Em livro, BRita BRazil, mãe de neto do Chico Anysio, exorciza morte trágica do filho

A atriz relembra drama vivido por Rian Brito: "Parecia que estava em estado terminal"

sexta 8 fevereiro, 2019
Rian Brito e BRita BRazil
Rian Brito e BRita BRazil Foto:Divulgação

Em 2016, a precoce morte de Rian Brito levantou um debate sobre o uso do chá ayahuasca em cultos religiosos.

Após quase 3 anos do acontecimento, BRita BRazil reuniu várias histórias de famílias que lidaram com a mesma questão. O resultado foi o livro Relatos - Efeitos colaterais da experiência com a Ayahuasca, lançado nesta quinta-feira, 31. Nele há também depoimentos de profissionais da saúde sobre o chá do Santo-Daime, uma bebida psicotrópica baseado em plantas de origem amazônica.

Em conversa com a Contigo!, a mãe do neto de Chico Anysio transformou a dor da perda do filho em obra, como uma forma de dividir a sua vivência e o seu conhecimento.

"Este livro foi a única e a mais eficiente maneira de continuar a informação que preciso dar, ao Brasil, sobre os efeitos colaterais do Ayahuasca, omitidos por essa indústria", contou ela, que afirma ter encontrado muita resistência ao investigar o assunto. "Quando comecei a fazer a Campanha de Alerta aos Perigos do Ayahuasca, fui diária e estupidamente agredida virtualmente."

A obra finalizada compõe um dos capítulos do livro que originalmente escreveu, Rian Brito, da Vida Harmônica do Baixo ao Inferno do Ayahuasca, onde conta em detalhes a experiência. "Ao começar a fazer a campanha, pedindo no programa da Luciana Gimenez, na Rede TV, para saber se ele era o único a passar por aquele terror que vivemos, fui surpreendida com dezenas de relatos semelhantes ao dele", relatou ela, que se deparou com fortes relatos. "Muitos, nunca mais voltaram dessa viagem psicodélica."

BRita diz que houve uma abrupta mudança de Rian, fruto do seu relacionamento com Nizo Neto, filho de Chico Anysio, após iniciar o consumo do chá. "Rian era um exímio baixista, praticamente autodidata, desde os 12 anos. Um gênio do baixo, como os músicos o denominavam. Passava 15 horas, por dia, tocando [...] de uma hora para outra, ele parou de tocar, e seu humor e leveza, que eram marcantes, pois passávamos o dia rindo, acabaram. Ele passou a ficar sério. Aos poucos, foi parando de comer, até perder 20 quilos, em três meses.", contou ela. "Parecia realmente que estava muito doente e em estado terminal."

Ao reunir as histórias em livro, a mãe de Rian tem como objetivo alertar aos que ainda não experienciaram o chá. "O Ayahuasca não expande a consciência, como diz o slogan. Usam para comercializá-lo. Ele reduz a consciência."

Redação Contigo!
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