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No ar em A Praça é Nossa, Marlei Cevada surpreende com caracterização de personagem

Com bom humor, ela se desprende da feminilidade para fazer um de seus personagem de maior sucesso, o malandro Sangue. Sim, é ela!

Por Mariana Silva Publicado em 04/02/2016, às 21h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

Alexandre Battibugli - Alexandre Battbugli
Alexandre Battibugli - Alexandre Battbugli
Basta alguns minutos ao lado de Marlei Cevada, 41 anos, para perceber que bom humor e carisma são algumas das principais características da atriz – e não é só pela profissão, não. “Ela é alto-astral mesmo. Onde passa anima todo mundo”, conta a irmã, Natália Cevada, 30. E foi nesse clima que Marlei recebeu a CONTIGO! em seu apartamento, na zona leste de São Paulo. “Olhe só, fiz até as unhas! Tô me sentindo de esmalte!”, brincou ela enquanto mostrava as mãos. Esse detalhe, no entanto, durou pouco. Ao longo da entrevista, a humorista deixou a vaidade de lado e trocou a maquiagem por olheiras e uma sobrancelha grossa, o short branco por uma bermuda com pochete, e os sapatos por um par de tênis rasgados e deu vida a Sangue. A mudança (que levou aproximadamente 15 minutos!) é tão significativa que fica quase impossível reconhecer que o doidinho (como Marlei o chama carinhosamente) é uma mulher. “Não tenho vaidade, não. Eu quase nem uso esmalte por causa dos personagens mesmo. Passei o Natal com uma mão feita e a outra não, acredita?”, conta rindo. E, como se não bastasse a mudança de visual, Marlei ainda tem voz e expressões próprias para cada uma de suas criações. “Uma vez eu estava gravando uma externa próximo a um semáforo. Veio uma senhora e me deu umas moedinhas. Acho que ela ficou com medo do Sangue”, brinca. 
No ar em quadros do programa A Praça É Nossa e em cartaz até 25 de fevereiro com o espetáculo Marlei Cevada, num Show Nadaverrr, no Teatro Safra, em São Paulo, a humorista ainda interpreta a Nina, uma divertida garotinha de 6 anos que vive acompanhada de seu cãozinho de pelúcia, Bob, e Marley, uma empregada doméstica. 
Toda a caracterização foi escolhida pela humorista, que não guarda truques. “A peruca eu ganhei, a roupa era do meu marido, tênis também, a pochete eu achei por aí e fui montando”, explica Marlei, sobre o visual largado de Sangue. 



Marlei Cevada em seu apartamento, em São Paulo (Foto: Alexandre Battibugli)

MÃE ORGULHOSA
Marlei não esconde o orgulho de seus personagens. “São todos os meus filhos”, se derrete. Formada em publicidade, o amor pelo teatro já a acompanhava desde a adolescência. “A primeira peça que apresentei era um drama e tudo o que eu conseguia fazer nos ensaios era rir, mas na hora da estreia deu tudo certo”, conta. A decisão pelos palcos e a origem de seus “filhos” ganhou força após uma brincadeira com um grupo de amigos. “A Nina foi a primeira, nasceu em um bar no Tatuapé. Fui anotando algumas ideias, fiz o texto e comecei a pensar em alguém que pudesse falar aquelas coisas, aí escolhi uma criança”, explica Marlei, que usou a infantilidade como válvula de escape para seu humor. “Eu sou criançona total. Teve um tempo em que eu gostava de passar trote em uma amiga minha. Ligava chorando, fazendo voz de criança e ela sempre caía!”, se diverte. O caminho para a TV, no entanto, nunca foi um de seus objetivos. “Nunca tinha pensado em me apresentar na TV. Comecei no teatro, em grupos mesmo. Quando surgiu a oportunidade, eu fui para ver o que dava, estava lá me divertindo e acabei saindo empregada”, relembra ela, que apresentou a Nina no SBT pela primeira vez em 2010 e Sangue em 2013. “Quando eu paro e olho para trás, penso que é uma doidera”, reflete ela sobre o atual sucesso de sua carreira.


O malandro Sangue (Foto: Alexandre Battibugli)

Casada com o ator e produtor Maurício Ribeiro, 35, e mãe de Davi, 8, Marlei construiu sua rotina em família no teatro. “O Davi era pequenininho e eu levava ele para os shows, porque não tinha com quem deixar. Improvisava uma caminha e ele ficava, tadinho. Enquanto meu marido fazia o número dele, eu olhava o Davi e vice-versa”, relembra. Hoje, com a agenda nos palcos um pouco mais tranquila, Marlei aproveita os intervalos para curtir a família em casa.

O MARIDÃO
“Ele é lindo! Às vezes, olha meus textos, me dá conselhos, me põe no chão. Se não fosse ele, coitadinha de mim”, diz ela sobre o marido.
 Juntos há 13 anos, Marlei e Maurício querem aumentar a família, mas ainda não fazem planos. “Eu quero e o Davi pede, mas agora não dá. Só não posso demorar muito, né? Quem sabe ano que vem... Tá no rascunho ainda". Diferentemente de seus persoangens, ela garante que é uma pessoa tranquila. “É difícil me estressar por alguma coisa. Às vezes, o negócio é trash e eu tô rindo. Meu marido sempre diz que acha que eu vou morrer com 100 anos, de tão tranquila que eu sou”, conta rindo.

Marlei com o marido, Maurício, e o filho, Davi (Foto: Arquivo Pessoal)