Cacau Protásio revela que precisou fazer terapia para superar timidez

Em passeio pelo Saara, tradicional comércio popular do Rio, a atriz conta que há dois anos faz terapia há dois anos para superar a inibição

Por Ligia Andrade | Fotos Fabrizia Granatieri Publicado sexta 13 outubro, 2017

Em passeio pelo Saara, tradicional comércio popular do Rio, a atriz conta que há dois anos faz terapia há dois anos para superar a inibição
Cacau Protássio - Fabrizia Granatieri
Na época de vacas magras, Cacau Protásio, 42 anos, bordava blusas para vender. Eram um sucesso! “Estava desempregada, mas pagava as minhas contas. Customizei esta jaqueta também. Depois comecei a fazer relicário. Achava tudo no Saara”, conta a atriz, durante passeio no tradicional comércio popular do Rio de Janeiro. Intérprete de Terezinha, no humorístico Vai que Cola (Multishow), ela também possui loja de aluguel de roupas de festas e de vestidos de noiva. “Ano que vem, vou renovar os votos. Se pudesse, casaria todo ano.” Há dois, ela oficializou a união com o fotógrafo Janderson Pires, 43, com quem está há sete.


Cacau escolhe pessoalmente o ousado figurino que 
usa no Vai que Cola

A cada passo no Saara, Cacau é abordada por fãs, com pedidos de selfies. Ela admite que já passou por algumas saias justas. “Não ligo de tirar foto, não fico de mau humor. Tem gente que até nem faz por mal, se sente íntimo, minha personagem é muito popular. Só não tirei foto quando estava em um enterro. Qualquer pessoa tem de respeitar a dor da outra”, analisa a atriz, natural de Campos, município do estado do Rio. Extremamente tímida, apesar de muita gente não acreditar, Cacau faz tratamento para superar a inibição. “Faço terapia há dois anos. Tenho dificuldade de dar ‘bom dia’, ‘boa tarde’, de fazer amizade... Não consigo cultivar. Sou muito ligada à família.” 


Nos tempos em que estava desempregada, ela frequentava as lojas do Saara, no Rio, para customizar camisetas e fazer relicários para vender, seu ganha-pão na época

SEM LIMITES
Na quinta temporada do Vai que Cola, que estreou segunda (2), Terezinha está cada vez mais louca, segundo Cacau. “Não sei até onde pode chegar. Ela é 500 tons acima. No início, era mais tranquila. Quando estou interpretando, não tenho vergonha, me entrego de corpo e alma. Amo meus figurinos, eu que escolho”, entrega ela, que ganhou projeção nacional na pele da empregada Zezé, em Avenida Brasil (Globo, 2012). “Teve uma vida antes e outra depois de Zezé. E a Terezinha me deixou mais extrovertida.” 


A atriz não resiste às lojas 
de bonecas do Saara. 
Ela tem uma coleção em casa

A atriz afirma ainda que, com tantos craques do humor reunidos no mesmo set, a questão do ego não chega a ser um problema. “Equilibramos bem. Jogamos e cada um respeita o seu momento, o caco um do outro. Todo mundo é generoso e prestativo. Nos divertimos e queremos que dure.” Terezinha é inspirada em uma pessoa próxima à ela. “Só não vou dizer quem é. Ela tem uma autoestima surreal, o que admiro. As pessoas têm preconceito com mulher gorda e sou negra também. Terezinha é linda, gostosa, pega geral, tem dinheiro, faz caridade, é uma mulher que existe”, destaca.

DESENCANADA
Cacau sempre foi desencanada.“Foi libertadora a época em que o black começou a virar moda. Me aceitei, vi que o meu cabelo era bonito.” A atriz nunca ligou também para a questão do peso.“Namorava muito, era levada. Já quis emagrecer, não ficar esquelética. Tento cuidar da saúde, aos poucos”, ressalta. “Hoje, acho roupa para o meu tamanho, me acho linda gorda. Se emagrecer, ótimo, não fico na paranoia. Como de tudo. Só fiz uma promessa para não comer doce, nem beber refrigerante.”


A atriz está em cartaz com a peça Deu a Louca na Branca

   Na rotina da atriz, estão aulas de dança e musculação sob o olhar atento da personal trainer Milena Nogueira, 42. “Ela pega no meu pé, fico toda dolorida”, diverte-se Cacau, que está em cartaz no teatro com a peça Deu a Louca na Branca e estará no longa Os Farofeiros, com previsão de estreia para janeiro de 2018. “Não achava que seria capaz de fazer um monólogo, está sendo muito bom. No final fica o teatro inteiro para tirar foto comigo, tem sido um sucesso, no boca a boca.”
Cacau conheceu o marido quando estava fazendo a peça Doméstica. “Minhas amigas casaram rápido, fui a única a ficar encalhada”, diz, aos risos. E aproveita para elogiar Janderson. “Ele é muito maneiro, fala a mesma língua que eu, não tem preconceito. Quando comecei a fazer Vai que Cola, pensei que ele fosse implicar porque a personagem é periguete, mas não. Ele está sempre me incentivando”, ressalta. A maternidade está nos planos do casal. “Trabalhamos sempre (risos). Janderson tem muita vontade de ser pai, eu já tive mais, porém  agora estou no pique de trabalho".


Em 2018, Cacau pretende renovar seus votos de casamento

Último acesso: 28 Nov 2020 - 01:12:36 (1033737).