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Renato Livera está pronto para ser pai

Natural de Goiânia, o ator comemora o sucesso do personagem Simut, em Os Dez Mandamentos, e fala do desejo de ter o primeiro filho

Por Ligia Andrade Publicado em 16/07/2016, às 18h30 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

Renato Livera, no Rio de Janeiro - Fotos: Frabizia Granatieri
Renato Livera, no Rio de Janeiro - Fotos: Frabizia Granatieri
O bairro boêmio de Santa Teresa foi o primeiro local que o ator Renato Livera frequentou quando conheceu o Rio de Janeiro há 15 anos. Não à toa, foi também o bairro que escolheu para receber a CONTIGO!. “Foi desse ponto de vista que conheci a cidade. Vivi em uma casa que abrigava artistas do Uruguai, do Chile, da Argentina, pessoas do circo, malabaristas e músicos”, revela o ele, que viveu Simut, em Os Dez Mandamentos – Nova Temporada. Natural de Pirenópolis, Goiânia, Renato não se esquece dos perrengues de quem chega a uma metrópole, mas encontrou amigos que o ajudaram: “Acredito estar sempre avançando uma etapa, já lamentei a dificuldade, mas nunca coloquei em xeque minha profissão, uma opção de vida”. Duas vezes por ano, ele recarrega as energias em sua cidade natal. “O que mais sinto falta é do cheiro da chuva. É um lugar especial, eu me sinto mais feliz”, diz saudoso. O melhor de tudo é que, quando volta ao Rio, ainda sente um pouco dessa atmosfera. “Moro em uma ilha só de casas, onde chegamos de barco e andamos a pé dentro dela”, explica o morador da Ilha Primeira, na Barra, zona oeste da cidade.
Na segunda fase de Os Dez Mandamentos, Simut está diferente, após passar por um grande questionamento de valores e se distanciar de seus costumes. “Ele é puro e ingênuo, só teve um grande amor, que nessa fase é transportado para a Jerusa (Thais Müller). Ela reacende o que há de melhor nele, ou seja, seu lado engraçado, romântico e estabanado”, comenta o ator, que voltou a deixar o cabelo e a barba crescerem. “Não foi traumático raspar a cabeça todos os dias, acabei me divertindo! Alguns amigos próximos não me reconheciam (risos).” 


Mais bonito que o Brad Pitt?
Ainda em Goiânia, Renato se inspirou no irmão e se matriculou em um grupo de teatro. “Mas desisti no primeiro dia quando tive de me apresentar no meio de uma roda enorme”, recorda. No outro ano, encarou o problema e está até hoje, produzindo suas peças, atuando, dirigindo, escrevendo, iluminando, sonorizando e “fazendo o que for possível para que essa arte continue vivendo em mim e em quem me assiste.” Renato também foi apresentador de TV, fez participações na Globo, até ganhar o seu primeiro papel fixo em Máscaras (Record, 2012). “Foi um grande divisor na minha carreira na TV”, reconhece ele, que faz questão de ver sempre o lado positivo na vida. “Se soubermos lidar com o tempo e suas consequências já é meio caminho para levar a vida de maneira mais leve”, filosofa. Depois de interpretar vilões e um papel cômico, o ator fala da vontade de fazer um galã. “Existem os executivos, os de condomínio, de periferia... Seria um prazer representar qualquer um deles.” 

Renato mantém a boa forma criando vários exercícios em casa, que mesclam o circo, a dança e o esporte. “E surfo três vezes na semana e saio do mar mais equilibrado”, explica. Ele já “lutou contra uma barriguinha aqui, um pneuzinho ali...”, porém, sua vaidade é saudável. “Já acordei me achando mais bonito que o Brad Pitt, mas passou rápido, logo me coloquei no meu lugar”, brinca. Casadíssimo há três anos com a assessora de imprensa Sayonara Sarti, a descoberta recente de que será tio o deixou emotivo. Para ele, o papel de pai é único. “E desejo muito! Estou no caminho, quem sabe daqui a uns dois anos?”, torce. Em outubro, pretende estrear um “filho”, mas só no teatro. “Holoco é o meu primeiro trabalho solo e a história vale a pena ser contada e assistida”, diz sobre a peça baseada na trágica história dos pacientes mortos do Hospital Colônia, em Barbacena, Minas Gerais, durante as décadas de 1960 e 1970.