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Lexa volta às origens humildes em documentário e relembra machismo no início da carreira: "Caminhada dolorosa"

Em 'Mostra Esse Poder', cantora mostra detalhes da união com MC Guimê e inseguranças sobre a vida profissional

Julia Palmieri Publicado em 24/06/2021, às 08h05

Lexa volta às origens humildes em documentário e lembra machismo no início da carreira: "Escutei coisas nojentas" - Reprodução/Divulgação
Lexa volta às origens humildes em documentário e lembra machismo no início da carreira: "Escutei coisas nojentas" - Reprodução/Divulgação

A cantora Lexa lança nessa quinta-feira (24) uma série documental no Globoplay com detalhes inéditos de sua intimidade e um relato corajoso de sua vida antes da fama. Em cinco episódios, Lexa: Mostra esse Poder, tem a participação de nomes como  Xuxa Meneghel, Preta Gil, Veronica Costa, Tati Quebra Barraco e KondZilla.

Feliz e ansiosa para a repercussão da produção, Lexa contou que o documentário mostra o caminho que ela percorreu para o sucesso.

INTIMIDADE

“Nesse documentário as pessoas conhecem ainda mais o ser humano que eu sou, o meu trabalho, como foi pra chegar até aqui. As dificuldades que por muitas vezes eu não revelei, eu engoli, mas que me fez crescer e amadurecer.  Eu mostro minhas crises de ansiedade, quanto afetou cada coisa que aconteceu na minha vida. Vocês vão ver a minha origem, da onde eu vim, e porque eu me sinto uma vencedora hoje. Porque é muito incrível ver da onde eu vim até onde eu cheguei”, revela.

A cantora aproveitou o momento do grande lançamento e decidiu fazer uma música para o documentário, a “Prazer Eu Sou a Lexa”, que estreia nesta sexta-feira (24). "As pessoas me conhecem meu trabalho e sabem que eu sou casada. Mas muita gente não conhece exatamente como eu sou, e esse documentário mostra isso. De uma menina que vem da comunidade, e consegue alcançar muitas coisas. Então essa música dá voz a isso"

DE VOLTA ÀS ORIGENS

Na série que conta a vida de Lexa, ela volta para o começo de tudo: quando trabalhava em uma padaria e morava em uma casa muito humilde com a sua família, onde nem tinha cama no quarto. Sem dinheiro para financiar o seu sonho, a sua mãe ajudava ela a fazer roupas para shows e negociava a produção das músicas.

“Essa parte é muito emocionante. Eu olho pra minha vida hoje, as minhas casas, as minhas coisas, as minhas conquistas. Esse documentário é uma realização, e eu vou mostrar muito mais o 'meu eu', de uma forma muito aberta como foi esse processo, que não foi fácil”.

Reprodução/Divulgação

MACHISMO

Além das dificuldades financeiras, Lexa relata que sofreu preconceito dentro do funk, que ainda é muito dominado por homens. Segundo ela, produtores e promoters desacreditaram do potencial da cantora e ela ouviu comentários muito machistas e desrespeitosos: “Eu tive muita paciência e perseverança, eu sempre dei muito duro. E além de vir do funk, ser mulher e conseguir conquistar meu espaço”.

A funkeira ainda relata uma situação desconfortável quando começou a cantar o ritmo: “Um DJ famoso do Rio de Janeiro disse que se eu não ficasse com ele eu não chegaria a lugar nenhum. Ele falou isso na minha cara e da minha mãe. Ela tomou a frente e falou: ‘Como é que é? Minha filha não vai ficar com você e ainda vai chegar muito longe, tenho certeza disso’”.

A série documental mostra com detalhes como Lexa lidou com preconceito por ser mulher cantando Funk e conseguiu levar sua carreira a esse patamar.  “Não foi fácil, eu já escutei coisas muito nojentas. Até hoje o nosso cenário não tem tantas mulheres, obviamente que tem muito mais do que quando comecei. Por isso que eu exalto tanto as mulheres que trouxeram o funk até onde ele está. É uma caminhada muito dolorosa”, explica ela.

INSEGURANÇAS

Exibindo um lado não tão glamoroso de sua vida, Lexa demonstra todas as suas inseguranças que acompanham o seu dia a dia, em shows, gravações de clipes e entre outros.  “Mostrar essas inseguranças foi mostrar que eu sou um ser humano. Foi um passo muito forte e muito importante eu me abrir dessa maneira. Eu falo sobre dor, eu falo sobre as minhas crises, de choro, de ansiedade, mostro meu lado. As pessoas vão entrar no meu íntimo, dentro de mim”.

Relembrando a época que ainda sonhava com o sucesso, ela conta que, apesar de acreditar sempre  que poderia realizar os sonhos, manteve os pés no chão. “Eu sempre soube que era difícil, eu sabia também que não era impossível. Eu sou muito determinada.  Eu sempre fui muito realista, acho que é por isso que eu passei numa faculdade, eu cursei. Eu sou muito pé no chão. Eu gosto de estabilizar, eu gosto de sonhar, mas também gosto de ser realista"

Homenageando o funk, a cantora espera influenciar novos artistas a seguirem a carreira na música e a acreditarem no seu potencial. “Espero que inspire muitas meninas, meninos e quem quiser se inspirar. Eu acho que tem que ser exaltado toda e qualquer conquista de um ser humano. Eu fico tão feliz quando vejo alguém vencer, então espero muito que as pessoas fiquem felizes com a minha história e que toque elas de alguma maneira”.

Lexa: Mostra Esse Poder chega ao Globoplay nesta quinta-feira (24).