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Exclusivas / MATERNIDADE INDEPENDENTE

Paloma Bernardi congela óvulos para decidir futuro como mãe: "Muitos sonhos"

Em entrevista exclusiva, Paloma Bernardi conta como decidiu participar de outro debate importante, o sobre pobreza menstrual

Redação Contigo! Publicado em 10/12/2021, às 16h44

Com óvulos congelados, Paloma Bernardi traça futuro como mãe: "Um dia de cada vez" - Reprodução/Instagram
Com óvulos congelados, Paloma Bernardi traça futuro como mãe: "Um dia de cada vez" - Reprodução/Instagram

Além da atuação, Paloma Bernardi usou os anos de 2020 e 2021 para se debruçar sobre uma causa que ela não conhecia antes: a pobreza menstrual. Conhecida principalmente por vários papeis na televião, a atriz aproveitou a pandemia para espalhar informação sobre o movimento e a importância de ajudar mulheres em situação de vulnerabilidade.

Esse envolvimento veio acompanhado da decisão da artista de congelar óvulos. Ao 36 anos, Paloma Bernardi contou em entrevista à CONTIGO! que a escolha a trouxe independência, a deixando livre para escolher quando quiser ser mãe.

“Eu tenho trabalhado bastante, são muitos sonhos que eu tenho para realizar e eu falei ‘esse plano de ser mãe não é agora, é mais pra frente’. O organismo não acompanha os meus sonhos”, ela explicou a decisão.

O CONGELAMENTO

Tia de um casal de crianças, ela confessou que estar com os sobrinhos aguça ainda mais a vontade de ter seu próprio bebê, mas a realização dessa ambição ficará para o futuro. A vontade de ser mãe segue como um plano para o futuro.

Focada no trabalho, Paloma Bernardi então decidiu congelar óvulos em meados de 2021: “Eu fui procurar orientação médica para entender até quando eu poderia [ser mãe] e ele me explicou que a mulher pode receber o bebê até 50 anos, mas os óvulos vão perdendo a sua força (...) E aí o ideal é que você congele. (...) É ter mais possibilidades, não é que me dá a garantia, mas aumentam as minhas possibilidades.”

Em um relacionamento de 3 anos com Dudu Pelizzari, a atriz contou que está cansada de ouvir o discurso antiquado de que ela já deveria estar construindo uma família. Para ela, o congelamento diminui a pressão da sociedade.

Porém, a atriz ainda não definiu o momento perfeito para engravidar, deixando seus “frozens” — como ela chama carinhosamente seus óvulos — no aguardo. “Eu estou vivendo um dia de cada vez. (...) Eu vou deixar nas mãos de Deus mesmo. Estou vivendo o meu presente que é namorar e viver meus trabalhos. Ainda não estou dando um segundo passo ou um terceiro passo. Mas que eu vou ser mãe um dia, eu vou ser”, garantiu.

UM OLHAR ATIVISTA

Foi nesse mesmo ano que Paloma Bernardi decidiu se unir com instituições sociais para ajudar mulheres em situação de vulnerabilidade. Em suas redes sociais, a atriz estabelece um diálogo constante sobre a pobreza menstrual, enfatizando a importância de levar informação e até mesmo distribuir absorventes para jovens que não possuem acesso à higiene básica.

“A gente precisa ter uma higiene porque se não a gente fica doente, pode pegar bactérias. E as mulheres nas ruas usam papelão, usam miolo de pão, usam pano de chão. Isso não é digno”, expôs ela na entrevista.

Esse ativismo, porém, trouxe à intérprete uma onda de pessoas que não compreendem a causa, optando por despejar ódio nas publicações. “O louco é que muita gente não entende. Eu fiz alguns posts que foram bem bombardeados, pessoas entendendo o que eu estava falando, dá vontade até de dar um soco na cara”, disse ela entre risos.

Segundo a ex-contratada da Globo, muitos usuários das redes escrevem comentários como “agora quer autorização para menstruar” ou “quer que a gente fique pagando o seu absorvente”. Para Paloma Bernardi, essas falas reproduzem desinformação.

“A gente tem que rever muitos pontos para que todas as mulheres, independente de classe social, possam sangrar com dignidade porque a menstruação faz parte do ciclo da mulher. É renovação, é limpeza. Além disso, é tirar os tabus porque a menstruação não é sujeira, não é impureza. É pureza, renovação. É o tal sagrado feminino."

MIL ARTISTAS EM UMA SÓ

Nesses dois anos de pandemia, Paloma Bernardi precisou adaptar sua profissão como todos nós. Em um dos trabalhos, a atriz colaborou com a RecordTV em uma série de suspense que está prestes a ser lançada, a Ameaça Invisível.

Encabeçada por Ajax Camacho, a obra foi gravada 100% de forma remota. Em sua própria casa, usando seu próprio celular e com a participação de seu namorado, a artista atuou, se dirigiu, foi sua própria camera man, figurinista e técnica de iluminação.

“A gente percebeu que é possível. A gente não precisa ter um p*ta equipamento para fazer arte. A gente com celular, uma luz de ring light, criatividade, disposição... as coisas aconteceram”, enfatizou ela.

Apesar do desafio, Paloma Bernardi reforçou que muitos conhecimentos gerados pela pandemia foram benéficos: “Muitas coisas vieram para ficar, vieram para somar, para facilitar o nosso trabalho, mas nada substitui o presencial. Acho que uma coisa vai acabar complementando a outra.”