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Dança de cadeiras, modernidade e inovação: relembre o Vídeo Show

Com a possível volta do programa, a CONTIGO! relembrou todos os apresentadores que marcaram a famosa vitrine da Globo; veja

Laura Vicaria Publicado em 09/05/2022, às 05h38

Dança de cadeiras, modernidade e inovação: relembre os 38 anos de história do Vídeo Show - Reprodução/TV Globo
Dança de cadeiras, modernidade e inovação: relembre os 38 anos de história do Vídeo Show - Reprodução/TV Globo

Há quase 40 anos o Vídeo Show estreou no catálogo da Globo. Com um formato moderno e inovador, o programa marcou gerações, serviu de berço para muitos artistas e foi vitrine das produções televisivas da emissora.

Bruno de Luca, repórter do programa nos anos 2000, conversou com a CONTIGO! e falou sobre suas expectativas sobre uma possível volta do programa.

"O Vídeo Show tem tantas possibilidades, durante o tempo que trabalhei lá (entre 2009 e 2013), foi uma experiência muito enriquecedora", contou. "Caso o programa volte mesmo, dessa vez pelo Multishow, espero e desejo que seja um espaço de muita aprendizagem para os novos apresentadores, assim como foi pra mim há anos atrás, e que o programa leve conteúdos divertidos e relevantes para o público, que sempre apoiou muito o formato antigo e com certeza vai abraçar uma nova versão!".

ANOS 1980

O Video Show entrou para a telinha da TV Globo em março de 1983. Apresentado por Tássia Camargo e dirigido por Ronaldo Cury, o programa nasceu com o objetivo de comemorar os 18 anos de emissora. Inicialmente, a atração era exibida aos domingos e, no 19.º episódio, substituiu Tássia para dar início a uma sequência de testes de apresentadores.

Em cenários que mudavam constantemente, artistas eram revezados no cargo de comandantes do programa. Maitê Proença, Tony Ramos, Cissa Guimarães, Paulo Goulart, Miguel Falabella e muitos outros passaram pela atração até que, em 1985, um esquema de dupla formado por um ator e uma atriz foi firmado.

Foi em 1987, porém, que o programa recebeu uma nova cara. Exibido nas tarde de sábado sob a direção de Cacá Silveira e apresentação de Marcelo Tás, o Vídeo Show foi completamente reformulado e passou a contar com um cenário inusitado formado por televisivos e fios à mostra. Nessa época, Marcelo dividiu o holofote com o icônico Cabeça Branca, um personagem que vivia dentro de uma televisão e agitava o programa.

Em meados de 1987, entretanto, o apresentador passou o bastão para quem estava prestes a fazer história no Video Show, Miguel Falabella. Cissa Guimarães, que já havia ocupado o cargo de apresentadora nos primórdios da atração, começou a fazer a narração de quadros e reportagens.

ANOS 1990

Com a chegada da nova década, o Vídeo Show voltou a ser reformulado e ganhou força com o jornalismo de entretenimento. Novos quadros passaram a fazer parte do roteiro, alterações no cenário foram feitas e o programa passou a ser exibido de segunda a sexta nas tardes da Globo.

Cissa Guimarães marcou a atração ocupando o cargo de locutora carioca, trazendo informações exclusivas do Rio de Janeiro. Enquanto isso, Renata Ceribelli comandava as notícias da capital paulista.

Foi em 90 que o Vídeo Show chegou a 1.000 exibições. Nessa fase, quadros especiais como o Lar Doce Lar e o Álbum de Família entraram para a programação e até mesmo o Troféu Vídeo Show foi criado para premiar celebridades.

ANOS 2000

Na virada do século, o programa ganhou uma exibição extra nas tardes de sábado e um novo formato foi estipulado para a apresentação do final de semana. Miguel Falabella aposentou a bancada e passou a entrevistar artistas em um cenário com estilo de auditório, contando com a ajuda de animações para agitar a plateia.

Porém, no início de 2002, o Vídeo Show enfrentou outra dança de cadeiras. Após 15 anos de programa, Miguel passou o microfone para André Marques e, assim, uma nova chapa de repórteres foi instaurada no programa: Ana Furtado, Renata Simões e Bruno de Luca.

A atração passou a exibir quadros cada vez mais bem humorados e interativos. Angélica, inclusive, dominou o sucesso do programa e fez a audiência dobrar com o famoso Vídeo Game — uma extensão do Video Show exibida de segunda a sexta. Nesta atração, Angélica fez famosos se enfrentarem em verdadeiros duelos com jogos engraçados e com a presença de uma plateia interativa.

À CONTIGO!, Bruno de Luca exaltou os aprendizados que o programa deixou. Segundo ele, além de ser repórter, o comunicador teve a chance de produzir conteúdos à atração com sua própria produtora: "Poder produzir um conteúdo pra Globo, entregar lá um material finalizado para eles só darem play, isso pra mim foi muita tiração de onda, falando na época como eu pensava".

"Então foi uma luta, eu fazia uma linguagem de câmera para filmar que ainda era muito nova, não tinha internet, não tinha Stories, fui trazendo a ideia do ‘Vai Pra Onde?’ pro Vídeo Show e aí a gente fez lá o ‘Deu a Louca no De Luca', que foi super bacana. Essas possibilidades foram justamente pelo programa ter essa linguagem caseira de self made", acrescentou.

O programa finalizou os anos 2000 com um esquema de apresentação quádrupla. A partir de 2009, André Marques dividiu o comando do Video Show com Ana Furtado, Luigi Baricelli e Fiorella Mattheis até 2011, quando o formato da atração mudou novamente.

DÉCADA DE 2010

Luigi Baricelli e Fiorella Mattheis deixaram o comando do Vídeo Show e, em 2011, André Marques se uniu à Ana Furtado para apresentar o programa diretamente da redação. 

Porém, esse formato durou apenas dois anos, quando André deixou a atração após 13 anos de história no programa. A saída do apresentador fez com que os repórteres do Video Show precisassem se revesar no comando até que, no final daquele ano, Zeca Camargo assumiu as rédias. 

Em 2014, o programa focou na presença de um artista por episódio,  além dos jogos clássicos do Video Show e dos quadros inusitados. Mas, em 2015, Otaviano Costa deixou de ser um repórter do programa para dividir bancada com Mônica Iozzi

Os últimos anos da atração trouxeram momentos de nostalgia e muito humor. Otaviano e Mônica lideravam um Video Show que contou com a volta de Cissa Guimarães no quadro Gentem como a Gente e de Miguel Falabella no final do programa. 

Até o fim do Video Show, a bancada principal enfrentou diversas alterações. A saída de Mônica e as férias de Otaviano fizeram com que nomes como Joaquim Lopes, Sophia Abrahão, Rafael Cortes, Vivian Amorim, Fernanda Keulla e Ana Clara Lima aparecessem como apresentadores. A partir de 2016, porém, o programa enfrentou baixos níveis de audiência e, em 2019, precisou ser oficialmente substituído pela Sessão da Tarde. 

A possível volta do Video Show carrega um sentimento de nostalgia e esperança, já que o programa marcou diversas gerações durante os 38 anos de história. Mas a pergunta que fica é: quem será que conduzirá a tão famosa vitrine da Globo?