Angela Dippe: ''Olha para trás e só tenho lembranças boas''

Na exposição Rá-Tim-Bum, o Castelo, a atriz relembra Penélope, papel que marcou sua carreira há 23 anos

Por Mariana Silva Publicado sexta 26 maio, 2017

Na exposição Rá-Tim-Bum, o Castelo, a atriz relembra Penélope, papel que marcou sua carreira há 23 anos
Angela Dippe - Paulo Santos/Contigo!
Com o celular em mãos, Angela Dippe acompanha o movimento nas redes sociais ao mesmo tempo em que finaliza os detalhes de sua maquiagem. “Adoro! Faço foto, edito vídeo, posto no stories... Quando conheci o Twitter, lá atrás, em 2009, ou antes, as coisas não tinham tanta repercussão. Lembro que passei um mês twittando direto. Fiquei super viciada, só acompanhava notícias por lá. Hoje, as ideias mudaram, mas gostaria de ser mais ligada ainda”, adianta.
Aos 55 anos e atualmente no ar em Carinha de Anjo (SBT) na pele de Rosana, a atriz garante que se identifica com a personagem e reconhece, inclusive, que a convivência com um elenco mais jovem a ajudou a descobrir novidades tecnológicas e ficar por dentro das gírias do vocabulário teen. “Eu me perguntava: ‘O que é crush (alguém por quem você é apaixonado)?’. Para mim, shippar (junção dos nomes de um casal) significava imprimir, só depois descobri que não tem nada a ver (risos).


Atualmente, Angela está no ar como Rosana, 
em Carinha de Anjo

Gosto muito dessa passagem de gerações e da possibilidade de aprender um pouco de tudo”, conta. Boa parte dos ensinamentos vieram pela relação fictícia de mãe e filho criada com Maisa Silva, 15, intérprete de Juju, e Gabriel Miller, 7, que dá vida a Emílio, com quem Angela convive durante as gravações. “Dei muita sorte com meu núcleo. A Maisa é uma pessoa iluminada, uma menina encantadora, articulada e muito talentosa. O Gabriel é meu amorzinho, a gente se diverte. Ele é muito sagaz, um doce”, elogia. 
A trama infantil ainda deu a Angela a possibilidade de vivenciar uma experiência nova: ser mãe. “Como atriz, posso ser mãe só com a parte boa (risos). Criança traz alegria, renova a alma. Percebo isso quando estou com o Gabriel. No meu segundo casamento, descobri que não podia ter filhos. Cheguei a fazer fertilização in vitro, mas não deu certo, e tudo bem, acabou esse assunto na minha vida. Apenas sinto por não poder dar netos aos meus pais, mas hoje minha vida é uma maravilha. Posso fechar a porta de casa, viajar e aproveitar sem me preocupar com alguém”, revela.



Na exposição sobre o Castelo Rá-Tim-Bum, no Memorial da América Latina, em São Paulo, a atriz relembra os cenários icônicos da série

ETERNA PENÉLOPE
A convite da CONTIGO!, a atriz voltou à exposição Rá-Tim-Bum, o Castelo, no Memorial da América Latina, em São Paulo, e relembrou o sucesso com a personagem Penélope no programa infantil exibido pela TV Cultura entre 1994 e 1997 – e reexibido anos depois. “Quando olho para trás, só tenho sensações boas. Gravamos muito antes de ir ao ar, então não sabíamos no que se transformaria. Tenho duas memórias: as de bastidores e a do depois, quando percebi o que o Castelo representou na vida das pessoas. Foi uma experiência incrível para todos envolvidos”, relembra.

Com o figurino de Penélope, personagem que marcou 
sua trajetória há 23 anos


Pouco antes de retomar o trabalho direcionado ao público infantil, Angela participou de outras novelas, como Avenida Brasil (Globo, 2012), e séries, como O Homem da Sua Vida (HBO, 2016), mas ainda é reconhecida por Penélope. “Não tenho nenhum problema com isso. Tenho muito orgulho, aliás, porque foi um papel de alta qualidade e criatividade para as crianças. E eu só entendi o tamanho da responsabilidade de trabalhar com o público infantil agora, que vejo meninas e meninos dizendo que viraram jornalistas por causa da Penélope. Influenciar a vida profissional das pessoas por conta do que aprenderam na infância é algo muito gratificante”, afirma ela, que garante não se importar com o assédio. “É tranquilo, não sou muito famosa. Me param, pedem foto, e tenho mais fãs adultos do que crianças. Mas fico pensando, se fosse alguém tipo a Xuxa, acho que não conseguiria fazer nada direito e seria bem chato (risos).”


Solteira há quatro anos, a atriz 
(na foto com a cobra Celeste) já se casou três vezes


MULHER BEM RESOLVIDA
A chegada da idade nunca foi um problema para Angela. Dançarina desde os 7 anos, ela trouxe as técnicas aprendidas na infância para a fase atual e, sempre que sobra um tempinho, coloca em prática sua rotina de exercícios aeróbicos, que ainda inclui ioga. “Tenho muita energia, desde sempre fui assim. Mas é coisa que vem com minha genética, não com a idade. Hoje em dia, o que é ter 55 anos? Não existe um banco de imagens que caracterize uma pessoa da minha idade. Claro, ser artista ajuda muito nesse processo, afinal, preciso me cuidar. E eu também não gosto e nem tenho uma rotina fixa, talvez esse seja o meu segredo de jovialidade”, diz.
Solteira há quatro anos, a atriz já se casou três vezes, mas, atualmente, não sabe dizer se assumiria esse tipo de relacionamento. “Estou solteira, mas não sozinha. Não gosto de ficar sozinha. A gente começa a envelhecer e pensar em ter uma companhia todos os dias, mas casar outra vez ainda é uma interrogação para mim. Não sei ao certo, mas também não deixei de gostar da ideia”, brinca.


Aos 55 anos, Angela acredita que o segredo 
da jovialidade é não ter rotina

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