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Lee Taylor, o Martim de Velho Chico, diz :"Não tenho essa pretensão, nunca foi um interesse"

Com uma sólida carreira no teatro, o ator diz que fazer televisão nunca foi sua meta de vida

Por Ligia Andrade / Fotos Cesar Alves/TV Globo Publicado em 03/09/2016, às 21h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

Multitarefa e com uma sólida carreira no teatro, Lee Taylor, o Martim de Velho Chico, diz que fazer televisão nunca foi sua meta - Fotos Cesar Alves/TV Globo
Multitarefa e com uma sólida carreira no teatro, Lee Taylor, o Martim de Velho Chico, diz que fazer televisão nunca foi sua meta - Fotos Cesar Alves/TV Globo
Novato na televisão, o goiano Lee Taylor surpreende-se com o carinho que recebe do público, encantado por seu Martim, valente filho de Afrânio (Antonio Fagundes) em Velho Chico (Globo). “Fico impressionado com a intimidade que acabam criando. Uma senhora no mercado me deu um abraço, um beijo no rosto, me olhou nos olhos e falou: ‘Eu te amo’. Isso acontece o tempo inteiro!” Lee também acha inusitado o fato de falarem de sua beleza na pele do fotojornalista. “Jamais pensei em chamar a atenção por esse lado. Não tenho uma preocupação estética, mas de saúde, porque preciso modificar muito por causa das personagens, estar bem preparado. Sempre fiz academia por isso. Tenho facilidade de me mudar.” Solteiro, brinca que há muito tempo não sabe mais como é ver o seu rosto sem barba. 

A vontade de trabalhar com o diretor artístico Luiz Fernando Carvalho já existia e era mútua. “Não tinha conseguido ainda por conta do volume de trabalho em São Paulo. Fiquei estimulado pela complexidade dramática da personagem”, destaca. Nome forte e singular, Lee Taylor é uma homenagem ao ator Lee Majors ( do seriado O Homem de Seis Milhões de Dólares) com o personagem Taylor, do filme Planeta dos Macacos. “Ficou uma mistura, que só descobri na faculdade”, recorda o ator, que demorou para gostar da escolha. Agora, o jogo virou. “Um pai colocou o nome do filho inspirado no meu.”

Foi em 1997, ainda no colégio, que ele se encantou pelo teatro. “Vi que não tinha a menor possibilidade de viver de teatro em Goiânia. Sempre tive muita clareza do que queria” 

Formado em Artes Cênicas e mestre em Pedagogia do Teatro, Lee é pupilo de Antunes Filho, no Centro de Pesquisa Teatral (CPT), onde construiu uma sólida carreira em dez anos. Há três, fundou o Núcleo de Artes Cênicas (NAC). “O grande receio que tinha em trabalhar na televisão era pela minha preocupação com o trabalho de atuação. Na novela, não me sinto fazendo uma coisa incoerente com o que acredito. Me fez ter a certeza de que estava no momento certo, no trabalho correto.” Multitarefa, o diretor, coordenador e professor confessa que, com tantas atividades, acaba abdicando de sua vida social. “Trabalho intensamente desde 2006. Tive dois momentos em que consegui tirar 15 dias de férias. Estou há muito tempo sem dar uma parada boa, descansar. Talvez faça isso depois da novela. Em alguns momentos fica difícil.” 

Nada de chutar o pau da barraca!
Lee não pensa muito em seu futuro na TV. “O meu interesse é sempre pela obra. Não tenho essa pretensão, nunca foi um interesse. Até agora fui contemplado com desafios, de saber que estou fazendo algo que é relevante”, atenta ele, dividido entre o Rio de Janeiro, onde acontecem as gravações, e São Paulo, onde mora. “Estou no Rio desde o ano passado e ainda não pisei na areia. É muito texto para decorar. Não consigo desencanar, dizer que vou chutar o pau da barraca e ir para balada...”, confidencia. 
Quando chega o fim de semana, o ator dá aulas e dirige um espetáculo de seu grupo, além de outro de dança. “Devo voltar em cartaz depois da novela e quero escrever um roteiro de cinema também. É uma loucura! Às vezes, olho a quantidade de texto e penso: ‘Como queria estar na praia...’”