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Renata Kuerten lista dificuldades na carreira e destaca competitividade no mundo da moda: "Não é um lugar fácil"

Em entrevista exclusiva, a modelo contou sobre os principais perrengues e falou sobre sua nova fase como apresentadora

Julia Palmieri Publicado em 19/08/2021, às 16h55

Renata Kuerten lista dificuldades na carreira e destaca competitividade no mundo da moda: "Não é um lugar fácil" - Gabriel Bertoncel
Renata Kuerten lista dificuldades na carreira e destaca competitividade no mundo da moda: "Não é um lugar fácil" - Gabriel Bertoncel

Renata Kuerten é modelo internacional, apresentadora e atualmente, também se arrisca como influenciadora digital. Aos 32 anos, ela já tem 18 anos de carreira e já morou em Paris, Milão, Nova York, Hamburgo e Israel.

A modelo, que hoje também tem uma sólida carreira como apresentadora, começou sua carreira muito cedo, aos 14 anos, ainda na adolescência. Com a pouca idade, ela foi forçada a amadurecer rápido e conquistou a independência financeira logo cedo.

“Foi difícil iniciar uma carreira muito nova, sair de casa tão cedo, mas a gente amadurece muito rápido na moda por ser uma profissão que nos exige responsabilidade desde cedo. Eu tive apoio da minha família para administrar todo o turbilhão de coisas que estava vivendo na época, os meus pais sempre foram pessoas presentes na minha vida. Sem falar que a independência financeira me ajudou a proporcionar mais conforto à minha família e dar novas oportunidades a eles, mas em nenhum momento nós nos esquecemos da nossa origem. Isso nos dá senso de realidade e nos faz sentirmos gratos por tudo o que conquistamos. A base é tudo para que possamos vivenciar tudo com uma cabeça boa e pés nos chão”.

MORANDO SOZINHA

Após se destacar aqui no Brasil, ela foi convidada para trabalhar no exterior e teve que morar sozinha em países que nem falava o idioma.

“Vida de modelo em início de carreira é uma aventura. Imagina você sair de uma cidade do interior e ir morar em um país completamente inusitado como Israel, por exemplo. É uma experiência e tanto de vida, de cultura, de aprendizado, mas também de insegurança, de momentos de se sentir sozinha”, conta ela.

A saudade da família também era algo muito difícil de lidar para a modelo, que se sentia muito sozinha desacompanhada.

“Acho que os maiores perrengues era quando eu percebia que minha mãe não estava por perto. Sou muito apegada a família e ela sempre foi o meu refúgio. Estar a quilômetros de distância, era apavorante. Não tinha família, não falava o idioma e as vezes tendo de conviver com pessoas que eu praticamente desconhecia. Eu pensava: 'não posso ter uma dor de barriga porque não vou nem conseguir pedir para me comprar um chá'”, afirma.

Morando sozinha, longe de casa e da família, ela enfrentou diversas situações complicadas enquanto tentava seguir seu sonho. Ela revela que muitas vezes as pessoas não eram tão simpáticas.

“A maior dificuldade talvez tenha sido amadurecer rapidamente. Na moda a gente vira mulher muito cedo, assumimos compromissos desde nova. Já me disseram até que eu precisaria nascer novamente para ser modelo. As pessoas são cruéis nas palavras. Bem, para quem não acreditava... continuo trabalhando na moda até hoje!”, explica ela.

Gabriel Bertoncel

COMPETITIVIDADE

Além dos perrengues, Renata não esconde que o mundo da moda pode ser muito competitivo e cheio de exigências. O padrão de beleza imposto nesse meio tornava muitas vezes o trabalho exaustivo e criava um ambiente desagradável.

“O mundo é competitivo. Antes tinha uma exigência com a estética, as medidas, um estereótipo de beleza e isso gerava competitividade entre as modelos. Todas queriam os trabalhos mais bacanas, estar nas principais capas de revistas, ser fotografada por determinados fotógrafos. A moda não é um lugar fácil de fazer amizades. Eu tenho amigas dentro e fora da moda. Sou feliz com o ciclo de pessoas que criei para a minha vida”, revela.

