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Bruna Linzmeyer revela: "Nunca me arrependi de nada"

Estrela de A Regra do Jogo, Bruna Linzmeyer assume lado sexy, nega volta com Michel Melamed (e que tenha um romance com Cauã Reymond), estranha ser chamada de “loirinha” 
e conta que pode comer o que quiser, sem se preocupar 
com a balança

Redação Publicado em 18/02/2016, às 09h59 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

Bruna Linzmeyer - Jorge Bispo
Bruna Linzmeyer - Jorge Bispo
Bruna Linzmeyer, 23 anos, chega de um jeito moleca e pede para colocar uma música, começando a cantarolar logo em seguida. Vai fotografar, quer ficar solta. As canções são uma espécie de guia na vida da intérprete de Belisa em A Regra do Jogo (Globo). Ela cria as próprias playlists no Spotify, algumas com nome das personagens, para se inspirar. “Elas tanto definem como estimulam o sentimento e as emoções. Para Belisa, ouço muito M.I.A. (rapper britânica) e, no início, Kaiser Chiefs. Escolho intuitivamente pelo ritmo, depois descubro que a letra tem muito a ver”, revela. Catarinense de Corupá, Bruna está 'iniciando' a vida adulta. "Me sinto responsável pela vida que fui construindo, desde as contas que tenho de pagar até manter os meus pais orgulhosos", afirma ela, que se reserva o direito de poder errar. Por que não? "Nunca me arrependi de nada, quero enfrentar isso de coração aberto", enfatiza. 
Belisa trouxe um pouco de sex appeal, sexualidade para a vida de sua intérprete. "Ela tem uma atitude um pouco mais mulher", define Bruna, que está curtindo a fase loira, porém, não vê a hora de deixar o cabelo crescer no tom castanho, sua cor natural. “Não é o estilo que mais amo, apesar de gostar. Eu me surpreendo quando alguém fala 'aquela loirinha'. Tenho a certeza de que não é comigo (risos), não me considero loira, nunca fui. Até quando o Cauã (Reymond, 35) me chama em cena..."

NOVA FASE
O ano de 2015 foi importante para Bruna, tanto na vida profissional (muito trabalho!), quanto na pessoal. Ela está solteira desde o fim do namoro de quatro anos com o ator e diretor Michel Melamed, 39. "Aprendi e quero ficar com isso para a vida: levar as coisas como elas acontecem. Nada é de todo ruim, com exceção das grandes tragédias. É o trabalho, ter de mudar de casa... Tudo é simples, dependendo da maneira como se resolve olhar", justifica. Ela acrescenta: "Levo as coisas com seriedade, mas não tem de ter esse peso. É doce, engraçado...". Ao falar da vida de solteira, Bruna se retrai e mede as palavras. Prega que "está tudo certo". "Tenho uma vida social bem tranquila. Consigo estar com os amigos, beber uma cerveja depois das filmagens. Agora estou cansada fisicamente. Chego em casa achando que vou jantar, assistir a um filme – mas tomo banho e apago."
Da relação com Melamed, permanece a amizade. "A gente vai ao Baixo Gávea (reduto boêmio carioca) três vezes por semana. Continuamos amigos, ele é um artista que admiro, uma pessoa que admiro. Ele foi e é muito importante na minha vida. Não tem essa de separou e não falar. Como assim? Fico muito surpresa quando isso acontece. Como é que a pessoa que, em tese, foi a mais importante em sua vida até aquele momento, do dia para noite, deixa de ser? A gente se encontra sempre, como qualquer outra pessoa." A parceria profissional também continua. "Temos projetos, um filme que ele está escrevendo e que vamos fazer juntos, entre outras coisas", conta. 


MISTURA BOA
Ultimamente, Bruna se flagra sendo um pouco ríspida com as pessoas em alguns momentos, sem querer. A 'culpa' é de Belisa. A atriz sempre se mistura com as personagens – e gosta disso. "Este cabelo não é meu, o jeito de falar... Sou Bruna só na hora de dormir, e olhe lá!", explica. Belisa tem uma força, uma agressividade que, de certa forma, está tomando a vida da atriz. "Peço desculpas, não é por mal. Você vai pensando, sentindo daquele jeito e vai tomando conta", justifica. No novo longa de Selton Mello, 43, O Filme da Minha Vida, previsto para estrear este ano, a atriz experimentou o oposto. "Luna era uma menina dos anos 1960, de 16 anos, ruiva, de franjinha. Fiquei com cara de menina, e ela era só doçura. É claro que sou doce também, mas estava em um nível de doçura maior", recorda a atriz. 
Belisa fez uma interessante curva ao longo da novela das 9, que conquistou não só a própria Bruna, mas também o público, que torce por um final feliz. “Ela foi tão chata no começo, agressiva, e encontrou um amor no Juliano. É uma heroína e merece um final clássico de novela", vibra a atriz, sem poupar elogios ao parceiro de cena Cauã Reymond. “Ele é generoso, consegue fazer uma coisa muito rara no set: deixá-lo leve, engraçado, mas com seriedade. Ele conversa, faz piada... Foi um encontro bonito." A sintonia, frisa a atriz, é apenas na ficção. "Até o momento que eu consiga controlar, que não entre na minha vida pessoal, falem o que quiserem. O que posso fazer é não me importar, perder minha energia com isso", diz Bruna sobre boatos de que estaria vivendo um relacionamento com Cauã.

