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Carlos Alberto de Nóbrega comemora 80 anos

O apresentador da A Praça É Nossa completou a idade do melhor jeito possível: fazendo e falando o que bem entende! Mesmo casado, ele até decidiu que o melhor seria morar sozinho

Por Tainá Goulart / Fotos: Laílson Santos Publicado em 01/04/2016, às 12h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

Carlos Alberto de Nóbrega comemora 80 anos - Fotos: Laílson Santos
Carlos Alberto de Nóbrega comemora 80 anos - Fotos: Laílson Santos
Carlos Alberto de Nóbrega fala com gosto do modelo réplica do Jaguar verde estacionado na frente de sua casa, em Aphaville, região metropolitana de São Paulo. “É um XK 120 de 1952! Quando eu era moleque, sempre via alguns colegas que tinham dinheiro passeando com um desses pelas ruas e o carro acabou virando um sonho de consumo. Imagine minha cara e a emoção que eu senti, quando me disseram que havia ganhado o automóvel de presente? Quase morri ali mesmo!”, relembra ele, que ganhou o mimo durante as gravações do programa A Praça É Nossa, em comemoração ao seu aniversário de 80 anos. “São 60 anos de programa e poder celebrar minha nova idade no famoso banco é um privilégio. Sou uma pessoa sortuda, pois faço o que amo. Não consigo me ver um cara de 80 anos. A imagem que tenho dessa idade é a de um velho, todo torto. Sinto como se ainda tivesse 60, pois continuo nadando três vezes por semana, não deixo a minha cabeça parada e isso me faz ficar muito lúcido. Não fumo e não bebo. Anotou? Acabei de dar a receita pra chegar inteiro até aqui (risos)!” Confira o papo da CONTIGO! com o apresentador, que é pai de seis filhos: Beto, Marcelo, Vinícius, Maurício, e dos gêmeos Maria Fernanda e João Vitor, do atual casamento, com a apresentadora Andréa Nóbrega.


20 anos de bônus “É tão bom chegar aos 80 anos! Eu nunca imaginei que pudesse chegar nessa idade, pois meus pais morreram com 63 anos. Então, achei que também teria o mesmo destino. Eu morria de medo de completar 60, até por isso que eu demorei a ter filhos com a Andréa. Falava para ela não engravidar de mim, pois, se eu morresse, ela ainda teria como seguir em frente e constituir uma família. Era besteira, mas a gente pensa essas coisas, não tem jeito. No final, consegui viver mais 20 anos. Estou no lucro!”

Aposentar? mais pra frente... “Não penso em me aposentar por agora. Enquanto o programa aguentar, vou junto. Porém, tenho consciência de que tudo um dia acaba. Só que, claro, não fico colocando data, pois ainda tenho muita coisa para fazer. Se aguentei até aqui, dá para segurar muito ainda (risos).”

Não ao politicamente correto “Adoro muito e acompanho o trabalho dos novos nomes do humor. É natural que as novas gerações venham com ideias bem diferentes das que a minha um dia propôs. Gosto muito do que o Marcelo Adnet e o Marcius Melhem fazem, pois eles têm um humor inteligente e não ligam muito para o que o público pensa. O Fábio Porchat também me interessa bastante! As pessoas ficaram muito chatas, o politicamente correto é uma imbecilidade sem tamanho. Isto, para mim, é o próprio preconceito. Por exemplo, o apelido do Pelé, em qualquer lugar que ele pisava, era Negão. Hoje, se chamam alguém assim, meu Deus, cria uma confusão enorme.”

Endereços separados “Moro sozinho há cerca de seis anos e está sendo uma experiência incrível na minha vida. Vejo meus filhos mais novos todos os dias e nos divertimos muito. Os gêmeos nasceram em 2000 e são 33 anos de intervalo entre as gerações! É engraçado ter essa diferença, pois vejo como eu mudei. Já não tenho mais paciência como tinha antes.”

Mais avô do que pai “Me sinto muito mais avô dos dois do que pai, não educo de verdade os caçulas. Não sei por mais quanto tempo estarei ao lado deles, então quero aproveitar tudo o que posso. Antes, era quem ia nas reuniões da escola, dava dura nos meninos. Hoje, eu mais me divirto e dou conselhos. A Andréa é o pai e a mãe e eu sou o avô que estraga. Os amigos do meu filho mais novo me adoram, eu sou o ‘tio’ da turma. Acho que isso foi uma das coisas que me rejuvenesceu — poder estar em contato com essa juventude.”


Juntos, mas separados “Eu e a Andréa estamos juntos, mas ela não gosta de morar em locais separados. O meu filho Marcelo definiu muito bem a nossa situação. Disse: “Pai, você não vive sem a Andréa, mas não consegue viver com a Andréa”. Concordo. Ela tem um temperamento muito forte, brigávamos muito. Morar em casas diferentes foi a única forma que eu encontrei de viver para sempre ao lado dela. A gente namora quando dá e, se não rola, não tem problema. Na verdade, eu sou mais amigo dela do que namorado (risos)! A Andréa é uma companheirona, mas se tem uma coisa que me irrita é quando ela quer cuidar da minha saúde. Não pode me ver tomando refrigerante, que logo vem me encher a paciência, falando que vou ficar com barriga. Quem, na minha idade, se preocupa em ter barriga? Estou mais preocupado se vou viver amanhã do que com a minha forma física (risos)! Quero viver minha vida do jeito que eu quiser.”

Vivo como quero “Eu passei a ver a vida de um jeito mais tranquilo depois que fui fazer um check-up, em 2014, e descobri que estava com uma obstrução de 40% no ventrículo esquerdo. Sempre tive medo de morrer do coração. A partir daí, resolvi levar a vida mais leve e até tomei a decisão de voltar com a Andréa. Falei que, se eu saísse dessa, iria viver a vida do meu jeito e fazer o que me desse vontade. E estou cumprindo.”