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"Meu coração está bem acompanhado"

Um dos maiores sucessos de Verdades Secretas, Rainer Cadete, o Visky, revela que está namorando há três meses e conta que não consegue ir para casa com as unhas pintadas

Ligia Andrade Publicado em 04/09/2015, às 12h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

Rainer Cadete - Rafael Campos
Rainer Cadete - Rafael Campos
As unhas de Rainer Cadete, 28 anos, ainda estão com um resquício de esmalte azul, indicando que no dia anterior ele estava gravando como Visky, de Verdades Secretas (Globo). Para dar vida ao booker da agência de Fanny (Marieta Severo, 68), o ator passou por uma verdadeira transformação: colocou aplique, perdeu 10 quilos, fez aulas de stiletto (dança com salto alto), depilou o
corpo e fez a sobrancelha. “É interessante não me reconhecer. Não foi fácil”, confessa o ator. Para as fotos desta reportagem, Rainer recorreu a um velho truque das mulheres. “Passei lápis nas sobrancelhas, não me sinto bem com elas finas. E tento tirar o esmalte todos os dias, não consigo ir para casa com unha pintada”, conta Rainer, que, com o término da novela, no fim de setembro, precisará se desapegar de vez do personagem. Não vai ser fácil. Visky permitiu a Rainer ser o centro das atenções, uma experiência até então nova para ele. “É um alvoroço, aumentou muito o assédio, principalmente o feminino. Não imaginava que esse tipo de personagem despertasse o interesse das mulheres. Não estou no auge da minha virilidade”, brinca. Mas, mesmo com tanto assédio, Rainer está comprometidíssimo. Ele revela à CONTIGO! que está namorando há três meses a atriz Taianne Raveli, 24. “Ela é uma princesa. Ainda não falei para ninguém. Ela é uma atriz iniciante. Nos conhecemos por meio de amigos em uma festa. Meu coração está muito bem acompanhado”, garante. Rainer não se ilude com as críticas elogiosas em relação a seu trabalho: “Tudo é tão efêmero, não levo nada a sério”. Agora, uma coisa ele aprendeu: dá muito mais valor aos rituais de beleza
das mulheres. Dos sacrifícios que fez para entrar no personagem, ele lista os três mais traumatizantes: “Fazer a sobrancelha; depilação com cera quente, que quis fazer para sentir como era e até hoje tenho pelos encravados; e usar salto, pois dói muito”. Às vezes, é difícil para Rainer se desligar de Visky. Ele justifica: “Não sou uma máquina, acaba saindo uma coisa ou outra dele. Quando fiz o Rafael, de Amor à Vida (2013), estava mais introspectivo”.

COMEÇO DIFÍCIL

Natural de Brasília e ator desde os 9 anos, Rainer costuma dizer que tem uma vida de cigano: “Minha geladeira fica lá em Brasília, o fogão em São Paulo e a máquina de lavar no Rio (risos)”. Pai de Pietro, 8, ele adora jogar bola, videogame e praticar stand-up paddle com o filho, que também já avisou que quer ser ator. “Eu me vejo muito nele. Não preciso cobrar muita coisa, tenho muito orgulho”, enfatiza o pai. Aos 18 anos, Rainer se mudou para o Rio de Janeiro com a então mulher (e mãe de Pietro), a ex-bailarina do Faustão Aline Alves, 28, para tentar alavancar a carreira artística. “Fazia faculdade de psicologia. Eu e Preta já passamos muitos
perrengues, chegamos a dormir no carro”, lembra ele, que entrou no Projac pela primeira vez como figurante. “Uma vez, a fiscal de figuração disse que eu tinha cara de pobre e me mandou embora. Anos depois a reencontrei. É engraçado como o mundo dá voltas.”
O ator também torce por um final feliz para seu personagem. O booker nutre uma paixão platônica por Leo (Raphael Sander, 28), mas se relaciona com Lourdeca (Dida Camero, 51). “Não sei se existe ex-gay... Acredito que as pessoas sejam livres. O Visky está sofrendo este conflito invertido. É complexo, porque coloca a questão de gênero e identidade sexual, mostrando que as coisas vão muito além disso”, pensa Rainer.