Ellen Rocche desabafa: "Sempre vão falar que eu estou fazendo a gostosona"

No ar como a enfermeira Suzy de 'O Outro Lado do Paraíso', ela garante que não liga mais para comentários maldosos sobre seu corpo

quinta 5 abril, 2018
Ellen Rocche
Ellen Rocche Foto:Paulo Santos

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"No começo da novela, eu estava sem maquiagem, vestida até o pescoço e com jaleco. No meu Instagram, algumas pessoas vieram falar que eu estava fazendo a gostosona novamente”, dispara Ellen Rocche, 38 anos, sem rodeios, sobre seu personagem em O Outro Lado do Paraíso (TV Globo), trama das 21h na qual ela dá vida à enfermeira Suzy. “Meu jeito é sensual, sem querer forçar. Quando eu fazia teste de câmera para comerciais e me pediam para ficar séria, o meu olhar era sexy naturalmente, era até engraçado. Eu sempre terei esse corpo, esse rosto... Nasci assim e posso fazer qualquer papel que sempre vão falar que estou fazendo a gostosona”, continua. Não é de hoje que a atriz enfrenta julgamento sobre seu corpo, muito menos será a última vez, como costuma dizer. Porém, com o passar dos anos, ela garante que criou uma ‘casca grossa’, que a impede de ficar chateada com essas interpretações. “Fico feliz pelo reconhecimento, mas não ligo mais para os comentários. A novela me dá uma visibilidade incrível e estou conhecendo tantas mulheres que estão aprendendo a se amar pela Suzy. A minha personagem não tem amor próprio, o que é muito diferente de mim. Por conta da minha família, principalmente da minha mãe, aprendi a me olhar no espelho e a valorizar o que eu vejo e sou. O nosso em comum é a felicidade, apesar de tudo, e a vontade de se divertir sempre”, afirma.



DIETAS MALUCAS
Sua mãe, Elsie Rocche, que morreu de câncer em 2013, nunca deixou a filha se sentir para baixo e até chamou sua atenção quando necessário. Ellen se recorda do episódio em que saiu de várias agências de modelo por estar cansada de ouvir que precisava emagrecer ainda mais. “Dona Elsie me ensinou que não valia a pena ficar com cara de doente e apática por um trabalho. Ela viu como eu estava me definhando por uma dieta maluca e me deu um puxão de orelha. O osso do meu quadril largo não vai diminuir se eu emagrecer, então, eu saí dos trabalhos de modelo e resolvi seguir outra carreira.” A atriz também guarda com carinho outro conselho dado pela mãe, o de criar o próprio padrão. “Ela brigou comigo, pois estava seguindo a modinha magérrima daquele tempo. ‘Cria a sua onda, filha’, me lembro exatamente como ela falava.” E, depois da decisão de largar a carreira nas passarelas, ela foi chamada para um teste de comercial e não acreditava na possível aprovação. “No entanto, passei e foi um sucesso enorme, tanto que vi uma foto minha na capa de um jornal, nas semanas seguintes à veiculação, com a manchete dizendo que o corpo violão estava de volta”, relembra, emocionada.


 
RESPEITO E CARINHO DE TODOS
Com 21 anos de carreira e papéis marcantes como Leonora Lammar, em Haja Coração (2016), Dona Capitu, na nova versão da Escolinha do Professor Raimundo, e Brunettý Ramos, a Mulher Mangaba de Sangue Bom (2013), Ellen está radiante com o carinho das pessoas na rua, mas principalmente com o respeito dos colegas de trabalho, entre eles, os que integram seu núcleo, Ana Lúcia Torre, 72, Eriberto Leão, 45, e Rafael Zulu, 35. “É um presente poder fazer este personagem, ter o carinho dos fãs e o respeito dos meus colegas em cena. Estou em um processo de amadurecimento da minha trajetória e posso dizer que nunca colhi tantos frutos incríveis quanto agora”, avalia ela, que não cansa de elogiar os parceiros da ficção. “O aprendizado que eu tenho com eles é gigante, são generosos ao compartilhar o conhecimento deles comigo. A Ana é tão humilde, humana e parceira, assim como os meninos. É, sem sombra de dúvidas, o momento mais feliz da minha carreira”, garante ela, a rainha de bateria da escola de samba paulistana Rosas de Ouro.

ELA SABE O QUE QUER
Se nas telinhas Suzy tem problemas em seu relacionamento com o Dr. Samuel, Ellen vive um cenário totalmente diferente. Ela está namorando o nutricionista Rogério Oliveira, mas mantém discrição. “Não gosto muito de falar da minha vida pessoal, mas, ultimamente, digo que é azar no relacionamento da novela e sorte na vida real”, brinca a atriz, que também aponta outra diferença com seu papel. “A Suzy coloca o Samuel num pedestal e acaba se escondendo e, consequentemente, não valoriza suas conquistas. Se eu namorasse com um cara assim, que começasse a me encher a paciência ou não me valorizasse, daria um tempo para ver se ele demonstrava interesse de melhorar. Se eu continuasse me sentindo mal, não pensaria duas vezes e terminava. Até o fim da novela, quem sabe a Suzy não sai dessa sombra?!

Por Tainá Goulart | Fotos Paulo Santos
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