Contigo!
Facebook Contigo!Twitter Contigo!Instagram Contigo!Spotify Contigo!

Com personagem soropositiva, Julia Dalavia revela que ficou mais cuidadosa na hora do sexo

Sucesso como a Nanda, de Os Dias Eram Assim, 
a atriz admite que sua trajetória tem sido marcada pela sorte e diz estar se preparando para a fase em que sua personagem descobre que possui o vírus da Aids

Por Tatiana Ferreira Publicado em 23/06/2017, às 22h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h45

Julia Dalavia - Fabrizia Granatieri
Julia Dalavia - Fabrizia Granatieri
Sorte. É assim que Julia Dalavia, 19 anos, avalia a o sucesso meteórico de sua carreira. Depois de ganhar notoriedade com Maria Tereza, de Velho Chico (Globo, 2016), e se destacar como a prostituta Mayara, em Justiça (Globo, 2016), ela se prepara para mais um desafio: dar vida à soropositiva Nanda, na supersérie Os Dias Eram Assim. “Sou uma sortuda por receber papéis fortes e diferentes, onde posso transitar por lugares diversos. Minha parte favorita é a pesquisa e a composição da personagem, e os últimos três trabalhos me permitiram fazer isso com muita densidade”, comemora a atriz, que, para entender mais o universo a ser contado, frequentou a ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids), no Centro do Rio de Janeiro. “Lá, conversei com pessoas que auxiliaram os contaminados na época e com os sobreviventes. Foi muito emocionante”, lembra a artista.
INSEGURANÇA “Quando recebi o convite, primeiro achei incrível, depois bateu o medo. Decidi, por contra própria, pesquisar este universo e conheci a ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids), no centro do Rio. Lá, estive com pessoas que auxiliaram portadores de HIV na década de 1980, pessoas que tinham descoberto que estavam com a doença naquela época, como minha personagem, que foram colocados para fora de casa, sofreram com preconceito e foram exilados da sociedade.”


Para dar vida à  uma soropositiva, Julia mudou a alimentação para perder peso e ficar bem magra

NOVO OLHAR “Depois que comecei a conversar com estas pessoas, conhecer mais este universo, fiquei mais reflexiva, porque a taxa de soropositivos está crescendo entre os jovens da minha idade. Uma pessoa com Aids hoje, não passa por estas coisas. A não ser que não se trate. Era como uma sentença de morte. Ninguém sabia nada. Nós não vimos esta doença matando as pessoas. Então, não nos preocupamos, o maior medo é gravidez. Eu não tinha noção do que era. Depois de ter pesquisado sobre a Aids, tive um outro olhar e fiquei mais exigente sobre o uso de preservativos.”

EMOÇÃO “Me emocionei ouvindo os relatos dos sobreviventes. Ainda não consigo me imaginar na pele deles. Estou esperando este processo de viver esse período da personagem para ter alguma noção. Por enquanto, tenho a ideia de como será com a Nanda, mas não sei como vai ser a execução. Estou tentando ficar calma. Tenho medo, receio... Muitos sentimentos ao mesmo tempo.”

DECISÃO PESSOAL “Decidi emagrecer por mim. Foi um pensamento óbvio de que, se eu faria uma personagem com Aids, teria que emagrecer. Estava mais cheinha das festas de fim de ano e Carnaval. Comecei a mudar os hábitos alimentares, abandonar as besteiras e comer mais folhas e verduras.” 


Com 1m60 e pesando 44 quilos, ela diz que está adorando o corpo mais sequinho

SEM METAS “Tenho 1,60m e estou pesando 44 quilos. Não sei ao certo quanto emagreci desde que decidi perder peso. Estou em um bom peso para quando chegar a hora da quebra da personagem ser mais fácil se tiver que emagrecer mais um pouquinho. Vai ser um período mais curto, porque é complicado ficar em uma dieta restrita muito tempo.” 

MAGRA E LINDA “Não tenho uma meta. Vai ser o que ficar crível no vídeo com ajuda da caracterização. Ninguém quer me ver cadavérica por aí. Estou magra, mas curtindo este visual mais sequinho. Me sinto confortável.” 

AFINIDADES “Tenho muitas coisas em comum com a Nanda. Temos o gênio forte, espírito transgressor. Se eu vivesse naquela época, com certeza iria para as ruas também. Geralmente, o jovem tem este ímpeto de querer quebrar conceitos, tabus e querer transgredir. Não para irritar, mas para fazer o mundo evoluir, andar. E o figurino estou amando! O cabelo, esta franja, estou curtindo muito!”


Julia estreou na TV na novela Em Família, mas ganhou notoriedade em Velho Chico

‘ABORRECÊNCIA’ “Ah, tive, sim, meus momentos de rebeldia. Queria sair, falava coisas que minha mãe não concordava. Sintomas de gênio forte, mas ela soube lidar bem com isso. Talvez seja até por isso que não tenha ficado com a sensação de que fui uma adolescente muito difícil porque ela soube contornar. Foi uma dança que ela dançou junto comigo.” 

A HORA É AGORA “Não sei se minha hora chegou. Não consigo definir isso. Tenho a vida inteira pela frente. Tem tanta coisa que ainda quero fazer... Mas estou achando incrível este momento, a hora é agora ou talvez esteja chegando.” 

SEM DESLUMBRE “Não sou deslumbrada. Antes da TV, comecei cedo no teatro, depois cinema. Ter os pés no chão é uma coisa que estou sempre me relembrando. Sigo meu caminho tranquila. Estou meio blindada, acho até que, por isso, não me sinto afetada com ‘este glamour’.”


Sem usar franja desde a infância, a atriz está amando o novo corte de cabelo