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A serenidade materna de Fernanda Rodrigues

Realizada como mãe, a atriz comemora a chegada de Bento ao lado da filha, Luisa

Por Tatiana Ferreira / Fotos: Daydream Fotografia Publicado em 08/05/2016, às 12h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

Fernanda Rodrigues, com a filha Luisa, apresenta o filho Bento - Fotos: Daydream Fotografia
Fernanda Rodrigues, com a filha Luisa, apresenta o filho Bento - Fotos: Daydream Fotografia
A maternidade sempre esteve nos sonhos de Fernanda Rodrigues. Casada há oito anos com o ator e diretor Raoni Carneiro, com quem já tem Luisa,  a apresentadora do Fazendo a Festa, programa exibido pelo canal pago GNT, vive, há três meses, desde a chegada do seu caçula, Bento, a sensação de dever cumprido. “Quando olho minha família, vejo que construí um lar bacana, encontrei um cara muito parceiro, que é um excelente pai e marido, com quem tive um casal de filhos, como sempre sonhei. Eu me sinto realizada”, reflete. No entanto, deixa claro que a perfeição é algo distante de sua vida. “Tenho muito medo da imagem de família perfeita, que só existe em comerciais de margarina. Não somos perfeitos, temos problemas, nossas divergências e dificuldades. A perfeição não existe!”, garante. A ideia de ter um segundo filho foi, sem dúvida, impulsionada por Luisa, que convenceu os pais a acelerarem a chegada de um irmãozinho. “Ela pedia muito. Luisa está alucinada por ele. É o seu bonequinho”, brinca a atriz. 

Como foi a emoção quando você viu Bento pela primeira vez?
Nem sei se consigo explicar, mas o primeiro filho, quando nasce... Você começa a entender o que está fazendo no mundo. O sentido da vida muda. Já o segundo é uma coisa arrebatadora, porque você passou pela experiência, já sabe o amor que é, mas é uma outra emoção. E eu achava que a sensação seria parecida, por já saber o tamanho do amor, mas é tão diferente, é tão grande... Inexplicável mesmo. 

E Luisa, ela ficou com ciúmes com a chegada do irmãozinho? 
Por enquanto não. Ela desejou muito esse irmão. Ela nos pedia o tempo inteiro. E também fiz questão da participação dela em tudo. O enfeite para botar na porta do meu quarto na maternidade foi ela que pintou. 

Ela a ajuda nos cuidados com Bento? 
Muito! Luisa tem responsabilidades. Na hora do banho, é ela que organiza, pega a toalha... Estou ensinando a trocar fralda, e ela ama! É quase uma mãezinha. Acho uma graça quando minha filha tem crises de amor e diz: “Ai, eu te amo mais do que tudo nesta vida!”


Luisa é a sua miniatura, e o Bento, com quem se parece?
Eu ainda estou na dúvida. Mas já digo que não é igual a mim como é a Luisa. Ela é minha xerox, ‘míni-me’! Bento está mais para o time do Raoni. Tem um colorido do pai e a testinha é dele. É uma misturinha por enquanto. Mas estou na torcida para que seja parecido com o pai, porque uma igual a mim eu já tenho. Ele merecia uma cópia dele. 

E como Raoni está comportando-se como pai de menino? 
Ele está muito amarradão de ter um menino, é muito legal a diferença de relação. Os planos, os sonhos e até a maneira de conversar é diferente: “Fala aí, meu irmão!” É muito engraçado, é uma outra linguagem. Um código mais próximo.

Ele também ajuda a cuidar do nenê?
Muito! Mas ele tem sido menos presente com Bento do que foi com a Luisa. Com nossa filha, Raoni estava em uma entressafra de trabalho, por isso a disponibilidade era maior. Agora ele está trabalhando muito, virou diretor e está cheio de compromissos. Mas o que pode fazer, ele faz. O Rao é muito participativo. À noite, quer dar banho nele e está sempre presente nas consultas do pediatra.

Você sentiu muita diferença entre menino e menina?
Muita! Estava tensa com a chegada do Bento. Eu queria muito ser mãe e sempre me imaginei com um casal de filhos. Mas, quando tive a Luisa e pensei em engravidar de novo, queria que fosse outra menina. Quando descobri que era menino, fiquei muito insegura, porque é um universo diferente. Pesquisei e conversei com amigas e agora constatei que é muito mais prático e tranquilo. Desde a hora de arrumar até a higiene. 


Mas a experiência de já ter uma filha ajuda bastante, não? 
Sem dúvida. Cuidar do segundo filho é muito mais fácil. Brinco dizendo que, se o primeiro pudesse ser o segundo, seria perfeito. Porque você já tem maturidade e confiança para as coisas que dão certo, que funcionam ou não. As frescuras já não são as mesmas. O primeiro filho é muito tenso. O segundo é uma tranquilidade. Estou tirando de letra. 

Então, Bento chegou na hora certa? 
Todo mundo me cobrava muito pela vinda de um segundo bebê e acho que este espaço de seis anos foi perfeito. Luisa já tem a vida e a rotina dela, é independente. Posso viver a maternidade sem ter que cuidar de dois pequenininhos. Foi perfeito. 

Com dois filhos, como administra o casamento para que não caia na rotina?
Eu e o Rao temos esse cuidado. A gente sempre tira um dia na semana para sair e jantar só nós dois. Estabelecemos uns códigos para não deixarmos de ser namorados nunca. Quando a relação está bacana, o filho não atrapalha, só acrescenta. 

Gravidez e amamentação mexem com os hormônios. Como ficou sua libido?
Tudo tem seu tempo, e isso é científico. Todo mundo passa. Esses momentos dão uma diminuída no desejo, porque você está vivendo uma outra coisa que exige muito mais atenção. Quando se está grávida e depois do nascimento do bebê, as prioridades são outras, mas tudo acaba voltando ao normal. Sou apaixonada pelo meu marido e o admiro como pessoa, o que, na minha opinião, é o que aquece a relação. E acho que ele me admira também, então a gente não deixa o fogo apagar. 

Voltar a ter o peso anterior à gravidez é uma preocupação?
Zero preocupação. A minha prioridade é viver isso que estou vivendo, que é a maternidade, a amamentação, que eu amo e defendo. Não sei ao certo meu peso agora, mas vejo que já perdi muito dos 11 quilos ganhos na gestação. De roupa nem dá para perceber os quilinhos que ainda faltam. Mas a ‘“peitola” está grande (risos).

Fechou a fábrica? 
Não sei... As pessoas estão me perguntando sobre a possibilidade de um terceiro filho. Estou feliz com esse casal que sempre sonhei, mas não posso dizer que no futuro não tenha vontade de ser mãe novamente. Outro dia até perguntei isso para o Rao. Ficou meio tenso e respondeu: “Não sei, vamos pensar nisso depois?”