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Troca da protagonista, coadjuvantes inesquecíveis, bordões: relembre os bastidores de 'Paraíso Tropical'

Exibida em 2007, novela em que Camila Pitanga e Wagner Moura brilharam será reprisada pela primeira vez

Gabriela Cunha Publicado em 11/06/2021, às 15h23

Veja tudo que rolou por trás das câmeras da trama que será reprisada pelo Canal Viva - Reprodução/TV Globo
Veja tudo que rolou por trás das câmeras da trama que será reprisada pelo Canal Viva - Reprodução/TV Globo

Exibida originalmente em 2007, a novela Paraíso Tropical será reprisada pela primeira vez. Ela foi escolhida para ser exibida pelo Canal Viva a partir do próximo dia 5 de julho substituindo a reprise de A Viagem. A trama de Gilberto Braga e Ricardo Linhares foi um grande sucesso em sua exibição original, e conquistou o público que até hoje lembra dos bordões e personagens da trama.

Com personagens bem construídos, um elenco de peso e o velho truque do 'quem matou?' - que, apesar de 'batido', gerou curiosidade -, a novela conquistou uma audiência expressiva - o último capítulo atingiu, por exemplo, bateu os 56 pontos de média, números hoje inatingíveis. 

O casal Bebel e Olavo, interpretados por Camila Pitanga e Wagner Moura, caiu no gosto de público de tal maneira que bastava a dupla entrar no ar para a audiência subir. Já os protagonistas, Paula (Alessandra Negrini) e Daniel (Fábio Assunção), acabaram 'ofuscados' pelos vilões.

Nos bastidores, a novela também gerou grande repercussão. Além da substituição de atores, a trama enfrentou uma baixa audiência em seu início e precisou ter seu ritmo alterado. Além disso, um problema na liberação da trilha sonora também marcou a pré-produção da novela.

SUBSTITUIÇÃO DAS GÊMEAS

O papel das gêmeas Paula e Taís, interpretadas por Alessandra Negrini, foi escrito para a atriz Claudia Abreu, que já havia aceitado o convite para viver as personagens principais da trama. Quando a atriz revelou estar grávida de seu segundo filho, Gilberto Braga já havia escrito cinco capítulos que tiveram que ser modificados para a nova escolhida para o papel.

TROCA DE ATRIZES

Dificuldades na escalação de elenco foi um dos desafios dos autores e do diretor, Dennis Carvalho, já que atores recusaram papéis por motivos pessoais ou incompatibilidade de agenda. Esse foi o caso de Joana Fomm, que faria o papel de Marion, mãe do vilão Olavo, que por problemas de saúde teve que ser afastada e substituída por Vera Holtz, que regravou as cenas iniciais da personagem.

Outra atriz que recusou um papel na trama foi Mariana Ximenes, que daria vida à acompanhante Bebel. Mas, segundo Gilberto Braga, ela estava cansada por fazer uma novela atrás da outra desde que estreou na Globo, em 1999. Em seu lugar ficou Camila Pitanga, que até hoje é lembrada pelo público.

BORDÕES INESQUECÍVEIS

A personagem Bebel lançou diversas expressões que ganharam as ruas, como “catiguria”, em vez do correto “categoria”, e “cueca maneira”, quando queria se referir a um homem rico e bem cuidado. “Catiguria” foi criação do ator Chico Diaz, o cafetão Jáder, com quem Camila Pitanga contracenava com frequência. “Cueca maneira” foi ideia do diretor Dennis Carvalho. Olavo, por sua vez, chamava Bebel de “Cachorra”, outro bordão que pegou.

QUEM MATOU?

Um clássico na telinha, o assassinato misterioso de Tais, uma das gêmeas interpretadas por Negrini, tomou uma proporção imensa na época. No site oficial da trama, uma contagem regressiva mostrava os suspeitos, que eram eliminados da lista conforme chegava a hora do último capítulo da novela ir ao ar. Já na reapresentação do derradeiro episódio, no sábado, uma nova edição incluiu cenas que não haviam passado na versão final.

O curioso é que a morte da personagem não estava prevista e surgiu por conta da crise que a novela enfrentou em seu início, e também para justificar a relação complicada entre Marion e os filhos Olavo e Ivan, que não era bem vista pelas telespectadoras de novelas. Segundo Gilberto Braga, o público médio não aceita crueldade por parte de mãe.

PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS  E PREMIAÇÕES