Logo no começo da carreira, inclusive, ela revela que já pensou em desistir: “Já pensei. Eu tinha 12 anos de idade e uma pessoa que trabalhava na moda me disse: 'esqueça menina, você precisa nascer de novo para ser modelo'. Eu não era muito alta, tinha os cabelos curtos e ainda por cima me chamavam de He-man! Pensei: 'nem começou e já acabou, melhor tentar outra coisa'. Sorte que eu insisti, né?”.

APRESENTADORA

Para além do trabalho como modelo, Renata Kuerten viu as portas se abrirem para algo totalmente novo: trabalhar na televisão.

“Eu era apaixonada pela televisão antes mesmo de saber disso. Comecei a pensar um pouco mais nessa vertente quando, ao ir ao programa do Faustão, ele me disse que eu levava muito jeito para apresentar. E receber esse feedback de alguém como o Fausto Silva foi incrível. Então depois de um tempo o Eli Hadid, dono da Mega Model, me avisou que eu iria apresentar um programa televisivo. A princípio fiquei apreensiva porque nunca havia comandado uma atração. Gravamos o piloto e ao final me disseram que havia ficado ótimo e que o projeto iria ao ar”, revelou ela sobre o início nessa nova fase.

Renata pegou gosto por trabalhar como presentadora e decidiu se dedicar: "Passei a investir na área: fiz aulas de fonoaudiologia, peguei dicas de como atuar no palco em frente às câmeras e agora tiro de letra. Imagina, eu nunca tinha comandado um programa e o primeiro que faço iria ser televisionado. Foi uma explosão de felicidade!”.

A apresentadora foi contratada pela RedeTV! Em 2015, onde comandou os programas Chega Mais e o Conexão Models. Em 2019, passou a apresentar o reality Um Show de Noiva, no canal E!, no qual já gravou duas temporadas. 

“Foi uma transição muito natural para mim, mas é claro que existem os seus desafios. É um aprendizado novo a cada gravação. Na verdade, o trabalho começa antes da câmera ligar. Eu recebo o roteiro e estudo qual vai ser o tema daquele episódio. Achava que teria problema em decorar os textos ou ler o teleprompter, mas tirei de letra. Descobri que tenho facilidade em memorizar os textos e lido super bem com teleprompter. Me sinto muito bem em frente às câmeras e gosto do rumo que minha carreira está tomando”.

Enquanto gravava Show da Noiva, programa que acompanha a escolha do vestido das noivas, ela relembra uma história que se destacou: “Tem uma história mais linda que a outra! Uma das que mais me chamou a atenção foi da noiva cadeirante. Foi um episódio que misturou o sonho do casamento com uma história linda de superação! Foi emocionante”.

Reprodução/ E! Entertainment
Renata Kuerten apresentando o reality "Show da Noiva"

INFLUENCIADORA

Com o início da pandemia do coronavírus, a modelo teve seus trabalhos interrompidos e precisou buscar maneiras de se ocupar. A modelo já usava as redes sociais como forma de comunicação, mas com o tempo em casa ela passou a investir mais nesse tipo de conteúdo.

“Eu sou bem acelerada e durante esse período fiz questão de buscar maneiras de me ocupar. Fiz aula de inglês, francês e português. Eu sempre trabalhei com a plataforma de certa forma, mas na pandemia passei a trabalhar mais com as minhas redes sociais, mexer mais no Instagram para fazer publicidades, vídeos e acabei ganhando dinheiro. Existe sorte, mas também tive dedicação em entrar nesse nicho da influência digital. Ah, e também estreei na rádio com o programa De tudo um pouco”na Jovem Pan. A pandemia fez com que eu me expusesse mais nas redes e tive ótimos retornos”.

FUTURO

Para o futuro, ela pretende continuar na televisão: "Tenho alguns projetos, mas que ainda não consigo adiantar sobre, mas meus objetivos profissionais é de explorar novas possibilidades televisivas. Apresentei um programa ao vivo durante o Oscar que gostei muito, além de ter apresentado também um programa de rádio ao vivo por duas horas diariamente, meu propósito é investir nessa área na qual me encantei"