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Millena Machado lista desafios nos 20 anos de carreira e comemora volta à RedeTV!: "Garra e entusiasmo"

Jornalista avaliou suas conquistas profissionais e se diz realizada com as experiências nas telinhas

Aleksander Santos Publicado em 07/07/2021, às 16h16

Millena Machado celebra novo começo na RedeTV e se orgulha da carreira - Divulgação / Flávio Santana
Millena Machado celebra novo começo na RedeTV e se orgulha da carreira - Divulgação / Flávio Santana

Aos 40 anos, Millena Machado é dona de um currículo invejável. Com passagens pelas principais emissoras do país, a jornalista construiu uma trajetória para se orgulhar. Movida pelos desafios, a paulista garante que segue aberta na busca por novas histórias e experiências.

De volta à sua primeira casa, a RedeTV!, ela bateu um papo com a CONTIGO!, e relatou como é retornar como âncora ao RedeTV! News, principal programa jornalístico da emissora. Para ela, o momento é de redescoberta após um convite que chegou no instante certo.

"É uma grande responsabilidade que recebi, estou honrada e chego com garra e entusiasmo", diz a profissional que ainda divide o tempo com o comando do podcast ‘Lado Pessoal’, programa de entrevistas na qual ela conversa com executivos brasileiros para entender como chegaram ao sucesso. A produção também é transmitida pela Antena 1, uma das emissoras mais ouvidas em São Paulo.

Segundo a jornalista, a ideia é mostrar que mesmo os mais bem sucedidos profissionais do mundo dos negócios tem suas incertezas. "Com muito jeitinho, estamos humanizando os CEOs que são idolatrados, considerados ‘máquinas de fazer dinheiro’, e mostrando que eles têm medos, receios, fraquezas e momentos de alegria e lazer, agem inclusive conforme a intuição, e não apenas aplicando conhecimento teórico, como todos nós", adianta.

Qual é o sentimento de estar à frente do telejornal mais importante da emissora na qual você começou sua trajetória na TV aberta? Como foi voltar para a RedeTV! depois desses anos todos?

É uma grande responsabilidade que recebi, estou honrada e chego com garra e entusiasmo. O convite feito por Franz Vacek (superintendente de jornalismo, Esportes e Digital da RedeTV!) veio bem no momento de transformação do RedeTVNews, e isso quer dizer que ele me deu um grande voto de confiança. A renovação da bancada é apenas o começo de muitas novidades que virão, e estou sendo tão bem recebida por toda equipe do telejornal, da RedeTV! como um todo. Estou me sentindo em casa, um sonho.

Dentro de mim, um mix de emoções, principalmente alegria e gratidão. Quando entrei na RedeTV! eu era praticamente recém-formada, eu precisava aprender muito. Meu sonho naquela época era crescer na emissora, ter o meu programa no futuro, mas logo percebi que, para fazer a diferença, precisaria complementar a formação da faculdade, ampliar a rede de contatos profissionais e me expor a novos formatos. Um repertório que construí em 15 anos, fiz Pós em marketing, MBA em Economia, passei por 3 emissoras de TV diferentes e uma emissora de rádio. Eu adquiri novas visões de mundo, novas ferramentas, e agora volto experiente e tendo o que agregar. Uma oportunidade rara! Quantas pessoas você conhece que foram chamadas de volta à empresa onde começaram?

Durante seus 20 anos na profissão, qual foi o maior desafio que você enfrentou? Como você avalia sua trajetória nos meios de comunicação?

Nossa que pergunta difícil de responder! Imagine eu, virginiana com ascendente em virgem e lua em sagitário... Você gosta de astrologia, sabe o que isso quer dizer? (risos) Vou resumir: Intensidade, autocritica, positividade e criatividade. Para mim não tem meio termo, ou estou dentro, ou fora, e como eu me comprometo de verdade e me dedico totalmente a tudo o que me proponho a fazer, cada missão profissional naturalmente vira um grande desafio. Eu que quis ancorar a ida do astronauta Marcos Pontes para o espaço, eu me preparei para esse fato histórico e pedi para fazer a cobertura, assim também foi na primeira posse de Obama como presidente dos Estados Unidos. Outras vezes a vida me colocou de frente com a notícia. Era o meu horário de bancada quando um avião comercial cheio de passageiros caiu em Congonhas, fiquei 7 horas ao vivo conduzindo a transmissão. Eu não sabia nada de carro e fui apresentar um programa de motor.

Eu me desafio o tempo todo, não preciso de ninguém me estimulando, vou em busca do que penso ser capaz de fazer. E amo olhar para trás e relembrar minha careira, tenho orgulho de todas as escolhas que fiz e satisfação em perceber que tirei pelo menos uma lição de vida de cada trabalho realizado.

Como você acredita que as críticas impactaram na moldagem de sua carreira como apresentadora? Você lida bem com comentários negativos hoje em dia?

Muito importante você ter feito esta pergunta, porque dá a oportunidade de eu falar abertamente sobre a natureza do trabalho em televisão, que é a atuação em equipe. Inclusive, o público acaba fazendo parte desta parceria. Quem não consegue lidar com críticas, não consegue fazer televisão. Na TV todo mundo repara, analisa e comenta sobre o seu trabalho até para alinhar com o ritmo do grupo, favorecer a condição técnica e alcançar a expectativa da audiência. A gente está se moldando o tempo todo, esse dinamismo é também o que faz a gente se apaixonar por este veículo.

