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Paizão Caipira

Com 29 anos de carreira, o cantor Marrone leva uma vida caseira, simples, e confessa buscar refúgio e inspiração na família – principalmente nas filhas, Mayara e Mell

Mariana Silva Publicado em 15/09/2015, às 19h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

Marrone e as filhas - Rogério Pallatta
Marrone e as filhas - Rogério Pallatta
Nos palcos, ele é Marrone, responsável pela parte instrumental e segunda voz de seu parceiro, Bruno. Na vida fora da música, José Roberto, 49 anos, é pai, filho, irmão e emociona-se ao lembrar da infância pobre e da trajetória percorrida até chegar ao sucesso. CONTIGO! visitou sua casa, em Goiânia, Goiás. Ele começa contando que, mesmo se tivesse opções, não trocaria a música por outra profissão. “Amo o que faço. Mas aprendi a separar o Marrone do José Roberto. Procuro manter minhas origens e minha simplicidade. Sou uma pessoa realizada. A gente precisa aprender a ter equilíbrio para não deixar a fama subir à cabeça”, diz. O cantor mora em um condomínio de luxo na capital e tem uma fazenda de 720 alqueires no interior, no município de Jussara.
Terceiro de seis irmãos, José Roberto cresceu em Buriti Alegre, no interior de Goiás, e desde menino ocupava o tempo com os afazeres da roça, espelhando-se na humildade dos pais, Vicente, 83, e Odete, 72. Os mesmos ensinamentos quer passar para as filhas, Mayara, 11, do relacionamento com a médica Sinara de Castro, 42, e Mell, 4, do casamento com a modelo Natália Portes, 28, de quem se separou em abril de 2014. “Admiro muito a educação que elas recebem das mães. Eu também procuro dar tudo para minhas filhas – e não só dinheiro ou coisas materiais. Acho que o mais importante é o meu amor de pai, que vão levar para a vida toda”, diz.
Com a agenda agitada, sobra pouco tempo para curtir a companhia das meninas, mas o sertanejo confessa que busca alternativas para acompanhar essa evolução. “Elas ficam mais com as mães, mas toda semana arrumo um tempo para ficarmos juntos. É a melhor coisa do mundo. A Mayara é um pouco mais difícil, porque está maiorzinha e tem as preocupações com a escola. Já a Mell é mais agarrada comigo. Elas são tudo para mim”, derrete-se Marrone, que durante o papo a todo momento tinha o botão de sua camisa ajeitado por Mell. “Você tá gordo, hein, papai!”, brinca a menina, que  desde pequenininha já o acompanhava nos shows. “Ela é muito espontânea. Tem vezes que até acho que ela é adulta! Não sei se vai ser cantora, mas alguma coisa importante ela vai ser”, conta aos risos.


Solteiro desde o fim do casamento com Natália Portes, Marrone diz que está aproveitando a fase e não descarta a possibilidade de se relacionar com uma fã, uma clássica pergunta. “Já fiquei com fã antes. Por que não?”, brinca.
Assim como a caçula, o gosto pela música surgiu ainda cedo, quando ganhou a primeira sanfona, aos 5 anos. “Meu pai ganhou a sanfona numa rifa. Ele disse: ‘Eu vou ganhar, mas é meu menino que vai tocar!’ Na roça as coisas não eram fáceis. Eu gostava muito do Celinho, sanfoneiro. Quando o vi pessoalmente pela primeira vez, fiquei louco! Foi aí que me apaixonei e quis fazer isso também”, lembrou. Os trabalhos começaram junto com o irmão mais velho, Valdir, 52, na dupla Régis e Ronaldo, e ele fazia segunda voz. “Nunca tive muito interesse em cantar. Eu gostava mesmo era de tocar e fazer a segunda voz. Se eu tivesse sido a primeira voz, passaria fome”, se diverte. Mas a satisfação só veio quando conheceu Vinícius Miranda, 46, o Bruno, apresentado por Leandro (1961-1998) e Leonardo, 53, e começaram a carreira juntos tocando em bares e boates de Goiânia. O nome da dupla foi uma tentativa de fugir do convencional da época. “Eu já gostava de ‘Bruno’. Um dia, estava folheando uma revista e encontrei o ‘Marrone’ e me identifiquei”, relembra aos risos.

TRAJETÓRIA DE SUCESSO
A dupla, em 29 anos de carreira, já soma 19 CDs, sete DVDs e um Grammy Latino por Acústico ao Vivo (2001). A marca dos 29, inclusive, vai ganhar uma comemoração em novembro, junto com o aniversário de Marrone, que completa 50 anos de idade. “Esta festa é para celebrar muita coisa boa. Por isso quero estar cercado pela minha família e por meus amigos. É também um agradecimento a eles”, contou.

E as comemorações na vida de Marrone não param por aí. Ainda em novembro ele vai inaugurar a churrascaria Favo de Mel, a primeira em Goiânia, junto com o sócio, Jaime Luiz Prezotto, 38. Bruno e Marrone já tiveram altos e baixos, mas negam que estejam em crise: “Nunca deixamos de resolver nossas coisas. Eu e o Bruno jamais pensamos em nos separar. Nos respeitamos muito e damos mais certo do que alguns irmãos de sangue. Caso contrário, não estaríamos todo esse tempo juntos”