PAÍS MACHISTA
Bruna começou o ano recarregando as baterias na Chapada Diamantina, na Bahia, com amigos. "Tem uma energia parecida com a da minha cidade. Fiquei feliz em reencontrar essa vibração. Sempre vou para Corupá em busca desse lugar", garante. Ao revisitar as memórias de infância, surgem as clássicas recordações de menina do interior: brincadeiras na cachoeira, no rio, a comida tirada da horta, andanças pelo mato, os bichos... "Eu tinha dois gansos de estimação", lembra. A conexão da atriz com a natureza é forte, por isso não perde a oportunidade de ir a cachoeiras e a praias no Rio. Faço trilhas. A natureza me acalma, me faz entender que faço parte de tudo isso."
A atriz nunca pulou Carnaval de rua, mas tem vontade de curtir os dias de folia nos blocos da cidade. "No Sul não tem Carnaval, vira um grande feriado", explica. Se estiver de folga, Bruna diz que não vai ficar em casa. "Mas acho que vou trabalhar. Já fui à Sapucaí algumas vezes, acho lindo. Tenho orgulho de ser brasileira nesse momento", afirma.
Com opiniões firmes, Bruna participou no ano passado da controversa campanha Meu Corpo, Minhas Regras, em prol da escolha da mulher pelo direito ao aborto. Outras atrizes, como Nanda Costa, 29, Bárbara Paz, 41, e Julia Lemmertz, 52, também se engajaram. "A gente vive em um país machista. Você sabe, anda nas ruas, você ouve as coisas... Evito sair com as costas de fora, por exemplo. Coloco casaco e odeio ter de colocá-lo. No vídeo, não defendíamos o aborto, defendíamos o direito de escolha da mulher. Claro que o nascimento de uma vida é uma coisa linda. Mas e no caso de um estupro?", questiona ela, que não é a favor da prática. "Imagine! Sou a favor de a mulher poder decidir sobre a vida dela." À época, Bruna enfrentou duras críticas por defender seu ponto de vista. "As críticas não me ferem. Mas foram agressivas à minha mãe – aí isso incomoda. Sei que o que estou falando é uma coisa forte, que precisa ser mudada e pensada. Então, ótimo, vamos falar disso, olhar o outro", justifica.


BOA DE GARFO E SEM NEUROSE
Adepta da prática de pilates cerca de três vezes na semana, Bruna se encontrou na atividade física. "É o que me mantém viva. Pilates define, e tenho super flexibilidade no corpo. Me machuco muito, não dá para fazer qualquer exercício", diz. Quando faz aulas de dança, contorção ou ioga, a atriz é acompanhada de perto por uma osteopata. A ioga surgiu em sua vida quando começaram as preparações para o longa O Grande Circo Místico, no ano passado, e ficou até hoje. Magrinha por natureza, Bruna come de tudo, sem a preocupação exacerbada com a escolha do cardápio. "Nunca penso 'não vou pedir uma massa' ou 'não vou comer a sobremesa. Bebo e tudo o mais!". Quando visita sua cidade natal, não deixa de comer strudel. "É o melhor que já comi!"
Na Chapada, ela e os amigos se perguntaram: "O quanto de vida a gente aguenta?" Ela confessa não saber de pronto a resposta. “Mas aguento muito. Que seja sempre transbordando. É raro eu achar um grande problema. Não tenho. Sou de Escorpião com ascendente em Aquário – o que me salva, porque não tem peso, por mais que seja séria", afirma ela, cheia de planos. "Quero tudo! Estou aberta para o que a vida vem me trazendo. Tenho trabalho para o ano todo", vibra, ao falar do cinema, sua paixão. Vira e mexe, Bruna volta com uma questão para a sua analista: sobre a vontade de se misturar com as coisas, os amigos e o trabalho. "Lembro de um pulo na cachoeira. A última coisa que se pensa é em si mesmo. Você vira a corrida, a água... O ser a própria coisa é o que me interessa."