Os colegas de trabalho nos dizem não o tempo todo, mas sempre pensando na melhor execução possível, não se pode levar tudo para o lado pessoal. Claro que a gente saca quando querem pegar no seu pé, né? Já tive gente assim perto de mim, viu?! Anos se passaram e a pessoa desistiu, não conseguiu me desestabilizar. Eu realmente sei lidar muito bem com críticas. Meu segredo é sempre procurar enxergar pelo lado positivo. Eu tenho a consciência de que a imagem do profissional de vídeo é parte do processo de fazer televisão.

Houve algum profissional no qual você se espelhou durante sua carreira como jornalista? Se sim, por quê?

Sim, algumas pessoas me influenciaram profissionalmente. Vou começar com meus avós. Do lado da minha mãe, o meu avô materno era correspondente da Folha de S.Paulo no interior paulista, e do lado meu pai, o meu avô paterno era comerciante político. Tenho tias professoras também, então percebo claramente a vocação de comunicadora que existe na minha família. Agora sobre o fazer televisão, quando eu era criança, assistia TV com a minha mãe, e amava ver a Sílvia Poppovic. Eu achava o máximo como ela agia no programa, sabia falar de tudo, era muito simpática, anos depois eu a conheci pessoalmente, e tive a oportunidade de fazer as previsões de tempo para o telejornal dela na Band. Na adolescência, eu passei a acompanhar a Marilia Gabriela no SBT, achava muito descolado e bem dinâmico o formato do programa dela.

Ah! Uma lembrança gostosa acabou de vir na minha mente agora: as parceirinhas do programa Mulheres na TV Gazeta, Ione Borges e Claudete Troiano. Eu ficava esperando os desfiles, as dicas de beleza! Aliás, quero deixar aqui um beijo especial pra Claudete, que foi muito querida em me dar boas-vindas no ar. Ela está na RedeTV! diariamente de manhã. Não vejo a hora de ir ao programa dela! Fica a dica, Clau!

Com tantas coberturas e programas tão diversos que você já comandou, quais desafios você ainda gostaria de enfrentar em sua jornada profissional? Você se sente 'completa' na profissão?

Eu me sinto plenamente realizada, mas não fecho portas ou janelas, nem pretendo estacionar ainda. Quero agitar a RedeTV!, realizar muito na emissora. E percebo que a adesão de novas tecnologias amplia possibilidades da comunicação, então sempre haverá o que aprender e como fazer mais e melhor. Eu gosto deste dinamismo que tem a minha profissão. E nesse tempo em que fiquei fora da TV, eu abri meu próprio escritório, desenvolvi projetos de conteúdo, dei consultorias, fiz palestras em grandes empresas – falei de trânsito seguro, da criatividade feminina, de como se comunicar com assertividade –, e ainda empreendi socialmente, em favor da causa surda.

Depois de ter lançado a campanha '#surdoehquemfala' com o premiado publicitário Alexandre Peralta, e uma parceria com mais de 20 amigos voluntários (2016), ajudei a arrecadar fundos para o surdoatletas (2017), em 2018 idealizei e realizei a SAS – Semana da Acessibilidade Surda. Tenho vários casos de perda auditiva na minha família e uma pessoa em especial me inspirou muito: minha prima Melissa. Graças a minha trajetória profissional e a visibilidade que conquistei, tive o apoio da imprensa e do público para executar estas ações tão relevantes de inclusão social. Espero seguir com esse amparo, realizando muito.

Como você avalia sua experiência até o momento como radialista? De que maneira surgiu a ideia do 'Lado Pessoal' e o que podemos esperar da novidade?

Estou tão radiante com o podcast! A Antena 1 é uma rádio que eu adoro e escuto há anos quase que diariamente. Minha história no telejornalismo e no entretenimento fez com que me aproximasse de grandes executivos, mas sempre abordando o mundo corporativo, falando de negócios, estratégia e tendências. Recebi o convite muito lisonjeada, aceitei na hora. E tem sido uma rica experiência trabalhar com a equipe de profissionais que faz da Antena 1 sucesso de audiência e referência de bom gosto. Sorte minha!

É uma delícia entrevistar executivos com tanta história de vida para compartilhar. Eles raramente têm a oportunidade de falar de si na mídia, pelo contrário, costumam ser lembrados na hora de prestar contas e de comentar resultados. A nossa proposta é fazer um papo aberto e descontraído para conseguir respostas sinceras e inspiradoras, fazer o conteúdo ser útil para quem ouve. Com muito jeitinho, estamos humanizando os CEOs que são idolatrados, considerados ‘máquinas de fazer dinheiro’, e mostrando que eles têm medos, receios, fraquezas e momentos de alegria e lazer, agem inclusive conforme a intuição, e não apenas aplicando conhecimento teórico, como todos nós. Então esse projeto acaba se mostrando altamente revelador e surpreendente até para os entrevistados.

Toda terça-feira, um episódio inédito pode ser acessado pelo site da rádio ou pelas plataformas de streaming, às 10h. Meu maior desafio está no formato, exclusivamente áudio. Eu que sempre tive o apoio da imagem, durante os meus primeiros 20 anos de carreira que foram focados na comunicação por vídeo, começo a escrever um novo capítulo da minha história profissional usando apenas a voz. E eu estou amando!