montar escola profissionalizante para carentes, aí veio a adoção na cabeça. Gosto de casa cheia!” 

Infância no salão “Comecei aos 13 anos. Minha tia trabalhava em salão de cabeleireiro e me chamou para ajudar. Na época queria entrar para a Aeronáutica e acabei mudando de ideia. Aos poucos fui lavando, escovando... Meu primeiro corte foi um fiasco. Comprei uma tesoura e cortei os cabelos dos meus primos. Coitados, sofreram (risos). Aos 18, viajei para a Espanha, onde fiz curso de especialização. O dono do salão, um espanhol, pagou as aulas.”  

A grande sacada “Quando voltei ao Brasil com 19 anos, pouquíssimos cabeleireiros tinham formação fora e, como sabia que clientela de salão demorava, decidi cobrar dos cabeleireiros o que aprendi na Espanha. Comecei com grupos de cinco, dez... Depois marcas de cosméticos começaram a patrocinar meus cursos e iniciei minha carreira por todo o Brasil.”

Longe das celebridades “Nunca foquei em famosos para ter sucesso na minha carreira. Geralmente, os profissionais acabam sendo cabeleireiro de alguém para ter cliente e eu fiz o contrário. Consegui agenda com três semanas de espera sem ser o cabeleireiro de uma estrela. Sou apenas o Rodrigo.”  

Momento delicado “Meu pai tinha problema de depressão, era alcoolismo com remédio, e acabou falecendo aos 38 anos. Certo dia estava assistindo a um programa na Band e vi o caso de uma mulher com depressão. Tinha aspecto maltratado, raiz aparecendo e havia tentado se matar. Lembrei do meu pai e mandei um e-mail para a emissora. ‘Quero dar um presente  a essa pessoa uma transformação no meu salão. A Band curtiu a ideia e me pediu para ir até lá gravar essa mudança. Deu tanta audiência que ganhei o quadro Esquina da Beleza, no Dia a Dia.” 

Milhões de seguidores “O quadro deu tão certo que me chamaram para fazer o Esquadrão da Moda, em 2009, com Isabella Fiorentino e Arlindo Grund. Foi aí que comecei a bombar. Os cabeleireiros já me conheciam, mas as mulheres nem tanto. Hoje tenho 5 milhões de seguidores no Facebook e quase 2 milhões no Instagram. Trabalho pelo menos 12 horas por dia, seis dias por semana e não durmo mais que quatro horas. Me perguntam se tomo remédio (risos). Eu bebo cerca de oito cafés por dia. É minha bomba de energia. Estou negociando um programa de TV meu, em canal aberto e fechado, em breve terei mais novidades por aí.”

Parceira da vida “Estamos casados há dez anos. Namoramos apenas seis meses e resolvemos juntar. Eu a via duas horas por semana. Aí falei: ‘Mais fácil você vir morar comigo e a gente se vê uma hora por dia’. Carol era minha gerente do banco. Fui fazendo amizade, chamei para cortar o cabelo no salão e acabou rolando aos poucos... (risos).