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Maria Fernanda Cândido ajuda a criar programa Terradois

Depois de mais de uma década longe das telinhas, a atriz está de volta! Na série inédita, da TV Cultura, a atriz propõe uma discussão da vida moderna em uma série idealizada pelo psicanalista Jorge Forbes

Por Tainá Goulart / Fotos: Jair Magri/ Divulgação Publicado em 23/03/2017, às 18h22 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h45

Maria Fernanda Cândido nos bastidores de Terradois - Fotos: Jair Magri/ Divulgação
Maria Fernanda Cândido nos bastidores de Terradois - Fotos: Jair Magri/ Divulgação
Com a câmera ligada, Maria Fernanda Cândido entra, se senta e começa a conversar com o psicanalista Jorge Forbes, um dos principais introdutores do ensino de Jacques Lacan (1901-1981) no Brasil. Depois, eles assistem à gravação das cenas do dia e, enfim, voltam para um novo bate-papo. Engana- se, porém, quem pensa que a atriz está em Terradois, nova série da TV Cultura que pretende discutir a vida moderna, apenas como interlocutora ou ouvinte. Ao longo de um ano e meio, ela não deixou a dramaturgia de lado e foi a responsável por criar um formato inovador para a atração. “O Jorge e o Marcos Amazonas (diretor de programação da emissora) são os idealizadores e eles me chamaram para pensar em um modelo que fugisse do que já existe na TV. Estavam muito receptivos, dei sugestões de incluir o teatro para explicar melhor os temas de cada um dos episódios e eles adoraram. Eu não atuo, mas trabalho ao lado da Mika Lins (diretora teatral) para entender a interpretação de cada cena. Nunca pesquisei, li, estudei e discuti tanto na minha vida”, diz Maria Fernanda, que despontou para o sucesso em Terra Nostra (Globo, 1999), clássico de Benedito Ruy Barbosa. 

Da esq. pra dir., Jorge, Isabella Vergal, Mika Lins, Marco Antônio Pâmio, Maria Fernanda e Martha Nowill fazem a leitura do episódio Aquele que Não Quer Ver

Como viver na pós-modernidade?
O programa possui três blocos, sendo o primeiro uma discussão do tema escolhido para o episódio, o segundo a dramatização da história no mundo de Terradois e, o terceiro, atriz e o psicanalista fazem comentários sobre o que acabaram de ver. “Eu criei esse termo, Terradois, para explicar como é viver nesse mundo moderno. É o mesmo lugar físico, a Terra, mas as maneiras de agir e pensar são totalmente diferente do que se conhece. Hoje, você não nasce, não morre e nem se aposenta do mesmo jeito que antes. A minha ideia era trazer essas questões para o grande público, pois as pessoas estão aflitas e não sabem como lidar com essa nova realidade. Esse formato vem dizer que o alarde não é necessário e que é possível viver em paz na pós-modernidade”, revela Jorge, que é só elogios à colega. Segundo Amazonas, o nome de Maria Fernanda apareceu fácil, pois ele já conhecia vários de seus trabalhos. “Nós precisávamos de uma pessoa culta, inteligente, que tivesse ligação com os conteúdos propostos. Chamamos a Mafê para conversar e ela topou na hora, mesmo estando no escuro quanto à forma. Ela que sugeriu o nome da Mika e nós adoramos. Estou muito satisfeito com tudo, inclusive os cenários elegantes e minimalistas que criamos. É um retorno, em grande estilo, da dramaturgia à TV Cultura”, elogia o diretor. 

Volta em dose dupla
Além de Terradois, Maria Fernanda volta para as novelas globais, como Joyce Garcia, em A Força do Querer, de Glória Perez, 68, na qual será mãe de uma transexual. Foram mais de dez anos longe, mas a atriz teve bons motivos para ter ‘descansado’ durante tanto tempo. “Preferi me dedicar aos meus filhos (Tomás, 11, e Nicolas, 8, do casamento com o chef francês Petrit Spahija). Era um sonho fazer uma novela da Glória e tudo caminhou para dar certo este ano. É uma oportunidade que apareceu justamente quando meus filhos já estão maiores e eu posso me dedicar com afinco. O bom é que vou poder entender muito mais os dilemas da minha personagem com as pesquisas que fiz para a série, pois é justamente esse conflito entre o tradicional e o moderno que rege as duas obras.”