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Exclusivas / ESTREIA DIA 4

'Onde Está Meu Coração': Em série, Letícia Colin vive médica que perde o controle em uma São Paulo opressora

Equipe artística detalha criação de série intimista que retrata uma médica na luta contra a dependência química

Gustavo Assumpção Publicado em 02/05/2021, às 12h42

Onde Está Meu Coração: Em série, Letícia Colin busca nas drogas resposta para vida repleta de cobranças
Onde Está Meu Coração: Em série, Letícia Colin busca nas drogas resposta para vida repleta de cobranças - Globo/Fábio Rocha

"Você fala que tem diabetes, que tem pressão alta, mas não diz ‘eu sou dependente químico’, e em geral vem julgamentos morais em torno disso", diz George Moura, um dos criadores de Onde Está Meu Coração, série que chega ao Globoplay na próxima terça-feira (4).

Estrelada por Letícia Colin, a produção tem como protagonista uma médica que vê sua vida ruir após o vício em crack tomar conta de seu cotidiano. Não é comum ver produtos audiovisuais no Brasil que mostrem o efeito das drogas  em uma família de classe média. Mas a série, criada em parceria com Sérgio Goldenberg e com direção artística de Luísa Lima, não é sobre a classe social ou sobre o crack: é um drama potente sobre as relações familiares e uma personagem que precisa de ajuda para retomar o controle de sua própria história.

"A ideia central não foi falar da classe média, porque 'Onde Está Meu Coração' não é uma série sobre drogas é uma série sobre as relações familiares e como a doença da dependência química afeta não só o dependente, mas todo o seu entorno", declara Moura.

George Moura, Luísa Lima e Sergio Goldenberg, o trio criador de Onde Está Meu Coração

"SOCIEDADE ADOECIDA"

Estrelada por nomes como Fábio Assunção, Mariana Lima e Daniel de Oliveira, a produção também faz um diagnóstico da relação da dependência química com as pressões da vida contemporânea.

"Eu acho que a gente tem nesse texto essa oportunidade de falar do crack que é uma droga que se apresenta com sintoma da nossa sociedade. De uma sociedade adoecida, de uma sociedade que experimenta essa necessidade de um alívio diante que vive, diante da necessidade de alta performance", declara Luisa Lima em seu primeiro trabalho como diretora artística após quase duas décadas na emissora e participação decisiva em projetos como ‘Insensato Coração’, ‘Sangue Bom’, ‘O Rebu’, ‘Justiça’ e ‘Onde Nascem os Fortes’.

Para Sérgio Gondenberb, a idade da protagonista também ocupa um ponto central na trama. Recém-formada e buscando espaço em sua profissão, ela se sente pressionada o tempo todo e busca nas drogas um alívio das pressões cotidianas.

"A cobrança do jovem que está se inserindo no mercado de trabalho, encontrando o seu lugar,  ela é muito forte, aí vem a necessidade de uma válvula de escape ou de alguma possibilidade para escapar dessa pressão, ela é muito intensa. Sobretudo no caso da Amanda, que o pai é o médico bem-sucedido", afirma.

Ambientada em São Paulo, a escolha da cidade para cenário dessa história não foi ao acaso. A arquitetura da cidade, o gigantismo de seus edifícios e o concreto presente em toda parte funcionam como uma ampliação desse cenário de desespero.

"A cidade de São Paulo, essa São Paulo, cidade de pedra, é tão fascinante, é tão rica, é tão incrível, mas, ao mesmo tempo, às vezes, é tão opressora", afirma George Moura. A diretora artística ainda pede que o público fique atento a uma das locações: o apartamento de Miguel e Amanda, protagonistas vividos por Letícia Colin e do Daniel Oliveira

"É um apartamento de linhas retas, muito de concreto, de muito envidraçado, é um apartamento que traz uma coisa cosmopolita, mas ao mesmo tempo um tanto fria e brutalista. Assim, nesse sentido do que se refere a esse momento contemporâneo e a essa sociedade que São Paulo é um expoente como grande metrópole do sul", adianta. É imperdível.

Onde Está Meu Coração estreia nesta terça-feira (4) no Globoplay. Antes, a emissora faz uma exibição especial do primeiro episódio na Tela Quente desta segunda-feira (3).